Entidades católicas pró-vida ajudam bebês e grávidas atingidos pelas chuvas no Rio Grande do Sul

Segundo o ACI Digital (06/06/2024), mais de 400 bebês e gestantes que foram afetados pelas enchentes no Rio Grande do Sul, há um pouco mais de um mês, foram ajudados por campanhas feitas por entidades católicas pró-vida, como a Comissão de Defesa da Vida de Passo Fundo (RS) e o Instituto Vida e Família, de São José (SC).

A Comissão de Defesa da Vida de Passo Fundo (RS), “um serviço da Igreja que atua na defesa e promoção da vida desde a concepção até a morte natural”, criada em 2023, está com a campanha “SOS BEBÊS”, que começou “quando a enchente ganhou bastante volume na região metropolitana” de Porto Alegre (RS). “Foi uma calamidade muito grande, e também nas outras regiões do Estado, como o Vale do Taquari e a região da Serra Gaúcha especificamente”, disse à ACI Digital a integrante da comissão, Morgana Garibaldi Diefenthaeler Marques.

Até o momento, as doações para “SOS BEBÊS” já ajudaram bebês e famílias de Porto Alegre, Passo Fundo, Canoas, Roca Sales, Muçum, Encantado, Cruzeiro do Sul, Arroio do Meio, Guaporé, Lajeado, Estrela, Jacarezinho e Teutônia.

Segundo Marques, a comissão fez pelo menos “200 kits” que “são separados por tamanho de fralda e gênero”, e várias “remessas de itens avulsos”, como “produtos para alimentação conforme a idade da criança (fórmula, água, leite, papinha, biscoito, mamadeira, chupeta, copo de transição), higiene (sabonete, lenço, pomada, fralda), uma peça de roupa do tamanho e um cobertor”. A comissão também financiou “a produção de 500 papinhas”.

A campanha da Comissão de Defesa da Vida de Passo Fundo tem como objetivo fazer uma “ação focada nos bebês”, “cujas famílias foram atingidas pelas enchentes de alguma forma, seja de forma direta ou indireta”.

Segundo ela, muitas famílias de diferentes cidades “perderam suas casas, precisaram deixar seus lares às pressas”, “perderam todas as suas coisas e atualmente moram em abrigos ou moram na casa de parentes e precisam de ajuda material, precisam de coisas para os seus bebês”.

Marques também citou a situação de famílias de Passo Fundo, cidade afetada pelas chuvas, mas que não teve estado de calamidade. Algumas dessas famílias “não estão recebendo leite especial do governo, porque a logística de distribuição e transporte, e o próprio sistema do governo está prejudicado em razão da enchente na capital gaúcha, Porto Alegre”.

“Também existe a situação das famílias (de outras cidades) que perderam sua casa e decidiram não mais reconstruir o seu lar nessa cidade, nessa localidade e se mudaram para Passo Fundo. Isso vem acontecendo e a tendência é que aconteça cada vez mais. Então, ao se mudarem aqui para Passo Fundo, vêm sem nada, apenas com a roupa do corpo. Necessitam também de uma assistência material e o nosso objetivo é também atender os bebês dessas famílias”, disse.

A comissão está arrecadando doações “tanto física quanto em dinheiro”. “Por nós estarmos no norte do Estado, conseguimos receber transportadora e correio normal”, destacou.

Os itens que a Comissão de Defesa da Vida está arrecadando são “de uso específico de bebês”, como: “alimentação, vestuário, higiene, limpeza, brinquedos, mobiliário”. Marques disse que atualmente os itens de maior necessidade são “os itens de consumo, como: fralda, pomada, lenço umedecido, sabonete, fórmula infantil para os bebês que não mamam mais no peito, o leite líquido para os bebês maiorzinhos, água para dissolver a fórmula, papinhas de frutas ou outros tipos de papinhas para os bebês maiorzinhos”. Mas os bebês também precisam de “mantas, cobertores, itens de vestuário” como roupas “para o inverno, meias”, além de “chupetas, mamadeiras, prendedor de chupeta, pasta de dente de bebês, escovinha de dente específica para bebê, copo de transição, carrinhos, berço e almofada de amamentação”.

As doações podem ser entregues na comissão em Passo Fundo ou comprando algo pela internet e enviado ao endereço da coordenação da comissão, Eliza Franz, na “Rua Carolina Vergueiro, 516A, bairro Annes, Passo Fundo/RS, CEP 99020-010”. As outras duas formas são doações em dinheiro, através do site https://www.vakinha.com.br/4738476; ou pela chave pix da Morgana Garibaldi: 030.646.240-08 (CPF).

SOS bebês e gestantes do Rio Grande do Sul

Outra iniciativa para ajudar bebês e gestantes afetados pelas chuvas no Rio Grande do Sul é a campanha “SOS bebês e gestantes do Rio Grande do Sul”, promovida pelo Instituto Vida e Família (IVF), de São José, região metropolitana de Florianópolis (SC). O instituto foi criado em 2023, “para promover a dignidade e a inviolabilidade da vida humana e da família”. Atua no “aconselhamento e assistência às mulheres em tentação de praticar um aborto, acompanhando-as durante a gestação, o parto e após o parto”, disse à ACI Digital a vice-presidente do IVF, Tamires Pontes.

O IVF realiza a campanha “SOS bebês e gestantes do Rio Grande do Sul” desde o dia 8 de maio, com o intuito de “atender gestantes, bebês e crianças vítimas da tragédia do Rio Grande do Sul através de kits maternidade completos com roupinhas lavadas, higienizadas e passadas, itens de higiene infantil, fraldas, kits de primeiros cuidados para mulheres”, como “absorvente, roupa íntima, sabonete, creme dental” e “destinar fórmulas para que bebês e crianças tenham sua alimentação garantida”, além de “kits de roupas e calçados infantis separados por tamanho, tudo pronto pra uso imediato”, contou Pontes.

“Mais de 200 kits foram entregues, mais de 150 latas de fórmulas arrecadadas, muitas roupas infantis, material de higiene, fraldas avulsas”, desde o início da campanha que começou “a partir de um pedido de ajuda”. Mas, disse Pontes, “desde o princípio” a coordenação havia “motivado todos os voluntários do IVF para uma campanha de oração e entrega de doações nos pontos fixos da Grande Florianópolis que as Prefeituras haviam divulgado”.

Segundo Tamires, as doações são arrecadadas “na Sede do IVF”, em São José (SC), e lá, eles montam “uma escala de voluntários para força tarefa de triagem, lavagem, separação e montagem dos kits” e entregam as doações “de caminhão para parceiros com iniciativa privada que também fazem o mesmo trabalho nas regiões atingidas”. Além disso, o Instituto atende várias “demandas diretas que chegam” até eles. “Todas as famílias que chegam até nós estão sendo atendidas, com cestas básicas, produtos de limpeza, kits infantis, roupas, fórmulas, medicamentos, etc”, disse Pontes.

O IVF continua arrecadando “fórmulas infantis, fraldas, shampoo e sabonete infantil, pomada de assadura, lenço umedecido, roupinhas bebê e crianças, cobertores, mantinhas, cueiros” para os bebês, no centro do Instituto e disponibilizou sua chave PIX para doações em dinheiro: 53.995.365/0001-60 (CNPJ).

A atual enchente no Rio Grande do Sul já é considerada a maior que o Estado viveu, tendo atingido 476 dos seus 497 municípios, cerca de 95%, segundo o último boletim diário da Defesa Civil emitido na quarta-feira (5). Até agora, os registros confirmaram 172 mortes, 806 pessoas feridas, 41 desaparecidas e mais de 572 mil desabrigadas. Também foram resgatadas mais de 77 mil pessoas e mais de 12 mil animais.

Fonte: https://www.acidigital.com/noticia/58208/entidades-catolicas-pro-vida-ajudam-bebes-e-gravidas-atingidos-pelas-chuvas-no-rio-grande-do-sul

Sobre Prof. Felipe Aquino

O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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