Romaria do Bom Jesus da Lapa reúne 600 mil fiéis nos dez dias de programação

Segundo o ACI Digital (08/08/2024), durante dez dias, mais de 600 mil pessoas participaram da Romaria do Bom Jesus da Lapa, em Bom Jesus da Lapa (BA), a “capital baiana da fé”.

A Romaria do Bom Jesus da Lapa é celebrada todos os anos no dia 6 de agosto, festa da Transfiguração do Senhor, e é precedida por um novenário que começa no dia 28 de julho.

Esta foi a 333ª edição da romaria que teve como tema “Bom Jesus, Modelo de Oração, Louvor a Deus e Amizade”, em comunhão com o Ano da Oração convocado pelo papa Francisco para 2024, em preparação para o Jubileu da Esperança de 2025.

“Durante os nove dias nós caminhamos nesse novenário aprendendo do Bom Jesus a rezar”, disse o irmão Jadeilson Santos, C.Ss.R aos mais de 400 mil fiéis reunidos na esplanada do santuário na terça-feira (6) para a missa de clausura da romaria. “Ele é modelo de oração. Quantas e quantas vezes na sua vida Jesus se retirou para rezar. E a sua oração de confiança ao Pai eterno fez com que ele assumisse plenamente a vontade do Pai”.

Neste dia, a procissão saiu da catedral Nossa Senhora do Carmo rumo ao santuário. Muitos devotos participaram para agradecer e pedir graças ao Bom Jesus, como a peregrina Maria da Glória Silva Magalhães, que contou à TV Bom Jesus que participou descalça para “agradecer pela vida do meu sobrinho que passou por muitos problemas de saúde, esteve no ano passado internado na UTI e o Bom Jesus nos deu a graça da sua cura”.

Denise Ribeiro saiu de Vitória (ES) para participar da romaria e disse que é “melhor do que eu imaginava, vim pela primeira vez e pretendo voltar mais vezes, se Deus quiser e tenho fé no meu Bom Jesus que eu voltarei aqui um dia”.

A missa de encerramento foi celebrada pelo bispo de Campo Maior (PI), dom Francisco de Assis Gabriel C.Ss.R.. Na homilia ele disse “que a Transfiguração de Jesus significa que Deus tem a última palavra sobre todas as realidades, quaisquer que sejam as realidades difíceis da vida da gente, é Deus quem tem a última palavra” e o Bom Jesus quer “que nós transfigurados, transfiguremos o mundo”.

O bispo, os padres e os romeiros vestiam um chapéu branco com uma faixa verde, uma tradição que data dos primórdios da romaria. “Os romeiros tradicionalmente usavam uma veste branca, chamada de mortalha, e um chapéu branco, porque muitas caravanas eram feitas a pé. Para que eles se protegessem durante o percurso e o pessoal reconhecesse que eram romeiros do Bom Jesus, eles precisavam estar revestidos assim”, disse o provincial da vice-província redentorista da Bahia, padre Roque Alves, C.Ss.R, ao portal A12 no ano passado.

Segundo o padre, “o chapéu é símbolo de proteção, por causa do sol quente da região. O pano branco é o símbolo da paz e a fita verde é o símbolo da esperança. Então, proteção, paz e esperança que a gente busca no Bom Jesus da Lapa”.

História da Romaria do Bom Jesus da Lapa

A devoção ao Bom Jesus começou em 1691. O português Francisco de Mendonça Mar distribuiu seus bens e andava pelos sertões carregando um crucifixo do Bom Jesus e uma imagem de Nossa Senhora da Soledade. Ao ver o morro, ele quis ficar dentro de uma gruta onde fez um altar e começou a viver ali como eremita, na solidão. Mas, a notícia de que um homem caridoso com “vida de santo” morava na gruta se espalhou pela região e os habitantes começaram a frequentá-la em busca de oração, começando assim as primeiras romarias.

O Santuário do Bom Jesus da Lapa é gerido atualmente pelos redentoristas e sua igreja é conhecida como a Igreja de Pedra e Luz, pois fica dentro da gruta de pedra onde Francisco viveu com a imagem do Bom Jesus e de Nossa Senhora da Soledade. É o primeiro santuário natural do país e uma das sete maravilhas do Brasil. da Soledade. É o primeiro santuário natural do país e uma das sete maravilhas do Brasil.

Fonte: https://www.acidigital.com/noticia/58705/romaria-do-bom-jesus-da-lapa-reune-600-mil-fieis-nos-dez-dias-de-programacao

Sobre Prof. Felipe Aquino

O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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