Por que o dedo da aliança é o dedo fraco?

Padre Francisco Javier “Patxi” Bronchalo, da diocese espanhola de Getafe, refletiu com bom humor sobre o significado de usar a aliança no dedo anelar.

Através do Twitter, padre Bronchalo disse que todos os outros dedos têm alguma utilidade, como, por exemplo, indicar ou dizer que está tudo bem, mas “o dedo anelar não serve para nada. Bom… serve para uma coisa”.

Esse dedo, destacou, serve para “que os esposos usem as alianças que trocam no dia do casamento. E por que neste dedo? Porque é o dedo fraco. Nem sequer pode se levantar sozinho”.

O padre espanhol disse que “as alianças de casamento são usadas neste dedo para que os cônjuges se lembrem de que é na fraqueza onde mais precisam se amar. É aí que todos nós precisamos ser amados”.

“Quem nos ama pouco nos amará apenas pelo positivo: por sermos fortes, simpáticos e generosos. Mas quem nos ama por nossas misérias, por nossas fraquezas, por nossos defeitos? Somente aqueles que realmente nos amam”, disse ele.

Padre Bronchalo destacou que “o casamento é para a vida toda, por isso é muito sério. Amar-se por toda a vida exige aprender a amar o outro na fraqueza”.

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Sabia que a aliança de casamento pode ter a força de um exorcismo?

“Vocês se lembram das palavras que os noivos pronunciam diante do padre no momento em que se tornam esposos?”, perguntou. “Eu N., recebo-te por minha esposa a ti N., e prometo ser-te fiel, amar-te e respeitar-te, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, todos os dias da nossa vida.”

O padre destacou que “amar é aprender a receber o outro e aprender a entregar-se para que o outro o receba. Na força e na fraqueza. Quando isso acontece, as coisas vão bem. Quando uma parte falha, as coisas ficam complicadas.”

“Precisamos aprofundar cada vez mais e amadurecer nas formas de nos amar”, disse.

Padre Bronchalo reiterou que “o casamento é uma aliança para sempre, na prosperidade e na adversidade”.

“Você sabe o nome dado aos anéis de casamento? Exatamente. Alianças”, lembrou.

“Gosto de dizer aos cônjuges que olhem para a aliança quando tenham alguma dificuldade e seja difícil amar. Que peçam perdão (pronunciando a palavra) quando haja um problema e também que se beijem mutuamente o dedo anelar em sinal de veneração e amor”, disse.

O padre espanhol disse que “a nossa própria fraqueza nos acompanhará por toda a vida. Nossa condição humana é fraca, isso requer aceitação”. Mas, a ajuda de Deus também nos acompanhará por toda a vida “como se pede no dia do casamento”.

“Deus não nos ama porque somos fortes, nos ama porque somos fracos, justamente como precisamos”, disse.

“Mas, é claro, não vale usar a fraqueza como desculpa para não mudar. Mudar e se converter das coisas negativas é um sinal de amor ao outro”, disse.

O padre Bronchalo destacou que “o amor é apaixonante, mas exige firmeza no amor, e amor firme é aquele que aprende a aceitar a própria fraqueza e a amar a do outro”.

“Então é possível que o amor seja para a vida toda. Vamos ensinar isso aos jovens. Casais: Sejam luz”, concluiu.

Fonte: https://www.acidigital.com/noticias/por-que-o-dedo-da-alianca-e-o-dedo-fraco-17791

Sobre Prof. Felipe Aquino

O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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