Receita para curar depressão

Muito mais que o crescente arsenal de antidepressivos, a cura dessa epidemia do mundo moderno se acha em uma convicção.

Meu pai está deprimido”. “Minha tia está com depressão”. “Meu amigo está com o mesmo mal”. “Estou em tratamento médico pois sofro de forte depressão”. “Meu colega está com uma depressão tão forte que tentou o suicídio”.

Quem não ouviu alguma frase destas nos seus círculos familiares ou em outros ambientes? Cremos que bem poucos não terão ouvido. Esse mal avança com a força de uma epidemia. E vai fazendo cada vez mais vítimas, sobretudo nos países considerados civilizados.

O que era antes um “privilégio” da idade madura, foi pouco a pouco atingindo as gerações mais novas para finalmente chegar à infância. Amitriptilina, nortriptilina, imipramina, mirtazapina, paroxetina, venlafaxina, sertralina, fluoxetina, clormipramina, entre outros, compõem a relação de antidepressivos, aos quais dever-se-ia acrescentar uma enorme lista de tranquilizantes que com eles constituem o grande arsenal antidepressão.

O arsenal cresce continuamente… a depressão também. Esses medicamentos resolvem o problema? Num certo número de casos, certamente, com a ajuda de aconselhamento médico, psicológico e outras medidas.

Leia também: A luta contra a depressão

Como ajudar alguém que luta contra a depressão?

Oração para superar os momentos de angústia

Onze remédios para enfrentar as tribulações

Dicas para ajudar na luta contra a depressão

Sejamos “Fortes na Tribulação”!

A causa da enfermidade

Cabe, porém, aqui uma pergunta: qual a causa mais profunda de tão grande mal? A resposta não é simples. Muitas vezes essa enfermidade poderá ter raízes genéticas, orgânicas ou psicológicas que, uma vez diagnosticadas, poderão e deverão ter o tratamento adequado.

A nosso ver, a depressão, nuvem negra que vai cobrindo o mundo, tem como causa, na quase totalidade de suas vítimas, uma imensa crise de afeto, que por sua vez se origina no fato de que Deus vem sendo, paulatina e inexoravelmente, expulso da Terra.

Onde não há amor de Deus, não pode haver verdadeiro amor ao próximo. A falta de afeto mútuo se instalou nas famílias, nas escolas, nos ambientes de trabalho, onde quer que seja.

Nos primeiros tempos da Igreja, causava nos pagãos extrema admiração — e serviu para converter multidões — o modo profundamente caridoso de os cristãos se tratarem uns aos outros. E esses pagãos exclamavam: “Vede como eles se amam”. Hoje em dia, quase se poderia substituir esta frase por outra: “vede como eles se desamam”.

O sentir-se objeto de afeto, de afeto verdadeiro, que tem seu fundamento em Deus, é algo absolutamente necessário para o equilíbrio do ser humano.

“Está certo”, dirá alguém deprimido que lê estas linhas, “mas para a solução do meu problema individual, onde buscar o remédio, agora, já, neste instante?”

O remédio

É preciso amar a Deus, seguir os seus Mandamentos, recorrer à sua Santíssima Mãe. Porém, isto não basta. É preciso crer, no mais íntimo da alma, com convicção profunda, ainda que a sensibilidade nada nos diga, que Deus nos ama, e nos ama com amor infinito.

De fato, é preciso crer da mesma maneira, sem nunca duvidar, ainda que seja em meio à maior aridez, que Maria, a manifestação mais sublime da misericórdia divina, nos ama com um amor insondável.

Ainda que ninguém nos amasse (o que provavelmente não é verdadeiro, pois o afeto, apesar de tudo, ainda não desapareceu totalmente do mundo), Deus nos ama, Maria nos ama.

O remédio que propomos é de uso interno e contínuo. Interno, no caso, quer dizer que deve atingir o mais fundo do coração.

Justificando o título deste artigo, aqui vai a receita anunciada:

Uso interno: Meu Jesus, eu vos amo com todas as forças de minha alma, e sei que sou infinitamente amado por Vós. Maria, minha Mãe, eu vos amo com todas as forças de minha alma, e sei que sou insondavelmente amado por Vós. Repetir três vezes ao dia (manhã, tarde e noite) até o desaparecimento dos sintomas.

Texto extraído da Revista Arautos do Evangelho n.6, junho 2002.

Fonte: https://gaudiumpress.org/content/receita-para-curar-depressao/

Be Sociable, Share!

Sobre Prof. Felipe Aquino

O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
Adicionar a favoritos link permanente.