Escola de liturgia que pautou discussão do Vaticano II cresce em influência

Segundo o ACI (28/07/2021), a escola de liturgia do Pontificio Ateneo Sant’Anselmo, em Roma, é cada vez mais influente na determinação das normas litúrgicas anunciadas pela Santa Sé como a restrição à missa tradicional anterior à reforma do Vaticano II. Durante o Concílio Vaticano II, o Instituto Sant´Anselmo tornou-se ponto de referência para o debate sobre a reforma litúrgica e sua subsequente implementação. Tanto o novo secretário da Congregação do Culto Divino do Vaticano, bispo Vittorio Viola, quanto o subsecretário, dom Aurelio Garcia Macias, nomeados em maio estudaram lá.

Criado em 1637, dissolvido em 1837 e restaurado pelo Papa Leão XIII em 1887, a sede do ateneu fica no monte Aventino, em Roma, desde 1896. O Instituto de Liturgia do Pontifício Ateneo Sant’Anselmo foi criado antes do Concílio Vaticano II em 1961 pelo papa João XXIII e confiado a monges beneditinos.

Um dos professores mais importantes do Sant’Anselmo é o teólogo Andrea Grillo, vigoroso defensor do motu proprio Traditionis custodes que revogou o livre acesso ao uso do Missal de 1962, concedido em julho de 2007 pelo motu proprio Summorum pontificum, do então papa Bento XVI.

Desde a eleição do papa Francisco, Grillo fez campanha a favor da imposição de um silêncio institucional sobre o papa emérito. Ele também criticou os cardeais Carlo Cafarra, Joachim Meisner, Raymond Burke e Walter Brandmuller que, em 2016, pediram esclarecimentos sobre a exortação apostólica Amoris laetitia do papa Francisco, especialmente se o documento autorizava ou não a comunhão para pessoas separadas vivendo em nova união. O papa nunca respondeu.

O arcebispo Piero Marini, mestre de cerimônias das viagens pela Itália do papa Francisco, que também foi mestre de cerimônias do papa João Paulo II, é outro ex-aluno Sant’Anselmo. Assim como o padre Corrado Maggioni, que desde 1990 serve na Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos como subsecretário. Marini e Maggioni foram membros da comissão que redigiu o motu proprio Principium magnum de 3 de setembro de 2017, pelo qual o papa Francisco transferiu a responsabilidade sobre as traduções dos textos litúrgicos para as conferências episcopais nacionais, tirando-as da Congregação para o Culto Divino em Roma, eu buscava uniformiza as traduções. O cardeal Robert Sarah, então prefeito da congregação, foi marginalizado dessas discussões.

Dom Maurizio Barba, funcionário da Congregação da Doutrina da Fé, ensina no instituto de liturgia do Sant’Anselmo, assim como o frade carmelita Giuseppe Midili, diretor do gabinete litúrgico da diocese de Roma. Midili é candidato a suceder Guido Marini como mestre de cerimônias do papa. Outro candidato ao cargo é o padre Pietro Muroni, decano da Faculdade de Teologia da Pontifícia Universidade Urbana e consultor do Escritório para as Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice. Ele também estudou no Sant’Anselmo.

Fonte: https://www.acidigital.com/noticias/escola-de-liturgia-que-pautou-discussao-do-vaticano-ii-cresce-em-influencia-32589

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Sobre Prof. Felipe Aquino

O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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