Quando Jesus morreu? 7 pistas nos indicam a data

Com o início da Semana Santa, o tempo litúrgico mais importante da Igreja Católica, uma das perguntas que as pessoas podem se fazer é quando Jesus morreu.

Em um artigo publicado no National Catholic Register, o escritor Jimmy Akin dá algumas pistas para tentar determinar quando esse evento histórico ocorreu.

Akin indicou que é de conhecimento geral que a entrega de Cristo na cruz por amor à humanidade aconteceu em Jerusalém no primeiro século. “Isso separa Jesus das divindades míticas pagãs, que supostamente vivem em lugares ou épocas que ninguém pode especificar”, assinalou.

Mas quão específico se pode ser ao falar da data da morte de Jesus? Akin apresentou sete chaves que podem ser uma orientação para encontrar esta resposta concreta.

1. O sumo sacerdócio de Caifás

Akin assinalou que, de acordo com os Evangelhos, “Jesus foi crucificado por instigação do sumo sacerdote do primeiro século chamado Caifás”.

“Sabemos por outras fontes que serviu como sumo sacerdote entre 18 e 36 d.C., de modo que isso situa a morte de Jesus nesse período”, acrescentou.

2. O governo de Pôncio Pilatos

O escritor indicou que “todos os quatro evangelhos coincidem em que Jesus foi crucificado por ordem de Pôncio Pilatos”, que serviu como governador da Judéia de 26 a 36 d.C., o que reduz a possibilidade em 8 anos.

3. Após o “décimo quinto ano de Tibério César”

“O Evangelho de Lucas nos conta quando começou o ministério de João Batista: No décimo quinto ano do reinado de Tibério César… a palavra de Deus veio a João, filho de Zacarias, no deserto [Lc 3, 1-2]”, destacou.

Akin acrescentou que este ano foi especificamente o 29 d.C. e, uma vez que os Evangelhos indicam que o ministério de Jesus aconteceu depois que João Batista começou o seu, “a morte de Cristo teve que ser em um período de 7 anos: entre 29 e 36 d.C.”.

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4. Crucificado em uma sexta-feira

Akin lembrou que os Evangelhos coincidem em que Jesus foi crucificado em uma sexta-feira, “pouco antes do sábado, que era antes do primeiro dia da semana (Mateus 28, 1; Marcos 16, 2; Lucas 24, 1; João 20, 1)”.

“Sabemos que era sexta-feira porque é conhecido como ‘o dia da preparação’, ou seja, o dia em que os judeus realizavam os preparativos necessários para o sábado, já que não podiam realizar nenhum trabalho neste dia. Assim, cozinhavam antes e realizavam todas as preparações necessárias”, assinalou.

O escritor destacou que, de acordo com a Enciclopédia Judaica, sexta-feira é chamada de ‘Ereb Shabat’ (A véspera do sábado), cujo termo ‘Ereb admite o significado de “tarde” ou “mistura”, mostrando que sexta-feira é o dia “onde começa o sábado, ou o dia em que se prepara a comida tanto para o próprio dia como para os dias seguintes”.

“Isso elimina seis dos dias da semana, mas ainda havia muitas sextas-feiras entre 29 e 36 d.C.”, assinalou.

5. Uma sexta-feira na Páscoa

“Os Evangelhos também coincidem em que Jesus foi crucificado na festa anual da Páscoa (Mateus 26, 2; Marcos 14, 1; Lucas 22, 1; João 18:39)”, assinalou Akin.

O escritor ressaltou que, segundo João, na manhã da Sexta-feira Santa “as autoridades judaicas ainda não haviam feito a refeição da Páscoa”, o que mostra que a Páscoa era celebrada “começando no que chamaríamos de sexta-feira à noite”.

Akin indicou que dos oito anos entre 29 e 36 d.C., apenas em dois o início da Páscoa foi celebrado em uma sexta-feira, sendo essas datas a sexta-feira, 7 de abril de 30 d.C.; e sexta-feira, 3 de abril de 33 d.C.

6. As Três Páscoas de João

O escritor assinalou que no Evangelho de João registram-se três Páscoas diferentes durante o ministério de Jesus, a primeira está em João 2, 13, perto do começo do ministério do Senhor, a segunda em João 6, 4, no meio do ministério de Jesus, e a última em João 11, 55, ao final do ministério de Cristo.

“Isso significa que o ministério de Jesus deve ter durado pouco mais de dois anos. Um tratamento mais completo revelaria que durou cerca de três anos e meio, mas mesmo supondo que tenha começado imediatamente antes da Páscoa número 1, o acréscimo de mais duas Páscoas mostra que durou pelo menos mais de dois anos”, afirmou.

Akin disse que esses dados excluem a data de 30 d.C. como um possível dia da crucificação de Jesus, porque “não há tempo suficiente entre o décimo quinto ano de Tibério César (29 d.C.) e a Páscoa do ano seguinte para acomodar um ministério de pelo menos dois anos”.

“Como resultado, a data tradicional da morte de Jesus, sexta-feira, 3 de abril de 33 d.C., deve ser considerada correta”, enfatizou.

7. A hora nona

Akin indicou que “Mateus, Marcos e Lucas registram cada um que Jesus morreu por volta da ‘hora nona’”, que na hora atual seria por volta das 15h.

“Isso nos permite reduzir o tempo da morte de Jesus em um momento muito específico da história: por volta das 15h na sexta-feira, 3 de abril de 33 d.C.”, concluiu.

Fonte: https://www.acidigital.com/noticias/quando-jesus-morreu-7-pistas-nos-indicam-a-data-29238

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Sobre Prof. Felipe Aquino

O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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