Psicólogo católico dá dez recomendações para curar as feridas afetivas

O psicólogo católico e fundador do Centro de Psicologia Católica Areté, Humberto Del Castillo Drago, faz dez recomendações que podem ajudar a curar feridas afetivas e, assim, alcançar a reconciliação pessoal.

Segundo o mestre em Psicologia Clínica e um dos principais promotores da psicoterapia de reconciliação, Humberto Del Castillo Drago, “é essencial curar e reconciliar as feridas afetivas da história pessoal”.

Del Castillo diz que, pela sua experiência, as “situações adversas, feridas afetivas ou traumas psicológicos” vividos na história pessoal estão “na raiz de diversos problemas e distúrbios psicológicos” experimentados por seus pacientes.

Muitas vezes “as pessoas não têm consciência” dessas feridas afetivas, que são “um golpe na afetividade da pessoa que causa dor, sofrimento, depressão, ansiedade e pânico”, diz Del Castillo.

Essas feridas ou traumas, “podem ser um obstáculo ao crescimento espiritual e à maturidade emocional e psicológica das pessoas”.

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O psicólogo diz “que a reconciliação pessoal e a cura das feridas afetivas” da história pessoal “é um processo que pode levar anos, dependendo do tema ou do acontecimento específico”.

O Centro Areté oferece o curso “Aceitação e Perdão, Reconciliando Feridas Afetivas”, que busca ajudar os participantes a “reconciliar, curar e sanar” essas feridas para “enfrentar e mudar as consequências”.

“Embora isso possa parecer impossível, torna-se possível se você tiver um olhar esperançoso e confiante em Deus, em sua graça e também em si mesmo”, disse Del Castillo.

As dez recomendações que podem servir como ponto de partida para curar feridas afetivas são:

1. “Faça silêncio, feche os olhos, olhe para o seu interior e se faça a pergunta: O que está me perturbando emocionalmente?”

2. “Entre em contato com essa emoção, sinta-a, acolha-a e perceba-a como algo seu, não lhe faz mal”.

3. “Você está diante do fato, diante da ferida afetiva que lhe causa dor; sinta-a, perceba-a, não a rejeite”.

4. “Agora, assuma e admita que isso aconteceu com você, aceite como algo real, que aconteceu ou está acontecendo”.

5. “Não o rejeite, mas também não fuja, com humildade, objetividade e coragem; aceite que aconteceu ou o que está acontecendo com você neste momento”.

6. “Entenda-o como um elemento de sua história pessoal, como algo seu, não brigue com o acontecimento”.

7. “Abra-se ao perdão, renuncie ao rancor, à amargura e ao ressentimento”.

8. “Renuncie à vingança e a fazer justiça com suas próprias mãos”.

9. “Se a outra pessoa quiser e puder, diga que a perdoa porque você quer sanar e reconciliar esta ferida afetiva”.

10. “Escreva um bilhete ou carta ao ofensor, e diga-lhe que o perdoa e que quer a reconciliação”.

O Centro Areté anunciou que no dia 25 de janeiro de 2022, festa da conversão do Apóstolo São Paulo, celebrará seus 10 anos de fundação com uma missa às 18h na capela de Nossa Senhora da Reconciliação, em Medellín, na Colômbia.

“Durante estes 10 anos, conseguimos ajudar muitas pessoas através da nossa abordagem terapêutica de psicoterapia da reconciliação, proporcionando terapias psicológicas, ajudando a estabilizar estados de ânimo, trabalhar seus esquemas disfuncionais de personalidade e sanando feridas afetivas”, concluiu Del Castillo.

Fonte: https://www.acidigital.com/noticias/psicologo-catolico-da-dez-recomendacoes-para-curar-as-feridas-afetivas-92223

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Sobre Prof. Felipe Aquino

O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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