Doze vínculos estreitos entre Nossa Senhora de Fátima e a Divina Misericórdia

Os padres argentinos Germán Saksonoff e Mauro Carlorosi, especialistas na Divina Misericórdia, explicaram 12 vínculos próximos entre esta importante devoção católica e Nossa Senhora de Fátima, cuja festa foi celebrada em 13 de maio.

Os padres, membros do Oratório São Felipe Neri e da Academia Teológica Internacional da Divina Misericórdia, que depende da Universidade Católica de Cracóvia, Polônia, explicaram à ACI Prensa, agência em espanhol do grupo ACI, como essa devoção, cuja principal promotora é a polonesa santa Faustina Kowalska, está relacionado com as aparições de Nossa Senhora de Fátima.

  1. Tempo de Misericórdia

Os padres lembram que em seu diário espiritual, santa Faustina escreveu em 1º de setembro de 1937 que viu “Jesus como um Rei [em] grande majestade, que olhava para a nossa terra com um olhar severo, mas a pedido de sua Mãe prolongou o tempo de misericórdia”.

Neste sentido, ressaltam, “a própria oração que o anjo de Fátima ensinou aos pastorinhos contém um apelo particular que culmina e “socorrei principalmente aquelas que mais precisarem da vossa Infinita Misericórdia’”.

“Hoje, mais do que nunca, a humanidade se colocou entre aquela parte da história que precisa especialmente dessa misericórdia”, dizem.

  1. O vínculo da Divina Misericórdia e de Nossa Senhora Fátima em São João Paulo II

“Tão importantes são estas duas revelações particulares, estudadas pela Igreja e que não só não contradizem, mas colaboram com a fé, que João Paulo II fez duas especiais consagrações de toda a humanidade”, recordam.

Essas consagrações foram “tanto ao Imaculado Coração de Maria em 13 de maio de 1982, em Fátima, Portugal, e em 25 de março de 1984 em Roma; quanto à Divina Misericórdia em 17 de agosto de 2002 em Cracóvia, Polônia”.

  1. Conversão dos pecadores

Os padres dizem que “ambas as revelações buscam a conversão dos pecadores. Todas as aparições que envolvem o mistério de Nossa Senhora de Fátima têm como epicentro a necessidade da conversão dos pecadores através da penitência. É a intervenção materna da Virgem que motiva sua própria conversão e a oração pela conversão dos pecadores”.

“Na Divina Misericórdia, o objetivo é o mesmo: provocar a conversão do pecado, por meio do conhecimento da infinita e maravilhosa bondade divina. O conhecimento da bondade divina é o que motiva a confiança nessa bondade e a correspondente conversão e penitência”.

Nas duas se pede rezar pelos pecadores e, “portanto, a dicotomia de que Fátima é uma mensagem bastante trágica e a Divina Misericórdia esperançosa é falsa. As duas são dons divinos que têm seu coração no bem mais necessário do homem, a conversão e a penitência pelo pecado”.

  1. O Terço da Misericórdia e o Anjo da Justiça

Os padres argentinos destacam que “no Terceiro Segredo de Fátima podemos aprender sobre a intervenção da Virgem Maria para impedir que o Anjo com a espada de fogo castigue a humanidade”.

“Da mesma forma, nos números do Diário Espiritual da Irmã Faustina, de 474 a 476, onde o Senhor pede e ensina a oração do Terço da Divina Misericórdia, irmã Faustina vê um Anjo prestes a castigar a terra, e neste contexto, o terço é doado a ela para evitar este castigo”, continuam.

Além disso, o terço da misericórdia é rezado com um “terço comum”, como Cristo pediu à irmã Faustina.

  1. Nossa Senhora de Fátima e a Divina Misericórdia apontam para o fim dos tempos

Os padres explicam que “as duas devoções se referem aos últimos tempos: Nossa Senhora adverte às crianças: ‘No final, meu Imaculado Coração triunfará’ e o Senhor diz à irmã Faustina ‘Você preparará o mundo para minha Segunda Vinda'”.

  1. A visão do Inferno

“Os filhos de Fátima e a irmã Faustina testemunharam a realidade e os castigos do inferno. Eles foram testemunhas para o nosso tempo da veracidade deste ensinamento da Igreja. As crianças, tão pequenas, foram levadas pela Virgem para ver o inferno e fizeram uma forte descrição dele”, disseram os padres à ACI Prensa.

Irmã Faustina também teve uma visão “conduzida por um Anjo, fui levada às profundezas do Inferno. É um lugar de grande castigo, e como é grande sua extensão”, escreveu ela.

Entre os tormentos vistos pela santa polonesa estão a perda e o ódio a Deus, o contínuo remorso da consciência; o fogo que penetrará na alma, mas não a aniquilará, e a companhia contínua de Satanás.

“Ambas as revelações dão testemunho de nosso tempo que se recusa a acreditar no inferno ou a considerar essa consequência do pecado”, alertam os padres argentinos.

  1. Sinais dos dois corações

“Em Fátima a Virgem mostra o seu Imaculado Coração. Na imagem de Jesus Misericordioso, o Senhor aponta para o seu coração (sem que o veja) para mostrar os raios de sua misericórdia que brotam dele”, dizem os sacerdotes.

“Os corações de Jesus e de Maria são fundamentais para nossa fé e que o Coração de Jesus seja alcançado através do Imaculado Coração de Maria”, acrescentam.

  1. Consolar Jesus

Os especialistas em Divina Misericórdia contam que “as revelações de Fátima motivaram os pastorinhos a redescobrir o pecado como ofensa a Jesus e que Jesus deveria ser consolado de sua dolorosa paixão com a qual carregou os nossos pecados para nos redimir”.

“Na Divina Misericórdia, uma de suas práticas devocionais consiste em consolar Jesus em sua Dolorosa Paixão todos os dias às 3 da tarde, na chamada ‘Hora da Misericórdia’”, acrescentam.

  1. Orações semelhantes

Os padres argentinos dizem que “há uma semelhança essencial entre uma das orações ensinadas pelo Anjo que preparou as crianças antes das aparições da Virgem de Fátima, com uma das orações fundamentais do Terço da Misericórdia”.

A oração do Anjo diz: ” Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espirito Santo, adoro-vos profundamente. E ofereço-vos o Preciosíssimo Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo presente em todos os sacrários da Terra. Em reparação aos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido, e pelos méritos infinitos do Seu Santíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-vos a conversão dos pobres pecadores”.

A oração que Jesus ensinou a Santa Faustina diz: “Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e o Sangue, a Alma e a Divindade de Vosso diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e dos do mundo inteiro”.

  1. A veste branca

“Tanto a Virgem de Fátima, como Jesus Misericordioso ao pedir para ser pintado, são apresentados numa notória cor branca. Tem todo o sentido de pureza, claro”, dizem os padres do Oratório São Felipe Neri.

As vestes brancas também permitem apreciar “a identificação com os cristãos que, nos primeiros 8 dias após o batismo, vestiam branco. Jesus e Maria se identificam conosco, seu povo”.

  1. A oração pela Rússia

“A Virgem de Fátima pede para rezar pela Rússia e santa Faustina reza especialmente pela Rússia e Espanha diante do avanço do comunismo”.

“Ela, polonesa, conheceu de fato o avanço do comunismo em seu país em 1920, quando os poloneses foram protegidos do comunismo russo pela Virgem no Milagre do Vístula, durante a Batalha de Varsóvia”, destacam os padres.

  1. Deus continua falando hoje com a Divina Misericórdia e Nossa Senhora de Fátima

Os padres argentinos dizem que “através de ambas as revelações, Deus e a Virgem continuam falando e se mostram presentes em nosso tempo através de ambas as revelações”.

“O céu continua a nos mostrar o caminho, não nos deixa, não estamos sozinhos”, concluíram.

Fonte: https://www.acidigital.com/noticias/doze-vinculos-estreitos-entre-nossa-senhora-de-fatima-e-a-divina-misericordia-33464

Sobre Prof. Felipe Aquino

O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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