Papa Francisco recebe comitê de fraternidade humana pela paz mundial

De acordo com site ACI Digital, nesta quarta-feira, 11 de setembro, o Papa Francisco recebeu o Comitê Superior para alcançar os objetivos do Documento sobre a Fraternidade Humana em prol da Paz Mundial e da Convivência Comum, constituído no último mês de agosto.

“O dia 11 de setembro foi escolhido como sinal da vontade de construir vida e fraternidade onde outros semearam morte e destruição”, assinala um comunicado da Sala de Imprensa da do Vaticano, recordando os atentados do 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos.

O Comitê Superior tem como missão estudar a aplicação do Documento sobre a Fraternidade Humana assinado pelo Papa Francisco e pelo Grande Imã de Al-Azhar em fevereiro deste ano nos Emirados Árabes Unidos.

No documento, pede-se aos líderes religiosos e políticos “que se comprometam seriamente com a difusão da cultura da tolerância, da convivência e da paz” para “pôr fim às guerras, aos conflitos, à degradação do meio ambiente e à decadência cultural e moral que o mundo sofre atualmente”.

Segundo a Sala de Imprensa do Vaticano informa, no encontro de hoje, o Papa entregou a todos os presentes uma cópia do documento e os incentivou a ser “artesãos da fraternidade”, para que sejam a semente de uma nova política, “não somente da mão estendida, mas do coração aberto”.

O Comitê também foi recebido pelo Substituto da Secretaria de Estado do Vaticano, Dom Edgar Peña Parra, e depois foi se reunir na Casa Santa Marta.

Assim, foram nomeados como presidente do mesmo, Dom Miguel Ángel Ayuso, que será criado cardeal no próximo dia 5 de outubro, e como secretário Mohamed Mahmoud Abdel Salam.

Como membros da comissão executiva, foram eleitos Mons. Yoanni Lahzi Gaid, Yasser Saeed Abdulla Hareb Almuhairi e o sultão Faisal Al Khalifa Alremeithi. Além disso, trabalhou-se no texto do estatuto que regulará o Comitê.

Os membros do Comitê também propuseram sugerir às Nações Unidas que se estabeleça o Dia a Fraternidade Humana, em um dia entre 3 e 5 de fevereiro. Decidiu-se ainda que a próxima reunião acontecerá em 20 de setembro, em Nova York.

“A reunião se concluiu às 13h locais e cada um rezou segundo a própria fé pelas vítimas de 11 de setembro e de todo e qualquer ato terrorista”, conclui o comunicado.

Os atentados de 11 de setembro

Em 11 de setembro de 2001, o grupo terrorista Al Qaeda sequestrou quatro aeronaves comerciais nos Estados Unidos. Dois deles colidiram contra as Torres Gêmeas no World Trade Center, causando a destruição completa desses edifícios.

Dos outros dois aviões, um atingiu o Pentágono, na Virgínia, e o outro caiu em campo aberto na Pensilvânia.

Nos ataques, cerca de três mil pessoas morreram e outras seis mil ficaram feridas.

O local onde as Torres Gêmeas estavam foi rebatizado como Ground Zero, ou Marco Zero. O Papa Bento XVI e o Papa Francisco visitaram o lugar para prestar homenagem às vítimas.

Em 25 de setembro de 2015, o Papa Francisco disse em Nova York que “este lugar de morte transforma-se também num lugar de vida, de vidas salvas, numa canção que nos leva a afirmar que a vida está destinada sempre a triunfar sobre os profetas da destruição, sobre a morte, que o bem prevalece sempre sobre o mal, que a reconciliação e a unidade sairão vencedores sobre o ódio e a divisão”.

Fonte: https://www.acidigital.com/noticias/papa-francisco-recebe-comite-de-fraternidade-humana-pela-paz-mundial-54881

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Sobre Prof. Felipe Aquino

O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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