Igreja na Venezuela pede eleições livres e que se permita ingresso de ajuda humanitária

Segundo o ACI Digital (05/02/2019), em um comunicado conjunto, a Conferência Episcopal Venezuelana (CEV), a Confederação dos Religiosos e Religiosas da Venezuela e o Conselho Nacional dos Leigos exigiram que os organismos do Estado convoquem “eleições livres e legítimas para retomar o caminho democrático”, permitam o ingresso de ajuda humanitária ao país e detenham a repressão contra os cidadãos.

O texto divulgado no dia 4 de fevereiro argumenta que o povo venezuelano, diante da “situação dolorosa de injustiça e sofrimento”, está buscando uma transição “pacífica e transparente”, que leve a “eleições livres e legítimas para retomar o rumo democrático e alcançar a recuperação do estado de direito, a reconstrução do tecido social, a produção econômica, a moralidade no país e o reencontro de todos os venezuelanos”.

Nesse contexto, o comunicado afirma que essa “rota de transição em direção a um processo eleitoral” deve ser feita “de maneira pacífica e com os instrumentos presentes na Constituição Nacional” para evitar mais sofrimentos.

“Neste momento crucial da nossa história nacional, convidamos todo o povo venezuelano para dar o melhor de si, cada um em seu campo de trabalho e ação, de modo que a partir da unidade, solidariedade e responsabilidade ética, com um espírito descontraído, busquemos o bem comum e trabalhemos incansavelmente na reconstrução da democracia e de todo o país, evitando o derramamento de sangue”, acrescentam.

Além do pedido de novas eleições, a Igreja está solicitando que se concedam “as permissões necessárias a fim de dispor de ajuda humanitária como meio para diminuir o impacto da crise sobre as pessoas mais vulneráveis”.

“A Cáritas da Venezuela e várias instituições de ajuda social da Igreja com um amplo alcance em todo território nacional estamos empenhados em continuar o serviço que temos feito com equidade, inclusão, transparência e eficácia”, diz o texto.

Deter a repressão

Por outro lado, o comunicado enfatiza que “a crescente repressão por razões políticas, a violação dos Direitos Humanos e as prisões arbitrárias e seletivas são moralmente inaceitáveis”.

Por esta razão, os líderes da Igreja exigem “aos organismos de segurança do Estado que não continuem reprimindo seus irmãos da Venezuela e assumam a sua verdadeira responsabilidade que é proteger as pessoas em todas as circunstâncias, particularmente quando exerçam o direito às manifestações pacíficas”.

Do mesmo modo, recordam ao Ministério Público e à Defensoria do Povo que devem cumprir suas obrigações e fazer com que os abusos terminem, “particularmente no que diz respeito à prisão de menores”.

Finalmente, no comunicado conjunto convidam o povo a participar na Missa de domingo, 10 de fevereiro, e assim “rezar em todos os templos, casas e comunidades, pedindo que o Senhor nos conceda a paz, a reconciliação, a liberdade e a saúde espiritual e corporal”.

“Confiemos no Deus da história, Ele é o Deus da salvação em Jesus libertador que nos diz: ‘Não tenham medo. Eu estou convosco todos os dias até o fim do mundo’. Que Maria de Coromoto, nossa padroeira nacional, nos acompanhe sempre como povo”, conclui o comunicado.

Fonte: https://www.acidigital.com/noticias/igreja-na-venezuela-pede-eleicoes-livres-e-que-se-permita-ingresso-de-ajuda-humanitaria-36209

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Sobre Prof. Felipe Aquino

O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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