Castidade: virtude antiquada?

Nosso Senhor Crucificado, Casa dos Arautos do Evangelho, Rio de Janeiro – Foto: João Paulo Rodrigues

Muitos “católicos” de hoje, dizendo-se discípulos de Cristo, se eximem de praticar a virtude angélica, como se fosse ela obsoleta.

Há uma virtude cristã que cada vez mais cai em desuso na sociedade; e isso inclusive nos meios católicos.

Ora, desde há muito são ridicularizados aqueles que praticam a virtude da Castidade – sobretudo os varões –; tidos por loucos, desajustados e doentes.

O resultado é que a fraqueza da carne já não é mais, somente ela, a causa dos inúmeros pecados de incontinência que se cometem em nossos dias; mas a vergonha de se dizer católico praticante – e, portanto, praticante da castidade – leva a afundar no lodaçal da impureza – pelos pensamentos, palavras ou ações – mesmo as almas que nela não ousariam se sujar não fosse a o receio de ficar mal diante dos outros.

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Paradoxo: o homem tem vergonha de desagradar aos homens; para isso comete faltas vergonhosas sabendo desagradar a Deus… que tudo vê.

Nosso Senhor Jesus Cristo assumiu nossa carne do corpo virginal de Maria Santíssima. Ele mesmo quis permanecer virgem para mostrar-nos a beleza da Castidade.

“A paixão [dos movimentos carnais] é a que mais tiraniza os homens; ela é universal, e o triunfo que o Evangelho sobre ela alcançou é uma das provas da divindade do Cristianismo”.[1]

Mas a péssima influência na sociedade daqueles que são ideologicamente opostos à virtude da Continência – opostos à Igreja Católica, portanto – continua sendo um dos grandes fatores para que os homens comecem a abraçar a impureza desde muito cedo.

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Pouco ou nada se diz, todavia, para alertar do perigo que correm tais almas. Entregues às paixões, não tardarão em trocar definitivamente a Luz – Jesus Cristo – pelas trevas do pecado.

“O julgamento é este: a luz veio ao mundo, mas os homens preferiram as trevas à luz, porque suas ações eram más. Quem pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, para que suas ações não sejam denunciadas.” (Jo, 3, 19-20)

Sirva-nos este trecho do Evangelho como pretexto para um sério exame de consciência: como tenho agido eu com relação a esta tão séria e delicada virtude? Não será que tenho me afastado da Igreja ou daqueles que verdadeiramente a representam, para que minhas más ações não sejam denunciadas – ainda que na solidão de minha consciência?

Afonso Costa

Fonte: https://gaudiumpress.org/content/castidade-virtude-antiquada/

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Sobre Prof. Felipe Aquino

O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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