Os que não foram batizados são filho de Deus?

O Catecismo, em vários parágrafos afirma que o Batismo nos faz filhos de Deus por adoção em Jesus Cristo. Pelo Batismo Cristo nos traz de volta para Deus. São Paulo diz que pelo Batismo participamos da morte e ressurreição de Cristo (Rom 6,3-4), somo enxertados Nele, nos tornamos membros do seu Corpo, a Igreja (1 Cor 12,27), herdeiros do céu novamente, templo do Espírito Santo.

Todos os seres criados por Deus são amados por de Deus, mas, o Batismo nos torna “filhos no Filho”, isto é, filhos adotivos do Pai, através de Jesus Cristo. É o que nos ensina o Catecismo da Igreja Católica:

§1270. “Tornados filhos de Deus pela regeneração batismal, os batizados são obrigados a professar diante dos homens a fé que pela Igreja receberam de Deus” e a participar da atividade apostólica e missionária do povo de Deus.

§537. Pelo Batismo, o cristão é sacramentalmente assimilado a Jesus, que antecipa em seu Batismo a sua Morte e a sua Ressurreição; deve entrar neste mistério de rebaixamento humilde e de arrependimento, descer à água com Jesus para subir novamente com ele, renascer da água e do Espírito para tornar-se, no Filho, filho bem-amado do Pai e “viver em uma vida nova” (Rm 6,4).

§1250. Por nascerem com uma natureza humana decaída e manchada pelo pecado original, também as crianças precisam do novo nascimento no Batismo, a fim de serem libertadas do poder das trevas e serem transferidas para o domínio da liberdade dos filhos de Deus, para a qual todos os homens são chamados. A gratuidade pura da graça da salvação é particularmente manifesta no Batismo das crianças. A Igreja e os pais privariam então a criança da graça inestimável de tomar-se filho de Deus se não lhe conferissem o Batismo pouco depois do nascimento.

§1996. Nossa justificação vem da graça de Deus. A graça é favor, o socorro gratuito que Deus nos dá para responder a seu convite: tomar-nos filhos de Deus, filhos adotivos participantes da natureza divina, da Vida Eterna.

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A necessidade do Batismo

§1265. O Batismo não somente purifica de todos os pecados, mas também faz do neófito “uma criatura nova”, um “filho adotivo de Deus” (Gl 4,5-7) que se tornou “participante da natureza divina”, membro de Cristo e co-herdeiro com ele, templo do Espírito Santo.

1996. Nossa justificação vem da graça de Deus. A graça é favor, o socorro gratuito que Deus nos dá para responder a seu convite: tomar-nos filhos de Deus, filhos adotivos participantes da natureza divina, da Vida Eterna.

1997. A graça é uma participação na vida divina; introduz-nos na intimidade da vida trinitária. Pelo Batismo, o cristão tem parte na graça de Cristo, cabeça da Igreja. Como “filho adotivo”, pode doravante chamar a Deus de “Pai”, em união com o Filho único. Recebe a vida do Espírito, que nele infunde a caridade e forma a Igreja.
Santo Hipólito de Roma, do século II, dizia que:
“Quem desce com fé ao banho de regeneração, renuncia ao demônio e entrega-se a Cristo; renega o inimigo e proclama que Cristo é Deus; renuncia à escravidão e reveste-se da adoção filial; sai do batismo, e mais que tudo isso torna-se filho de Deus e herdeiro com Cristo”. (S. Hipólito de Roma).
O Papa São Pio X, disse que: “Ele nos adotou no Batismo como irmãos de Jesus Cristo e coerdeiros, juntamente com Ele, da eterna glória” (Catecismo Maior, Questão 285).
É por isso que a Igreja pede que os pais batizem logo os seus filhos, e jamais permitam que uma criança morra sem ser batizada.

 

Prof. Felipe Aquino

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Sobre Prof. Felipe Aquino

O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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