Para ex-preparador da seleção feminina de basquete, intolerância religiosa está vencendo o profissionalismo

O site ACI Digital publicou na quinta-feira (27/06/2024) a seguinte notícia:

“A intolerância venceu o esporte, mas vamos seguir”, disse Diego Falcão, demitido do posto de preparador físico da seleção feminina de basquete do Brasil, em um vídeo postado na quarta-feira (26). Falcão foi afastado por causa de postagens em defesa do projeto de lei que equipara o aborto em gestação acima de cinco meses ao homicídio que tramita na Câmara.

Em seu vídeo, Falcão conta que fez um “repost” do padre Paulo Ricardo, “um padre santo” que ele admira “demais”, sobre a temática “pró-vida”. Depois, fez outro “post sobre madre Teresa de Calcutá” e um “terceiro post foi o testemunho da mãe do Cristiano Ronaldo também falando sobre pró-vida”.

O preparador disse que soube no sábado (22), por meio de sites de esporte que “não seria mais convocado, da Confederação Brasileira de Basquete”, porque ele “tinha feito alguns posts sobre o pró-vida”.

Segundo Falcão, ele sempre foi “Católico Apostólico Romano”, e tem nas suas” redes sociais muitos posts falando do pró-vida”, causa que “sempre” defendeu.

“Eu sempre defendi, com unhas e dentes a minha posição”, diz Falcão no vídeo. “sempre tive uma ideologia pautada no Evangelho, entrego minha vida a Deus. Sou um cara que tem um matrimônio feliz, sou um cara que vivo Deus diariamente e nunca neguei Deus para ninguém e nem nego”.

Falcão disse que, no sábado (22) à noite, recebeu uma ligação da diretora da seleção feminina da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), Roseli Gustavo e perguntou “pra ela o que é que estava acontecendo, porque todo mundo” já estava sabendo da sua demissão, menos ele.

Ela teria dito a Falcão que ele estava fora da Confederação Brasileira de Basquete pelo clima que criou.

“Eu perguntei se eu teria falhado profissionalmente e ela falou que eu não falhei”, disse Falcão no vídeo. “Eu perguntei se eu teria falhado de forma pessoal com algum atleta e ela falou que eu não falhei. Eu perguntei para ela se eu teria falhado de alguma maneira, com o trabalho de preparação física, ela falou que não, porque nós sabemos que nosso trabalho é de altíssimo nível e os resultados da seleção mostram isso. E eu perguntei então, porque eu estaria sendo desligado?”

“Foi pelo post que você fez, as meninas não sentem mais à vontade em trabalhar com você e por isso, nós estamos te demitindo”, disse Roseli, segundo o ex-preparador.

“Eu fico muito preocupado com o lado que o esporte está indo”, diz o ex-preparador físico da seleção. “Hoje, sou eu. Amanhã, pode ser você a ser demitido ou retirado por uma liberdade de expressão e isso muito me preocupa, porque é uma censura”.

Para Falcão, “a intolerância religiosa, a intolerância está vencendo o profissionalismo”. “Nem o esporte, nem no Brasil pode ser assim”, disse.

Depois de sua demissão, Diego disse que ganhou uma “quantidade enorme, avassaladora” de “seguidores” e disse que ninguém o calaria. “Censura não pode! O Brasil é um país democrático” e espera que seu “caso seja um caso para todo mundo comentar as coisas de Deus”.

“Fica aqui a minha tristeza. Foi quebrado um objetivo, foi quebrado um sonho para ganhar uma medalha olímpica”, diz o ex-preparador no vídeo.

Fonte: https://www.acidigital.com/noticia/58377/para-ex-preparador-da-selecao-feminina-de-basquete-intolerancia-religiosa-esta-vencendo-o-profissionalismo

Sobre Prof. Felipe Aquino

O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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