O que ocorreria se tratássemos a Bíblia como o nosso celular?, pergunta o Papa

Francisco_LOsservatoreRomano_01012017O site ACI Digital informou (06/03/2017) que no primeiro domingo da Quaresma, o Papa Francisco dedicou o Ângelus a explicar como Jesus vence o demônio ao ser tentado no deserto e assegurou que o cristão deve lutar a cada dia contra o mal, para que é necessário ter uma “conhecer bem” a Bíblia e leva-la consigo como se fosse um celular.

“Este episódio nos coloca em um momento preciso na vida de Jesus: logo depois do batismo no rio Jordão e antes do ministério público”, disse sobre o Evangelho.

“Jesus já está preparado para iniciar sua missão e, já que tem um inimigo declarado, Satanás, Ele o enfrenta rapidamente, ‘corpo a corpo’”, explicou Francisco, ao acrescentar que “o diabo se aproveita do título de ‘Filho de Deus’ para afastar Jesus do cumprimento de sua missão”.

Francisco explicou que durante a Quaresma, “como cristão, somos convidados a seguir os passos de Jesus e enfrentar o combate espiritual contra o Maligno com a força da Palavra de Deus”.

“Por isso, é preciso conhecer bem, ler, meditar e assimilar a Bíblia, pois a Palavra de Deus é sempre atual e eficaz”.

“Alguém disse: ‘O que aconteceria se usássemos a Bíblia como usamos o nosso celular?’. Se a levássemos sempre conosco; se voltássemos quando a esquecemos, se a abríssemos várias vezes por dia; se lêssemos as mensagens de Deus contidas na Bíblia como lemos as mensagens em nosso celular”.

“Claramente – continuou o Papa – a comparação é paradoxal, mas faz refletir. Com efeito, se tivéssemos a Palavra de Deus sempre no coração, nenhuma tentação poderia nos afastar de Deus e nenhum obstáculo poderia nos desviar no caminho do bem; saberíamos vencer as propostas do Mal que está dentro e fora de nós; e seríamos mais capazes de viver uma vida ressuscitada segundo o Espírito, acolhendo e amando nossos irmãos, especialmente os mais frágeis e carentes, inclusive nossos inimigos”.

Novamente sobre a passagem do Evangelho, o Pontífice apontou que o demônio propõe a Jesus “fazer gestos milagrosos, como transformar as pedras em pão para saciar sua fome e jogar-se dos muros do templo para que os anjos o salvassem. A essas duas tentações, segue a terceira: adorar a ele, o diabo, para ter domínio sobre o mundo”.

“Mediante esta tríplice tentação, Satanás quer desviar Jesus do caminho da obediência e da humilhação – porque sabe que assim o mel será derrotado – e levá-lo pelo falso atalho do êxito e da glória”.

Entretanto, “as flechas venenosas do diabo são paradas por Jesus com o escudo da Palavra de Deus, que expressa a vontade do Pai e, assim, o Filho, cheio da força do Espírito Santo, sai vitorioso do deserto”.

Ao terminar, o Papa Francisco perguntou de novo aos fiéis reunidos na Praça de São Pedro: “O que aconteceria se tratássemos a Bíblia como o nosso celular?”.

Fonte: http://www.acidigital.com/noticias/o-que-ocorreria-se-tratassemos-a-biblia-como-o-nosso-celular-pergunta-o-papa-34253/

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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