Papa Francisco propõe três virtudes sinodais para uma verdadeira conversão

Segundo o ACI Digital (13/06/2024), o papa Francisco recebeu em audiência na manhã de quinta-feira (13), no Vaticano, os participantes do encontro promovido pelo Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida sobre o tema “O desafio da sinodalidade para a missão”.

Em seu discurso, o papa refletiu sobre a sinodalidade e reiterou que o caminho sinodal “exige conversão espiritual, pois sem uma mudança interior não há resultados duradouro”.

O papa disse que seu desejo é que, depois deste sínodo, cuja última sessão será realizada em outubro próximo em Roma, “a sinodalidade permaneça como um modo permanente de agir na Igreja”.

Para conseguir isso, propôs três “virtudes sinodais”, a fim de provocar uma “verdadeira conversão” nos fiéis.

  1. Pensar de acordo com Deus
    Em primeiro lugar, o papa convidou a “pensar de acordo com Deus”, ou seja, deixar de “pensar apenas humano” e passar ao “pensamento de Deus”.

Na Igreja, aconselhou o papa, antes de tomar qualquer decisão, “devemos sempre nos perguntar: o que Deus quer de mim, o que Deus quer de nós, neste momento, nesta situação? O que eu tenho em mente, o que nós, como grupo, temos em mente, é realmente o ‘pensamento de Deus’?”.

Francisco lembrou que “o protagonista do caminho sinodal é o Espírito Santo: Somente Ele nos ensina a ouvir a voz de Deus, individualmente e também como Igreja”.

“Deus é sempre maior do que nossas ideias, do que a mentalidade dominante, do que as ‘modas eclesiais’ do momento, até mesmo do que o carisma de nosso grupo ou movimento”, disse.

Por isso, disse que não se deve supor que estamos “em sintonia” com Deus: em vez disso, “tentemos sempre nos elevar acima de nós mesmos para pensar de acordo com Deus e não de acordo com os homens”.

  1. Superar todo fechamento
    O papa exortou os fiéis a evitarem a tentação do “círculo fechado”. Ele disse que é um grande desafio evita deixar-se bloquear pelo medo “de perder o próprio senso de pertencimento e identidade” e daqueles “recintos” nos quais todos corremos o risco de “nos tornar prisioneiros”.

Pelo contrário, ressaltou que a sinodalidade “nos pede que olhemos para além das cercas com grandeza de espírito, que vejamos a presença de Deus e sua ação também em pessoas que não conhecemos”.

  1. Cultivar a humildade
    O papa Francisco destacou que “a conversão espiritual deve começar pela humildade, que é a porta de entrada para todas as virtudes”.

“E isso também nos leva a nos perguntar: o que eu realmente busco em minhas relações com meus irmãos na fé? Por que eu busco certas iniciativas na Igreja? E se percebermos que, de alguma forma, um pouco de orgulho ou altivez encontrou caminho em nós, peçamos a graça de nos convertermos de novo à humildade”.

Francisco reiterou que “somente os humildes realizam grandes coisas na Igreja, porque aquele que é humilde tem uma base sólida, fundamentada no amor de Deus, que nunca falha, e, portanto, não busca outro reconhecimento”.

O papa disse que “é a pessoa humilde que defende a comunhão na Igreja”, aquela que sabe “deixar de lado até mesmo as próprias iniciativas para contribuir com os projetos comuns, e isso porque no serviço ela encontra alegria e não frustração ou ressentimento”.

“De fato, viver a sinodalidade em todos os níveis é impossível sem humildade”, concluiu o papa Francisco.

Fonte: https://www.acidigital.com/noticia/58254/papa-francisco-propoe-tres-virtudes-sinodais-para-uma-verdadeira-conversao

Sobre Prof. Felipe Aquino

O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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