Gravado em vídeo: Como o UNICEF e a OMS manipulam católicos da América Latina para cooperar com o aborto

(Notícias Pró-Família) – Quando é que o aborto não é realmente “aborto”? Quando é promovido como “terapêutico” pelas organizações de saúde internacionais apoiadas pela ONU tentando fazer uma “aliança estratégica” com a Igreja Católica na América Latina. O Instituto de Pesquisa Populacional (IPP) acabou de postar um vídeo de 6 minutos com as partes principais de entrevistas conduzidas por seu diretor latino-americano que revelam as engenhosas táticas lingüísticas usadas pelos agentes da ONU para manipular os católicos para cooperarem com suas agendas antivida e antifamília

O Dr. Oscar Suriel, assessor internacional de assuntos de família, saúde e comunidade para a Organização Pan Americana de Saúde (OPAS), uma organização membro da Organização Mundial de Saúde (OMS), disse para Carlos Polo do IPP em março, que não é o “aborto em si” que eles apoiam, mas só o “aborto terapêutico”.

O Dr. Manuel Manrique Castro do UNICEF disse que a dedicação de sua organização ao uso de camisinhas para impedir a AIDS teve o apoio total de muitos bispos latino-americanos.

O Dr. Suriel e o Dr. Manrique falaram com Polo numa reunião em Quito, Equador, organizada pelo Conselho Episcopal Latino Americanos (CELAM). As duas autoridades da ONU disseram que estavam na “Reunião Pastoral sobre Crianças e Adolescentes em Risco, a convite do CELAM, e ambos falaram de organizar uma “aliança estratégica” com a Igreja.

Quando perguntados na entrevista gravada se o apoio da OPAS ao aborto não a coloca em conflito com a Igreja, o Dr. Suriel de modo direto negou que sua organização apóie o aborto “em si”, mas só promove o “aborto terapêutico”.

“Não é correto dizer que promovemos o aborto”, disse Suriel. “Essa é uma avaliação fraca porque não é desse jeito. Se fosse assim, então nós estamos como você disse, em oposição a você, e isso não é correto”.

“Você está se referindo a aborto terapêutico. E o aborto terapêutico não é promover aborto. O aborto terapêutico é uma coisa importante. Assim o que estamos promovendo é o aborto terapêutico. Mas nós não promovemos sob quaisquer circunstâncias ou de qualquer jeito o aborto em si. É bem diferente do que você está dizendo”.

Contudo, quando confrontados com o fato de que a OPAS havia apoiado a legalização do aborto na Cidade do México, uma situação que até a OPAS não crê constitui aborto “terapêutico”, Suriel recuou e disse que era sobre o que uma mulher quer. “Promovemos que se uma adolescente quer. se tiver uma gravidez e tiver de mantê-la, promovemos isso”, disse ele.

A OPAS e o UNICEF promovem “saúde reprodutiva” que é um eufemismo reconhecido na ONU para a promoção do aborto, drogas abortivas, contracepção artificial e esterilização. Grupos da ONU, embora declarem que suas políticas de saúde reprodutiva estão em conformidade com as leis locais, também se engajam em pesadas táticas de pressão, principalmente por meio de comitês, tais como a Convenção da ONU para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres (CEDAW), para mudar as leis nacionais para que permitam o aborto legal. No começo deste ano, o UNICEF publicou um relatório de 168 páginas que pedia aumentos em massa de “serviços de saúde reprodutiva”, nos países em desenvolvimento.

Vários anos atrás, o Vaticano retirou seu apoio ao UNICEF e mais tarde o Cardeal Renato Martino, então representante do Vaticano na ONU, pediu aos católicos que parem de doar para a organização.

Perguntado se o UNICEF estaria disposto a desistir de promover suas políticas anti-vida a fim de formar uma parceria com a Igreja Católica, o Dr. Manrique disse que são só os “radicais” da Igreja Católica que se opõem a essas coisas, não a Igreja como um todo.

“Bem, isso pode ser a recomendação do cardeal, mas junto com a recomendação do cardeal há muitas outras opiniões”, disse ele. “Há radicais que não ajudam no avanço das organizações”.

Perguntado se a promoção de camisinhas para a prevenção da AIDS, o “direito reprodutivo” ao aborto e contracepção, e a “ideologia de gênero” estão em conflito com a Igreja, Manrique respondeu: “Essas três questões. estão em perfeita sintonia com a Igreja Católica”.

A Igreja, disse ele, não “promove” contraceptivos, “mas aceitou o uso de camisinhas especificamente no caso da AIDS. Ela aceita isso. Eu posso trazer, se você quiser, muitos bispos que concordam e dizem: ‘se as pessoas precisam disso, você pode usar'”.

Confrontado com a oposição recentemente reiterada do Papa Bento 16 ao uso de camisinhas, porém, Manrique concordou que o papa é a autoridade moral mais elevada da Igreja, mas disse: “Esse acontecimento recente não anula as múltiplas declarações de muitos bispos latino-americanos, inclusive o Secretário Geral da Conferência dos Bispos Colombianos. Ou mesmo o que os bispos brasileiros disseram nesse sentido”.

Tanto Suriel quanto Manrique mais tarde pediram ao Instituto de Pesquisa Populacional (IPP) que não publicasse as entrevistas, que foram gravadas e estão agora postadas na internet no canal do IPP do YouTube. Eles disseram que temiam que seus comentários resultariam em sua perda de acesso às clínicas e voluntários católicos da América Latina.

No site do IPP, Carlos Polo resume a atitude das agências da ONU nas entrevistas. Ele declara: “Elas crêem que estão simplesmente recrutando assistentes sociais – que trabalham por pouco ou simplesmente grátis – no serviço de uma organização de saúde secular. No que se refere à oposição da Igreja sobre o aborto, elas evidentemente crêem que se cooptarem suficientes funcionários, padres e bispos da Igreja, que eles poderão usar isso como instrumento para seus próprios fins”.

Infelizmente, como tem sido noticiado com relação a organizações de justiça social financiadas pela entidade Desenvolvimento e Paz do Canadá e outros grupos católicos, essas táticas de grupos anti-vida internacionais estão demonstrando alcançar êxito.

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por Hilary White e Steve Jalsevac
05/06/09

Traduzido por Julio Severo: http://www.juliosevero.com

Veja este artigo em inglês:
http://www.lifesitenews.com/ldn/2009/jun/09060503.html

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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