Festa de Nossa Senhora das Neves é declarada patrimônio cultural do Espírito Santo

Segundo o ACI Digital (25/06/2024), a festa de Nossa Senhora das Neves, que acontece de 27 de julho a 6 de agosto em Presidente Kennedy, agora é patrimônio cultural imaterial do Estado do Espírito Santo.

“A Festa das Neves atrai centenas de fiéis de todo o país, que se reúnem no Santuário localizado na Planície de Muribeca, às margens do rio Itabapoana, para celebrar a devoção a Nossa Senhora das Neves e participar de momentos de fé, reflexão e comunhão”, diz a justificativa do projeto de lei de autoria do deputado Allan Ferreira (Podemos), que levou ao reconhece a festa como patrimônio cultural imaterial.

O projeto destaca ainda que “um aspecto histórico e cultural importante da festa é a Igreja de Nossa Senhora das Neves, considerada Patrimônio Artístico e Histórico do Espírito Santo”.

“A igreja foi construída pelo padre José de Anchieta, com o trabalho de escravos e índios purís e botocudos. Após um incêndio que destruiu a igreja original, uma nova igreja foi erguida em 1694, com materiais como pedra, barro, areia e óleo de baleia. A igreja tricentenária passou por um processo de restauração após sofrer danos decorrentes de uma lenda sobre um suposto tesouro escondido sob sua fundação”, diz.

Segundo a Assembleia Legislativa do Espírito Santo, a festa está inserida no conceito de bens culturais estabelecidos pelo Instituto Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que estbabelece que esses bens “dizem respeito àquelas práticas e domínios da vida social que se manifestam em saberes, ofícios e modos de fazer, celebrações, formas de expressão cênicas, plásticas, musicais ou lúdicas; e nos lugares (como mercados – feiras e santuários que abrigam práticas culturais coletivas)”.

Nossa Senhora das Neves

A devoção a Nossa Senhora das Neves nasceu em Roma, Itália, por volta do século IV. Um casal piedoso e com muitos bens materiais não tinha filhos. Durante anos, eles rezaram pedindo a Deus um filho, para quem deixar a herança, mas não obtinham o resultado que desejavam. Então, decidiram nomear Nossa Senhora herdeira e pediram com grande fervor que ela os guiasse.

No dia 4 de agosto, Nossa Senhora apareceu ao casal e disse que desejava que fosse construída uma basílica no Monte Esquilino, uma das sete colinas de Roma, no local onde ela indicaria enviando neve, em pleno verão. A Virgem Maria também apareceu ao papa Libério com uma mensagem semelhante.

No dia seguinte, 5 de agosto, enquanto o sol de verão brilhava, a cidade ficou admirada ao ver um terreno com neve no Monte Esquilino. O casal foi feliz para ver o que havia acontecido e o papa fez o mesmo em solene procissão. A neve cobria o espaço que deveria ser usado para construir o templo e desapareceu depois.

O papa Libério colocou as primeiras fundações da basílica no perímetro que ele próprio desenhou e o casal contribuiu com o financiamento da construção. Mais tarde, após o Concílio de Éfeso, no qual Maria foi proclamada como Mãe de Deus, sobre a Igreja precedente, o papa Sisto III construiu a atual Basílica de Santa Maria Maior.

O dia 5 de agosto passou a ser dedicado a Nossa Senhora das Neves. Esta festa se espalhou por toda Roma durante o século XIV e são Pio V a declarou como festa universal no século XVII.

Fonte: https://www.acidigital.com/noticia/58352/festa-de-nossa-senhora-das-neves-e-declarada-patrimonio-cultural-do-espirito-santo

Sobre Prof. Felipe Aquino

O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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