Um fósforo que brilha na escuridão

fosforo-aceso-fundo-preto-fosforos-palito_3312290Quanto mais escura é a noite, mais um fósforo aceso ilumina na escuridão. Isso nos faz pensar sobre a importância de cada um de manter a pequena chama da fé acesa nos momentos mais escuros de nossa existência e de nossos entes queridos.

Quando o Titanic afundou, e muitas pessoas conseguiram se salvar nos botes salva-vidas, foi um desespero. Imagine na madrugada gelada no mar do Norte, escuridão total, um pequeno bote a deriva no oceano, pessoas molhadas e amedrontadas, chocadas… Que luta!

As histórias contadas são as mais chocantes, gente chorando, gente rezando, gente passando mal de frio… Mas alguns tentavam manter a calma e fazer sobreviver a esperança. O tempo passava e o socorro não chegava; mas sabiam que pelos rádios havia tempo de pedir socorro ao continente.

E eis que no meio da escuridão surgiu uma pequenina luz no horizonte. Quando os náufragos viram aquela luz diminuta, quase um nada, foi um grito só: “estamos salvos!”. A esperança renasceu. Sabiam que era o navio do resgate que se aproximava na noite escura e gelada. Que alegria! Que gritos de júbilo! Todos choravam e se consolavam. Aos poucos a luz ia aumentando, era o navio da salvação.

Como é importante não deixar apagar a luz da fé, especialmente quando a escuridão da alma é intensa. Quanto mais escura se torna a noite, é sinal de que a aurora se aproxima. Mais vale acender um pequenino fósforo na noite escura do que ficar maldizendo a escuridão. Ele disse: “Eu sou a Luz do mundo”. Nunca deixe que ela se apague em seu coração. São Tiago nos ensina que apenas uma chama de um fósforo pode incendiar toda uma floresta; mas pode também acender muitas velas e candelabros apagados. Uma vela apagada se acende em outra que está acesa. Por isso, nunca mate a esperança, pois ela pode ser a única coisa que lhe resta na vida.

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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