“Se Carlo Acutis tivesse trinta anos de idade” o que diria aos jovens de hoje?

Segundo o ACI, hoje, 03 de maio, o Beato Carlo Acutis faria o seu 30º aniversário, e para marcar este momento foi lançado na Itália o livro intitulado “Se Carlo Acutis tivesse trinta anos” (em tradução livre). O livro traz um aprofundamento nas intuições espirituais do jovem, falecido aos 15 anos de idade, e o que ele teria a dizer aos seus coetâneos se estivesse vivo.

O autor é o padre Alessandro Dehò, sacerdote que vive perto de uma ermida beneditina em um bosque da Ligúria, no norte da Itália. Assim como fez o Beato Carlo Acutis, padre Dehó utiliza os meios eletrônicos para evangelizar. Ele mantém um blog em que publica suas homilias e também escreve livros. Este é o primeiro título do sacerdote sobre Carlo Acutis.

“Certamente aos 30 anos, Carlo se encontraria testemunhando sua fé de forma mais adulta, certamente enriquecida pelas experiências da vida, e, tudo indica, sem perder a força e concretude que já tinha”, afirma o comunicado de lançamento do novo livro.

“O que Alessandro Dehò propõe neste livro não é um exercício de investigação ou reconstrução do que nem sequer podemos assumir com certeza sobre Carlo, e sim um intenso diálogo de meditação com o jovem Beato. Dehó coloca-se em jogo, nesta conversa interior, trazendo a ela toda sua jornada espiritual pessoal, que às vezes revela ter sido difícil, complexa, dolorosa, e obriga a aceitar a franqueza cristã de Carlo”, diz a apresentação do livro.

“O leitor se confrontará com um texto que questiona e é questionado, provoca e é provocado, abre caminhos de reflexão e não deixa de enfrentar os caminhos mais difíceis” afirmam ainda os editores.

Carlo Acutis nasceu em 3 de maio de 1991, em Londres, Reino Unido, onde sua família viveu por um período. Anos depois, eles se mudaram para Milão, na Itália. Acutis fez a Primeira Comunhão aos 7 anos e, desde então, sua vida foi marcada por um profundo amor pela Eucaristia, que considerava como “rodovia para o céu”.

Todos os dias Carlo participava da Missa e rezava o terço, impulsionado pela sua devoção à Virgem Maria, a quem considerava sua confidente. Além disso, dava aulas de catecismo às crianças e ajudava as pessoas mais necessitadas.

A intensa vida espiritual de Carlo o levou a inventar o que alguns chamaram de um “kit para tornar-se santo”, formado por Missa, Comunhão, Terço, leitura diária da Bíblia, confissão e serviço aos outros.

Acutis também desenvolveu desde pequeno seu talento para a informática. Os adultos que o conheciam o consideravam um gênio. Com sua habilidade, Carlo Acutis criou exposições virtuais sobre temas como milagres eucarísticos em todo o mundo quando tinha 14 anos.

Quando foi diagnosticado com leucemia, Carlo decidiu oferecer seus sofrimentos pelo Papa e pela Igreja Católica. Faleceu em 12 de outubro de 2006, dia da festa da Virgem do Pilar, com 15 anos de idade e foi beatificado por decreto do Papa Francisco, no dia 10 de outubro de 2020 em Assis, Itália.

Os restos mortais do venerável Carlo Acutis, conhecido como o Ciberapóstolo da Eucaristia, descansam no Santuário do Despojamento, local onde São Francisco de Assis deixou tudo para seguir o Senhor. Antes de morrer, o jovem expressou seu desejo de ser enterrado lá.

Fonte: https://www.acidigital.com/noticias/se-carlo-acutis-tivesse-trinta-anos-de-idade-o-que-diria-aos-jovens-de-hoje-78271

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Sobre Prof. Felipe Aquino

O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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