Bento XVI quer estar próximo dos feridos no atentado à catedral de Bagdá

Papa pede
que colaborador próximo a ele os visite em Roma

CIDADE DO
VATICANO, segunda-feira, 22 de novembro de 2010 (ZENIT.org) – Bento XVI manifestou sua solidariedade aos
feridos no atentado contra a Igreja Católica de Bagdá, pedindo ao arcebispo
Fernando Filoni que visite os iraquianos atingidos na tragédia.

Dom Filoni
visitou, no dia 18 de novembro, os 40 iraquianos gravemente feridos no atentado
do último dia 31 de outubro e que estão internados no Hospital Gemelli, de
Roma.

O prelado, substituto da Secretaria de Estado, é um dos colaboradores mais
próximos do pontífice e se reúne quase diariamente com Bento XVI. Dom Filoni
conhece bem a situação do Iraque, pois foi núncio apostólico de João Paulo II e
de Bento XVI, de 2001 a
2006.

“Foi um encontro pedido pelo Papa, que quis manifestar sua presença e seu
afeto e acompanhar pessoalmente estes casos”, informou a Rádio Vaticano.

Ele explica que o encontro foi “muito caloroso” e que pôde estar com a maioria
dos feridos e “escutar suas histórias, suas dificuldades e emoções”.

E continuou: “Vi muita gratidão pelo fato do Papa ter querido fazer-se presente
e a esperança de que o pontífice possa estar pessoalmente com eles em breve”.

O arcebispo salientou o compromisso da Santa Sé “com os governos, com as
organizações de caridade que estão se mobilizando e com as Conferências
Episcopais”.

De fato, a Conferência Episcopal italiana realizou no domingo, 21 de novembro,
uma Jornada de Oração pelos Cristãos Iraquianos. Também em Roma, a Santa Sé
organiza uma missa na Basílica de São Pedro pelos falecidos no atentado à
catedral católica síria de Bagdá na próxima quinta-feira, 25 de novembro.

“A oração é uma realidade eficaz”, assegura Dom Filoni. “Às vezes, diante
de uma impotência, sabemos que a potência espiritual, a de Deus, é um
formidável apoio. Os próprios iraquianos têm pedido: ‘Em nossa difícil
situação, queremos que nossos irmãos cristãos rezem por nós, que estejam
conosco com a oração e o afeto”.

“Posso dizer que quando estava em Bagdá, em plena guerra, nunca senti tão
forte, tão próxima e tão palpável a oração que se elevava em toda a Igreja pela
paz”, concluiu.

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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