Quatro histórias mostram a importância do testemunho pró-vida da oração

Segundo o ACI (25/11/2021), Patty Knap é conselheira em um centro de crises de gravidez. Num artigo escrito para o jornal National Catholic Register, Knap contou histórias de pessoas que decidiram lutar pela vida graças aos grupos que rezam em frente aos centros da Planned Parenthood, multinacional de clínicas de aborto.

Knap faz parte de um grupo que reza o rosário e o terço da misericórdia em frente a clínicas de aborto em Long Island, EUA.

“Há cerca de dois anos, estávamos terminando o terço, quando uma mulher atravessou a rua com um jovem ao seu lado”, contou.

Knap disse que a mulher agradeceu por rezarem em frente a essas clínicas, contando que “dezessete anos atrás eu vim a um lugar como este, planejando fazer um aborto, e havia muitas pessoas rezando do lado de fora naquele dia”.

“Os cartazes eram tão bonitos. Lembro-me de um que dizia: ‘A vida é sagrada’. Isso me fez pensar e decidi ir para casa e refletir. Eu simplesmente desisti do aborto depois disso. Assim, tive esse bebê, e está aqui, disse a mulher enquanto apresentava o seu filho de 17 anos.

Knap disse que ambos ficaram para rezar com o grupo em frente à clínica.

Uma vez um homem parou para rezar com eles. Ele se aproximava sempre de modo especial dos homens que acompanhavam mulheres aos centros de aborto.

“Nenhum de nós o conhecia e um dia perguntamos o que o levou a entrar no grupo. Dan, de 30 anos, contou que havia pressionado uma namorada a abortar seu filho na faculdade. Começou a beber muito e a agir com raiva, sem relacionar nada disso com o aborto”, comentou Knap.

Muitos anos depois, quando sua irmã mais velha mostrou as imagens de ultrassom de seu bebê para a família, o jovem conseguiu aceitar a vida de seu filho abortado.

“Isso o levou a pesquisar os efeitos do aborto nos homens e, finalmente, a participar de um retiro de cura para homens depois do aborto”, disse Knap.

Segundo Knao, muitos jovens pressionam para abortar seus filhos sem saber as consequências. Dan decidiu “que a melhor coisa que ele poderia fazer com seu arrependimento era tentar chegar a algum” desses homens que, como ele, tentam fazer um aborto, disse. “Foi assim que ele começou a rezar na Planned Parenthood uma ou duas horas por semana”. Knap disse que os homens que vão a clínicas de aborto com suas namoradas escutam Dan de uma forma muito diferente de como escutariam uma mulher.

A terceira história que Knap conta é de uma mulher que estava no estacionamento de uma das clínicas.

Ela contou que um dos conselheiros se aproximou e pediu-lhe que baixasse a janela do carro para poder falar. Disse-lhe que poderiam ajudá-la em tudo o que ela precisasse; mas a mulher começou a chorar e disse: “É tarde demais! Fiz semana passada”.

“Pedimos a ela que parasse e um dos conselheiros se ofereceu para sentar e conversar com ela. Em um restaurante a alguns metros de distância, a mulher angustiada disse havia ficado arrasada por uma terceira gravidez e que o pai do bebê a estava pressionando para fazer um aborto”, acrescentou.

Knap disse que quando questionada sobre seu aborto, ela disse a eles que a clínica “nunca mencionou nenhum dos aspectos negativos de se fazer um aborto e removeu a tela de ultrassom para que ela não pudesse ver seu próprio bebê se mexer”.

“Essa tática é terrivelmente hipócrita com o mantra da ‘escolha’, com os ultrassons feitos só com o propósito do abortista ver o tamanho do bebê e, portanto, quanto vão cobrar. A mulher falou sobre o seu arrependimento porque agora seu filho de três anos não teria um irmão”. Knap disse que a mulher concordou em falar com um padre que tem experiência em acompanhar pessoas que sofrem de traumas pós-aborto.

Por fim, contou a história de um homem que passava perto da clínica onde ela rezava. “É muito bom que estejam aqui. Minha filha quase foi uma das vítimas” da clínica, disse o homem.

O homem explicou que 25 anos antes sua filha engravidou, mas o homem com quem ela morava não queria que tivesse o bebê.

A filha tentou fazer seu namorado ver as imagens dos ultrassons para mudar sua decisão, mas ele dizia que não estava nos seus planos ter um filho. Iria contra os seus sonhos de “se tornar chef de um restaurante de primeira classe e viajar pelo mundo”.

“A filha desse homem ficou desconsolada porque achava que iriam se casar. Agora, tinha que escolher entre ele e seu filho”, lamentou Knap.

O homem disse que sua filha “sabia que era errado terminar com a vida de uma criança, e seguiu em frente e teve esse bebê que agora tem 25 anos e é uma alegria total para todos na família”.

Ele disse que o pai nunca procurou seu filho, mas sua filha “nunca se arrependeu de ter tido seu filho”.

Fonte: https://www.acidigital.com/noticias/quatro-historias-mostram-a-importancia-do-testemunho-pro-vida-da-oracao-50532

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Sobre Prof. Felipe Aquino

O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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