Como a fé pode nos ajudar a enfrentar qualquer doença

Jesus Cristo, o “Médico Divino”, deseja não apenas a saúde do nosso corpo, mas, acima de tudo, a saúde da nossa alma
Nenhum de nós quer ficar doente ou enfrentar uma doença física que traga grande sofrimento, né? Todo ser humano evita o que causa dor. No entanto, à luz da fé, a doença e o sofrimento físico assumem um novo significado.
São João Paulo II instituiu um “Dia Mundial dos Doentes” anual e, em sua primeira mensagem, ele enfatizou como a fé pode nos ajudar a enfrentar qualquer doença:

“A doença, que na experiência cotidiana é percebida como uma frustração da força natural da vida, para os crentes torna-se um apelo a ‘ler’ a nova e difícil situação na perspectiva apropriada à fé. Fora da fé, além disso, como podemos descobrir no momento da provação a contribuição construtiva da dor? Como podemos dar sentido e valor às angústias, inquietações e males físicos e psíquicos que acompanham nossa condição mortal? Que justificativa podemos encontrar para o declínio da velhice e o objetivo final da morte, que, apesar de todo o progresso científico e tecnológico, inexoravelmente permanecem?

Sim, somente em Cristo, o Verbo encarnado, Redentor da humanidade e vencedor da morte, é possível encontrar respostas satisfatórias para essas questões fundamentais. À luz da morte e ressurreição de Cristo, a doença não aparece mais como um evento exclusivamente negativo; ao contrário, é vista como uma ‘visita de Deus’, uma oportunidade de liberar o amor, a fim de dar origem a obras de amor ao próximo, a fim de transformar toda a civilização humana em uma civilização do amor”.

Esse lado positivo do sofrimento não é uma pílula fácil de engolir, mas ajuda a manter a calma. Em vez de focar no negativo, reconheçamos que Deus permitiu essa doença por uma razão. Talvez não conheçamos essa razão imediatamente, mas, com o tempo, podemos vislumbrar o plano divino.

Sem fé, a doença pode ser difícil de suportar e nosso nível de ansiedade apenas aumenta. A boa notícia é que Jesus Cristo é o “Médico Divino” e deseja não apenas a saúde do nosso corpo, mas acima de tudo, a saúde da nossa alma. Com isso em mente, somos capazes de aceitar a cruz que Jesus nos dá e perguntar a Deus o que ele quer que aprendamos.

Jesus sempre esteve próximo daqueles que estavam doentes durante seu ministério na Terra e mostrou sua sincera compaixão por eles. Ele então tomou para si o sofrimento de todos nós e pregou-os na cruz. Em nosso sofrimento, podemos nos unir a Jesus na cruz e sentir uma pequena quantidade da dor que ele sofreu por nos amar.

São João Paulo II concluiu sua mensagem com uma oração a Nossa Senhora, pedindo sua ajuda a todos os enfermos e sofredores do mundo:

“Que a Santíssima Virgem, ‘Saúde dos enfermos’ e ‘Mãe dos vivos’, seja nosso apoio e nossa esperança … aumente nossa sensibilidade e dedicação aos que estão sendo testados, juntamente com a expectativa confiante do dia iluminado de nossa salvação, quando toda lágrima será seca para sempre (cf. Is 25, 8). Que, de agora em diante, nos seja concedido gozar os primeiros frutos daquele dia, na alegria superabundante – apesar de todas as tribulações (cf. 2 Cor 7, 4) – prometida por Cristo, que ninguém pode tirar de nós ( Jo 16,22).”

Fonte: https://pt.aleteia.org/2020/03/11/como-a-fe-pode-nos-ajudar-a-enfrentar-qualquer-doenca/

Sobre Prof. Felipe Aquino

O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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