Santa Terezinha da America Latina

É a santa mais jovem do
Carmelo. Morreu com 19 anos e nove meses. Nasceu numa família cristã, encontrou
nos pais sempre amor e afeto. O amor nasce bem cedo no seu coração, dedica-se
totalmente ao estudo, percebe a necessidade de entregar-se totalmente ao
estudo, percebe a necessidade de entregar-se a Jesus e o faz especialmente na
sua primeira comunhão.

 Quanto mais me isolar de mim
mesma (mediante a renúncia completa de todo meu ser), mais me aprofundei em Deus. Trato, pois, de
negar-me em tudo para chegar a possuir o Tudo (c 116).

 É preciso morrer a si mesma
para viver escondida em Cristo (d 46).

 Quanto vale uma boa amiga!
Sentia verdadeiramente a necessidade de expandir-me  com alguém que me compreendesse e que sentisse
o mesmo que sinto. Quanto bem me fizeste! Agradeço-te de todo o coração (c 31).

 O amor é a força que ajuda a
fazer aquelas coisas pelas quais se sente mais repugnância (c 45).

 O amor é a fusão de duas
almas em uma só para se aperfeiçoarem mutuamente (c 40).

 Quando se ama tudo é
alegria, a cruz não pesa, o martírio não se sente, vive-se mais no céu que na
terra (c 104).

 Quem ama não tem outra
vontade senão a do Amado; logo, quero fazer a vontade de Jesus. Quem ama se
sacrifica. Eu quero sacrificar-me em tudo. Não quero dar-me nenhum gosto. Quero
imolar-me constantemente para assemelhar-me Àquele que sofre por mim e  me ama. O amor obedece sem nada replicar. O
amor é fiel. O amor não vacila. O amor é o laço 
de união de duas almas. Pelo amor me fundirei em Jesus (d 30).

 Não  tenhamos outro desejo senão glorificar a Deus
cumprindo em todo momento sua divina vontade… E fazê-lo por amor (c 101).

 Amemos loucamente a Deus, já
que Ele em sua eternidade nos amou. Sem necessidade de nós, criou-nos. Toda a obra
do seu poder foi dirigida para o homem. Tudo pôs à nossa disposição.
Continuamente nos sustenta e alimenta. E para não se separar de nós na
eternidade, deu-nos seu Filho Unigênito, Deus se fez alimento de suas
criaturas. Aprofundaste alguma vez esta loucura infinita de amor? (c 121).

 Pergunto-me muitas vezes
como não nos torna-mos  loucos de amor
por Nosso Senhor (c 109).

 Quero que vivas sempre com
Deus no fundo de tua alma… Tens de possuir a Deus para dá-lo às almas (c
160).

 (Aqueles que se dedicam ao
apostolado) precisam Ter muita  vida
interior para que sua obra  produza
fruto, pois têm de dar Deus às almas e ficarem eles com Deus, do contrário, não
têm nada para dar (c 46).

 Na vida ativa pode-se viver
pelo amor próprio quando se apalpam os triunfos, perigo que a Carmelita não
tem, já que ignora o número de almas que salva pela oração e sacrifício. E,
talvez, de sua cela, conquiste, ao lado dos missionários, milhões de infiéis
que se encontram nos confins do mundo (c 130).

 Depositemos no sacrário a
amarga queixa de nossos corações: “Senhor, as almas que tanto amais estão
enfermas”. Continuemos repetindo isto a Jesus, até que se enterneça e venha
ressuscitar as almas que lhe encomendamos (c 113).

 Minha vida será a do céu.
Viverei já só para  Deus, em Deus e por
Deus, sem mistura  de criatura alguma.
Minha ocupação será  rezar pelo mundo,
salvar as  almas pela oração. Serei uma
pobre carmelita a quem o mundo desprezará. Mas, que me  importa o mundo quando estou crucificada para
ele? Só me lembrarei do mundo para rezar por ele (c 82).

 Tudo o que vejo leva-me para
Deus. O mar em sua imensidão faz-me pensar em Deus, em sua infinita grandeza.
Sinto então sede do infinito (c 20).

 Procurar servir àquelas
pessoas que não sejam simpáticas ou àquelas que notamos ser pouco
carinhosas  conosco, para assim nos
humilhar. O amor a nossos semelhantes é a medida do amor a Deus (c 82).

 O fim a que a  carmelita se propõe é muito grande; rezar e
sacrificar-se pelos pecadores e sacerdotes. Santificar-se a si mesma para que a
seiva divina se comunique, pela união que existe entre os fiéis, a todos os
membros da Igreja. Ela se imola sobre a cruz, e seu sangue cai sobre  os pecadores, pedindo misericórdia e
arrependimento. Cai sobre os sacerdotes santificando-os, já que na cruz está
com Jesus Cristo intimamente unida. Seu sangue está, pois, misturado com o
Sangue divino (c 58).

 O que me faz amar mais ainda
a minha vocação é ver que a vida de uma carmelita é semelhante à da SS. Virgem.
Ela só orou, padeceu e amou. E tudo em silêncio (c 138).

 No Carmelo principia-se o
que faremos por toda a eternidade: amar e cantar os louvores do Senhor. Esse
isto é a ocupação que teremos no céu, não será acaso a mais perfeita? (c 40).

 O Céu é a posse de Deus. No
céu contempla-se a Deus, adora-se e ama-se a ele. Mas para chegar ao céu é
preciso desprender-se da terra (d 58).

 Deus conta e recolhe os
espinhos de seu caminho para mudá-los e transformá-los em pedras preciosas com
que um dia o coroará no céu. Que importa sofrer 
no desterro uns anos para merecer uma felicidade eterna? (c 118).

 Por que não te aproximas
para comungar diariamente? Tu mesma viste que quando comungas és melhor. Se não
sentes fervor, cada comunhão o irá aumentando. Pede-o a Nosso Senhor que não to
negará (c 124).

 A comunhão é um céu na terra
para a alma que se compenetra bem do ato que faz… Tiremos Jesus de sua fria
prisão e abriguemo-lo em nosso coração, tão pobre, mas  cheio de amor (c 128).

 Aproxima-te de teu Deus
prisioneiro e dá-lhe em tua alma um asilo que o proteja  de seus inimigos. Que mais pode fazer Ele por
ti? Para todas as pessoas que te amam 
tens reservado  teu carinho, e
para Jesus não terás senão ingratidão? (c 24).

 Lancemo-nos com nossas  faltas e pecados no abismo, no oceano de
misericórdia. Jesus se compadece de nossas misérias, conhece a fundo nosso
pobre coração. Assim, pois, não temas, porque o temor seca o amor (c 143).

 Quando  uma alma se entrega assim (com confiança
ilimitada em seu divino amor), Jesus faz tudo, porque vê que essa alma é
miserável e incapaz de todo bem, e como a 
vê cheia de boa vontade e desconfiada de si mesma, seu amável Coração se
compadece e a toma por sua conta (c 104).

 A vontade de Deus é um
alimento  espiritual que fortifica a alma
que se entrega contente a Ele (c 16).

 Sejamos hóstias de louvor a
SS. Trindade. Como? Cumprindo a  cada
instante a vontade de Deus (c 114).

 Para ser inteiramente de
Deus  devo cumprir perfeitamente sua
divina vontade. Se Ele é meu Pai e conhece o presente, o passado e o futuro,
por que não me abandonar a Ele com inteira confiança? (d 17).

 Queres que te diga com
franqueza? – Eu o sei por experiência; se há algo de que Deus goste é que nos
abandonemos, mas completamente, à sua divina vontade, e de tal maneira que não
possamos dizer: “Quero”, porque demos nosso querer a Deus (c 65).

 A única coisa que quero para
ti é que cumpras a vontade de Deus. Abandona-te a ela com simplicidade filial e
repete sempre esta máxima de Santa Teresa, mesmo nas circunstâncias mais
difíceis: “Deus  o sabe e Ele me ama” (c
40).

 Encontrará o Pai a imagem de
Cristo em mim? Oh! Quanto  me falta para
assemelhar-me a Ele! (d  22).

 Vais sair ao campo de
batalha do mundo. Adestra-te  para a
luta. Tuas armas: a comunhão e a oração. 
Teu alimento: a vontade de Deus. Teu capitão: Jesus. Tua bandeira: a
humildade (c 121).

 Na forja da dor lavram-se as
almas. Jesus envia este presente  às
almas que mais ama (d 15).

 Nosso Senhor a trata como ao
forte, dando-lhe trabalhos e cruzes. Feliz de você minha mamãezinha, que sobe o
Calvário para ser crucificada com Jesus. É um sinal de predestinação; Deus Pai
quer fazê-la conforme a seu Divino Filho (c 143).

 Tudo  passa, tudo morre. Logo, para que apegar-me
a  coisas transitórias que não me levam a
Deus, que é o meu fim? (d 29).

 As honras, as riquezas não
dão a felicidade. Os aplausos, o carinho se apagam e se extinguem por qualquer
desengano. Só Deus pode nos satisfazer. Ele é a verdade e o bem imutável. Ele é
o amor eterno (d 42).

 Nada há que possa ser um
atrativo  para a alma que só busca a
Deus; e eu mesma me espanto ao considerar esta indiferença e respeito mesmo
daquilo  que antes me entusiasmava. Minha
única felicidade, agora, é só viver com meu Jesus. Nele encontro em grau
infinito tudo o que minha alma pode ambicionar (c 157).

 Nada da terra pode servir-me
mais de atrativo, porque conheci a formosura divina (c 148).

 Cada dia que passa
compreendo melhor que “só Deus basta”. Esta é a máxima que tenho sobre minha
cruz. Que seja também a tua. Busca a Ele e encontrarás tudo… (c 121).

 Deus está mais em nós do que
nós mesmos. Deus nos preenche, transborda inteiramente, porque é imenso e todas
as coisas estão nele (c 108).

 Só Deus  nos basta para sermos felizes. Apalpo a cada
instante o que é ser toda de Deus e parece-me que, se agora me fosse necessário
passar pelo fogo para consagrar-me a Ele, não titubearia em fazê-lo, pois todos
os sacrifícios desaparecem diante  da
felicidade de possuir a Deus só (c 160).

 Quando uma alma se dá a Deus
inteiramente, Ele manifesta-se a ela de tal maneira que a alma vai descobrindo
nele horizontes infinitos e, portanto, amando-o e unindo-se mais a Ele (c 138).

 Quero, desde hoje, ser a
última; sempre, em tudo, ocupar o último lugar, servir  aos outros, sacrificar-me sempre e em tudo
para unir-me mais Àquele que se fez servo sendo Deus, porque  nos amava 
(d 30).

 Tomem a resolução de ser
tudo para todos, sacrificando-se  pelos
outros sem manifestá-lo. Renunciem a suas comodidades pelos outros para
ganhar-lhes o coração e levá-los a Deus (c 151).

 Exercita-te em prestar  serviços, mesmo às empregadas, e considera-te
sempre  como a última, fazendo a vontade
dos outros sem que notem em ti o sacrifício (c 160).

 Não há nada  mais bonito como ver uma jovem preocupada com
coisas do lar, trabalhadeira, não tendo outro pensamento do que agradar a
quantos a rodeiam (c 35).

 O que são cinqüenta anos e
mesmo cem de vida, comparados com a eternidade? Sacrifício aqui no desterro,
glória sem fim na pátria (c 40).

 Não acha você que por
muito  que alguém se sacrifique  nesta vida, é nada em comparação com a
felicidade que desfrutaremos na eternidade? Quão pouco sacrifício, e uma
eternidade de gozo (c 78).

 Quisera fazer compreender às
almas que a Eucaristia é um céu, posto que “o céu não é senão um sacrário sem
portas, uma Eucaristia sem véus, uma comunhão sem fim” (c  112).

 Busca Jesus na Eucaristia e
viverás com Ele como vivia a Ss. Virgem em Nazaré  (c 133).

 Uma verdadeira esposa ama
seu esposo e não o contraria em nada, antes procura agradá-lo em tudo (c 114).

 A vida de família para que
seja vida de união, há de ser um sacrifício continuado. Considera-te a última
de todos e ainda procura servir as empregadas (c 121).

 A fé indica-nos a fonte de
onde nascem os sofrimentos. É o amor de Deus que prova, acrisola e purifica a
alma. Quando sofrer, olhe para Jesus, pois está participando de sua cruz. Viva
abandonada à sua santa vontade. Desse abandono nasce a união (c 120).

 A vida de fé não consiste
senão em apreciar e julgar as coisas e criaturas segundo o julgamento que Deus
tem delas. Por exemplo, uma humilhação, com espírito de fé, é recebida com
alegria, pois por ela a alma se assemelha mais a Jesus humilhado (d 57).

 Lembra-te de que, se não
somos bons e não fazemos o bem, não seremos felizes nem nesta vida nem na outra
(d 75).

 Viver sempre muito alegres.
Deus é alegria infinita (c 101).

 Quem pode fazer-me mais
feliz do que Deus? nEle encontro tudo (c 81).

 É preciso ser humilde,
porque sem a humildade todas as demais virtudes são hipocrisia (c 82).

 Para quem é a glória de
nossa virtude senão para Deus, já que é Ele que age em nós? Nada podemos por
nós mesmos (c 65).

 Compreendi que o que mais me
afasta de Deus é meu orgulho. Proponho-me ser humilde. Sem a humildade as
demais virtudes são hipocrisia. Sem ela as graças recebidas de Deus são dano e
ruins. A humildade alcança-nos a semelhança com Cristo, a paz da alma, a
santidade e a união íntima com Deus (c 29).

 “As imperfeições – disse
Nosso Senhor a uma alma escolhida – devem servir para a alma  como degraus para subir até Mim por meio da
humildade, da confiança e do amor” (c 109).

 Antes não teria podido
separar-me dos meus nem um dia. Hoje, ao contrário, mesmo querendo-os mil
vezes, estando com Deus, acho-me satisfeita e nEle encontro os que amo (c 44).

 Olha Jesus nos opróbrios e
aprenderás a humilhar-te. Olha-o obediente até a morte e aprenderás a obedecer.
Olha-o no silêncio de Nazaré  onde
permaneceu trinta anos e aprenderás a estar recolhida dentro de tua alma e em
silêncio… (c 141).

 Vá a Jesus como ao
amigo  mais íntimo e conte-lhe tudo o que
se passa em sua alma. Ninguém como Ele penetra seu coração. Ninguém como Ele
saberá curar as feridas de sua alma, porque vê com luz e poder infinitos e dá o
remédio. Ademais, ninguém como Jesus o ama tanto, posto que deu sua vida para
dar-lhe o céu. (c 132).

 É necessário viver
constantemente contemplando a Deus, sobretudo a Jesus Cristo, pois a Humanidade
é a porta a ser franqueada para entrar na Divindade  (d 53).

 Gostaria que pudesse  os olhos de sua alma em Jesus Crucificado. Ali
encontrará não só alívio na dor, mas 
também aprenderá a sofrer em silêncio, sem murmurar nem interior nem
exteriormente, a sofrer alegremente, tendo em conta que tudo é pouco, contanto  que se salvem as almas que tem a seu encargo,
como mãe (c 143).

 À sombra da cruz, todas as
amarguras desaparecem. Ninguém sofreu tanto como Jesus, que da cruz nos ensina
a suportar todas as dores em silêncio e com resignação. Da  Cruz Ele convida suas  criaturas, com os braços estendidos, dizendo:
“Vinde a Mim vós que estais sobrecarregados com o peso das dores, e  eu vos aliviarei”  (c 132).

 Nem todos os bons são
chamados por Deus para serem religiosos. O mundo precisa de almas virtuosas e
hoje mais do que nunca é de absoluta necessidade o bom exemplo (c 81).

 Rogarei por ti, irmãzinha
querida, não para que sejas religiosa, mas 
para que sejas toda de Deus, cumprindo sua divina vontade (c 140).

 “Meu espelho há de ser
Maria. Visto que sou sua filha devo parecer-me com Ela e assim parecerei com Jesus”
(d 15).

 Pede a  SS. Virgem que seja teu guia, que seja a
estrela, o farol que brilhe  no meio das
trevas de tua vida (c 40).

 Fala a SS. Virgem de coração
a  coração. Quando te sentes só olha para
Ela e verás que sorrindo te diz “Tua mãe jamais te deixa só”. Quando, triste e
desolado não encontrares com quem desafogar-te, corre à sua presença e o olhar
doloroso de tua Mãe dizendo-te: “Não há dor semelhante à minha dor”, te
confortará, trazendo à tua alma a gota de consolação que cai de seu coração dolorido
(c 81).

 Confie tudo à SS. Virgem.
Reze-lhe sempre o Terço para que Ela guarde não só sua alma mas também seus
assuntos (c 118).

 Pus em defesa de minha causa
dois grandes advogados que não podem ser vencidos: minha Mãe Santíssima, a quem
jamais invoquei em vão e que foi meu guia verdadeiro toda minha vida, desde
muito pequena, e a meu Pai São José – a quem cobrei grande devoção –  que pode tudo junto a seu Divino  Filho (c 76).

 Sempre esperei e confiei que
morreria com todos os sacramentos, porque nunca abandonou seu escapulário do
Carmo (c 163).

 Oferecer-nos como mártires?
É todo meu ideal. Entretanto, nunca peço a nosso Senhor esta graça, porque sou
muito indigna dela. Ademais, achei que era mais perfeito não pedir-lhe nada
mais do que cumprir sua vontade, e fora 
disso não desejo nada mais (c 83).

 Se não fizeres desaparecer
tua suscetibilidade, amargurar-te-ás a vida inteira. Não deves abrigar em teu
coração esses sentimentos de desconfiança. Crês tu que, porque te
contrariam  ou não satisfazem teus
gostos, não te amam? Quando estava em casa tinha de contrariar minha vontade
até nas mínimas coisas para me amoldar aos demais. Formar-te-ás  para tua vida inteira sacrificando-te, sem
que ninguém o note (c 159).

 Terei caráter. Jamais me
deixarei levar pelo sentimento e pelo coração, mas pela razão e por minha
consciência (d 43).

 Quão diferentes são as
coisas encaradas sob a luz da morte. Aparecem em toda sua realidade e então, a
alma exclama: “Vaidade das vaidades e tudo é vaidade” (d 29).

 As riquezas, o dinheiro, os
vestidos, as comodidades, as  boas
comidas, de que servirão em meu leito de morte? De perturbação, nada mais. De
que serve um grande nome, os aplausos, as honras, a adulação e a estima das
criaturas? Na hora da morte  tudo
desaparece com este corpo que vai ser bem depressa um vaso de podridão e de
corrupção (c 29).

 Por tudo o que vi e ouvi,
formei uma idéia muito pouco favorável das festas sociais, pois me pergunto
como podem chamar divertida uma coisa assim, onde se ouvem puras tolices (c
23).

 É inato  na criatura o desejo de sobressair. Mas, se
pensarmos de que servem esses triunfos sociais que dá noite para o dia se
dissipam… Esses aplausos fingidos o mais das vezes o que são? O que fica de
proveito senão um orgulho secreto na alma? Não. Nada disso serve, pois só o que
vale aqui na terra é aquilo  que nos leve
para Deus. Ele é o único que poderá encher e satisfazer tua alma (c 140).

 Não me causa tanto espanto o
juízo, pois eu não creio que as almas que tomaram e escolheram Jesus como dono
de seu coração sejam repelidas. Um esposo tem compaixão de sua esposa (d 29).

 Os salmos são de uma beleza
incomparável, inspirados por Deus em pessoa. A alma que verdadeiramente se compenetra
deles ficará muito perto do céu, pois cantar o ofício é fazer o que fazem os
anjos no céu (c 47).

 Encanta-me rezar. Desejaria
que minha vida fosse uma contínua oração, porque ela é a conversação que temos
com Deus  (c 12).

 Minha vida – posso dizer – é
uma oração continuada, pois tudo o que faço, faço-o por amor a meu Jesus (c
52).

 Nosso Senhor, trinta anos de
sua vida, passou na vida de recolhimento e oração. Só três empregou em evangelizar. No céu
a ocupação das almas será adorar e amar. Iniciaremos, pois, na  terra o que faremos por toda a eternidade (c
101).

 Em que consiste a pobreza
verdadeira? Em não possuir nem mesmo a nossa vontade, em estar desapegada de
nosso próprio juízo (c 68).

 Ao olhar minha cela  tão pobre, não posso deixar de me sentir
feliz por ter renunciado a todo supérfluo para possuir a Deus. Ele é minha
riqueza infinita, minha beatitude, meu céu 
(c 147).

 Quando sofrer, quando se
sentir só… o pensamento de  que Jesus
está com você, vendo-o padecer, o consolará (c 118).

 É impossível se imaginar
como sou feliz! É uma paz, uma alegria tão íntima que experimento que digo: se
os do mundo vissem essa felicidade todos correriam a encerrar-se  nos conventos (c 133).

 Jesus no sacrário está tão
presente à minha alma que não invejo os que viveram com Ele na terra (c 151).

 “Um sacrário tem o silêncio
de um túmulo, a majestade de um trono, as delícias da vida. Porque contém Jesus
como vítima imolada, como Rei do mundo, como alimento da alma.” Gostas desse
pensamento? Não é meu (c 114).

 Quanto mais amamos,
mais  necessitamos e desejamos o sacrifício
(c 121).

 A respeito  das mortificações sigo sempre seus conselhos
e tomei a resolução de negar-me em tudo… Só mortifico a vontade (c 29 e 27).

 Se um homem é capaz de
apaixonar  uma mulher até o ponto de
deixar tudo por ele, não crês, acaso, que Deus é capaz de tornar irresistível o
seu chamado?

 Todo sacrifício que fizermos
é pouco em comparação com o valor de uma alma. Deus entregou sua vida por elas
e nós o quanto descuidamos de sua salvação! E qual é o meio de ganhar almas? A
oração, a mortificação e o sofrimento (d 16).

  

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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