Conheça a história da única vez que São José apareceu sozinho

Segundo o ACI (23/03/2019), no dia 7 de junho de 1660, São José apareceu para um jovem pastor no Monte Bessillon, na região francesa de Cotignac. Essa é a única aparição na qual o Santo Custódio da Família de Nazaré aparece sozinho e que foi reconhecida pela Igreja Católica.

Segundo o site da Diocese de Fréjus-Toulon, “em 7 de junho de 1660, por volta das 13 horas, Gaspard Ricard, um jovem pastor de 22 anos, cuidava de seu rebanho no monte Bessillon”.

“O calor era sufocante e estava com sede. De repente, percebeu um homem ao seu lado”, que apontou para uma rocha grande e lhe disse: “Eu sou José, mova-a e beberás”.

Alguns relatos da época indicam que a rocha era tão grande que precisaria da força de pelo menos oito homens para movê-la.

O relato da diocese indica que, “diante da surpresa e da dúvida do jovem pastor, a aparição reafirmou seu conselho. Gaspard atendeu ao pedido, moveu a rocha sem problemas e descobriu uma fonte onde bebeu até ficar saciado”.

O jovem pastor foi depressa ao povoado para dar a notícia da fonte, que havia surgido num local onde nunca antes havia existido um manancial de água fresca.

Segundo o site do mosteiro beneditino de Cotignac, após ouvir a notícia, em 9 de agosto, os habitantes da região começaram a construir uma capela no local da aparição, para onde iam muitos doentes que voltavam “curados ou confortados diante de seus sofrimentos”.

A capela foi concluída em 1663 e confiada pelo bispo de então aos Padres Oratorianos, que construíram um santuário ao redor da fonte.

Até hoje, há no local uma inscrição tirada do livro de Isaías: “Vós tirareis com alegria água das fontes de salvação”.

Em março de 1917, o então Bispo de Fréjus-Toulon, Dom Felix Guillibert, disse em uma carta que a brevidade da mensagem de São José na aparição de 1660 mostra que o Santo Custódio “não é falador. Nada mais simples, nem mais pobre que essa intervenção, a única aparição de São José desse tipo em toda a história da Igreja, em uma terra que Nossa Senhora já reservara para si mesma”.

A aparição de Nossa Senhora das Graças

O Bispo se referiu assim às aparições de Nossa Senhora em 1519, sob a devoção de Nossa Senhora das Graças, que também visitou Cotignac.

O site da Diocese de Fréjus-Toulon observa que, “no dia 10 de agosto de 1519, na festa de São Lourenço, a Virgem Maria, acompanhada de São Miguel Arcanjo e São Bernardo, apareceu no campo a um homem muito piedoso chamado Jean de la Baume”.

A Mãe de Deus, então, “ordenou-lhe que dissesse de sua parte para o clero e para a comunidade de Cotignac que fossem em procissão ao monte Verdaille e que construíssem uma igreja, sob a devoção de Nossa Senhora das Graças, pelo seu desejo de conceder muitas graças e favores para aqueles que a invocarem naquele lugar”.

Entre os peregrinos famosos que foram a esse lugar, está o rei Luís XIV, que lhe agradeceu pelo dom de seu nascimento.

Atualmente, muitas pessoas peregrinam para pedir o dom de um filho ou para agradecer pelo recebimento de alguma graça. As mulheres grávidas também visitam este lugar para agradecer pelo dom da vida.

Fonte: https://www.acidigital.com/noticias/conheca-a-historia-da-unica-vez-que-sao-jose-apareceu-sozinho-74896

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Sobre Prof. Felipe Aquino

O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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