Visitou o Santíssimo todos os dias graças a menina assassinada por amor à Eucaristia

Segundo o ACI Digital (02/06/2021), o arcebispo Fulton Sheen, venerável em processo de beatificação, contou meses antes da sua morte que sua maior inspiração foi uma menina chinesa de onze anos que morreu pela Eucaristia.

Dom Sheen relatou durante uma entrevista que, quando os comunistas se apoderaram da China por volta do século XX, prenderam um sacerdote em sua própria reitoria próximo à Igreja.

O sacerdote observou assustado, de sua janela, como os comunistas invadiram o templo. Eles pegaram do tabernáculo as âmbulas com as espécies sagradas, atirando-a ao chão, espalharam-se as 32 hóstias consagradas.

Na parte de trás da igreja havia uma menininha que rezava e viu tudo o que tinha acontecido.

À noite, a pequena retornou e, escapando da guarda posta na reitoria, entrou no templo. Ali, fez uma hora santa de oração, um ato de amor para reparar o ato sacrílego. Depois, ajoelhou-se e, inclinando-se para frente, com sua língua comungou uma das hóstias consagradas. Cabe recordar que, naquele tempo, os leigos não podiam tocar a Eucaristia com suas mãos.

A menina voltou a cada noite e, depois de sua hora santa, recebia Jesus Eucarístico na língua. Na trigésima segunda noite, depois de consumir a última hóstia, acidentalmente fez um barulho que despertou o guarda. Este correu atrás dela, agarrou-a e golpeou-a até matá-la com a parte posterior de sua arma.

O sacerdote preso presenciou profundamente abatido este ato de martírio heroico. Posteriormente, quando o arcebispo Sheen escutou o relato, prometeu a Deus que faria uma hora santa diária diante de Jesus Sacramentado, pelo resto de sua vida.

A pequena ensinou ao bispo a coragem e o amor que se deve ter pelo Santíssimo Sacramento e como a fé pode vencer o medo, porque o verdadeiro amor à Eucaristia deve transcender à própria vida.

Sobre o arcebispo Sheen

O arcebispo Fulton Sheen nasceu no dia 8 de maio de 1895 nos Estados Unidos. Foi ordenado sacerdote em 1919 e logo se tornou uma pessoa importante no rádio, na década de 1930.

Foi anfitrião do programa de rádio “Hora Católica” e do programa de televisão “A Vida vale a pena ser vivida”, ganhador do Emmy, e chegou a uma audiência de milhões de pessoas durante sua carreira nos meios de comunicação.

Fulton Sheen escreveu vários livros e dirigiu a Sociedade para a Propagação da Fé nos Estados Unidos. O arcebispo dedicou o dinheiro obtido com seus livros às missões no exterior. Seu trabalho ajudou a criar 9 mil clínicas, 10 mil orfanatos 1200 escolas. As instituições ajudadas através das suas doações atualmente educam 80 mil seminaristas e 9 mil religiosas.

Continuou sendo uma figura líder do catolicismo nos Estados Unidos até sua morte, em 1979, aos 84 anos de idade.

Dom Daniel Jenky, bispo de Peoria, abriu a causa de canonização do arcebispo Sheen em 2002. Em 2012 o papa Bento XVI aprovou o decreto que reconhece as virtudes heroicas de Fulton Sheen e, em março de 2014, uma declaração médica do Vaticano certificou que o milagre atribuído a sua intercessão não podia ser explicado pela ciência.

Este milagre foi a cura de James Fulton Engstrom, um menino que aparentemente havia nascido morto em setembro de 2010, filho de Bonnie e Travis Engstrom, no povoado de Goodfield, na região de Peoria.

O pequeno James não mostrou sinais de vida quando os médicos tentaram reanimá-lo, por isso, seus pais pediram ao arcebispo Sheen para que o curasse. Apesar de o bebê não apresentar pulsação durante uma hora depois do seu nascimento, seu coração começou a bater outra vez.

Em 3 de setembro de 2014, o bispo de Peoria, dom Daniel Jenky, anunciou que o caso do arcebispo Fulton Sheen estava sendo suspenso devido a uma disputa com a arquidiocese de Nova York a respeito da custódia dos restos mortais dele.

Em novembro de 2019, a diocese de Peoria anunciou que o venerável Fulton Sheen seria declarado beato no dia 21 de dezembro na Catedral de Santa Maria da Imaculada Conceição. No entanto, em dezembro do mesmo ano, a diocese decidiu adiar a celebração depois que vários bispos do país pediram para examinar a causa por mais tempo. Agora com esse adiamento, não tem mais uma data específica.

A diocese de Peoria (Estados Unidos) continua promovendo a causa de beatificação do venerável arcebispo Fulton J. Sheen, depois que sua cerimônia de beatificação foi abruptamente cancelada no final de 2019.

Em 8 de maio de 2021, durante a Missa de aniversário do Venerável na Catedral de Santa Maria de Imaculada Conceição, no estado de Illinois, o bispo coadjutor de Peoria, dom Louis Tylka, disse que “continuamos a promover a causa de beatificação e canonização” do arcebispo Sheen.

Fonte: https://www.acidigital.com/noticias/visitou-o-santissimo-todos-os-dias-gracas-a-menina-assassinada-por-amor-a-eucaristia-92497

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Sobre Prof. Felipe Aquino

O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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