Maçonaria tentou matar são João Bosco

Segundo o ACI Digital (01/02/2022), São João Bosco, fundador da família salesiana, sofreu tentativas de assassinato ordenadas pela maçonaria.

Artigo publicado em 1º de junho de 1980 no Bollettino Salesiano, publicação oficial da Família Salesiana, relata duas tentativas de assassinato ordenadas pela maçonaria contra dom Bosco.

No final de junho de 1880, conta o Bollettino, um ex-aluno de dom Bosco, Alessandro Dasso, “veio à portaria” pedindo para falar com o santo sacerdote.

“Seus olhos estavam angustiados”, diz o artigo. “Dom Bosco o recebeu com sua habitual gentileza”, mas diante da “crescente agitação” do jovem, o fundador da Família Salesiana lhe disse: “O que você quer de mim? Fala! Você sabe que dom Bosco te ama”.

Depois destas palavras, Alessandro Dasso “caiu de joelhos, começou a soluçar de tanto chorar” e lhe disse a verdade.

“O próprio jovem estava ligado à maçonaria. A seita condenara dom Bosco à morte. Doze homens foram sorteados. Doze indivíduos deveriam cumprir com essa ordem, para executar a sentença”, lê-se no Bollettino Salesiano.

Dasso disse a dom Bosco que ele deveria ser o primeiro “só eu! E vim para isso! Nunca farei tal ação. Carregarei sobre mim a vergonha dos outros. Revelar o segredo é a minha morte, estou perdido, eu sei. Mas, matar dom Bosco, nunca!”.

Após confessar qual era a sua missão, o jovem jogou a arma que escondia no chão.

Apesar das tentativas de dom Bosco de consolá-lo, o jovem saiu rapidamente da casa. Em 23 de junho, Dasso tentou se suicidar jogando-se no rio Pó, mas foi resgatado a tempo pela polícia.

Algum tempo depois, dom Bosco conseguiu ajudá-lo a fugir da Itália e viveu escondido “até o fim de seus dias”, diz a publicação salesiana.

Meses depois, em dezembro de 1880, “um jovem de cerca de vinte e cinco anos visitou dom Bosco”.

Os olhos do jovem deram ao santo sacerdote “pouquíssima confiança”, mostrando um brilho “sinistro”.

O jovem, recorda o Bollettino Salesiano, se expressava como “um homem exaltado”.

Enquanto falava, “um pequeno revólver de seis tiros escorregou de seu bolso para o sofá”, continuou ele.

“Dom Bosco, sem que ele percebesse, colocou habilmente a mão sobre ele e lentamente o colocou no bolso.”

O jovem então procurava sem sucesso a arma no bolso, mostrando um gesto de espanto.

Dom Bosco, muito calmo, perguntou-lhe: “O que procura, senhor?” O jovem respondeu confuso: “Tinha uma coisa aqui no bolso… quem sabe como… Mas para onde foi?”

“Dom Bosco, aproximando-se rapidamente da porta e colocando a mão esquerda na maçaneta para abri-la, apontou a arma para ele e sem se irritar disse: ‘Esta é a ferramenta que você procurava, não é?’ Vendo isso, o sem-vergonha ficou atordoado”.

O Bollettino Salesiano contou que o jovem então “quis pegar seu revólver. Mas, dom Bosco lhe disse energicamente: ‘Vamos, sai logo daqui! E Deus tenha misericórdia!”

“Então, ele abriu a porta e disse a alguns dos que estavam na ante-sala para que acompanhassem o cavalheiro à portaria. O assassino hesitou; mas dom Bosco respondeu: ‘Saia e não volte!’”, e o jovem que queria acabar com a vida dele teve que ir embora, junto com seus comparsas que o esperavam em um carro do lado de fora.

Fonte: https://www.acidigital.com/noticias/maconaria-tentou-matar-sao-joao-bosco-99932

Sobre Prof. Felipe Aquino

O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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