A Igreja deve deixar de ser mundana, diz Bento XVI

Segundo o ACI (26/07/2021), o papa emérito Bento XVI disse que a Igreja, “para cumprir sua missão”, deve “desprender-se do mundo”. Em entrevista à revista alemã Herder Korrespondenz disse que “enquanto nos textos oficiais da Igreja as funções falarem mais alto que o coração e o espírito, o mundo continuará a se distanciar-se da fé”.

Para Bento XVI, “em instituições da Igreja – hospitais, escolas, Cáritas – muitas pessoas participam de posições decisivas, mas não partilham a missão interior da Igreja” e “em muitos casos, obscurecem o seu testemunho”. Segundo Bento XVI, “espera-se um testemunho de fé verdadeiro e pessoal dos operadores da Igreja”.

O papa emérito lembrou que a Igreja não separa o trigo do joio nem o peixe bom do ruim e, portanto, “não poderia se tratar de separar o bem do mal, mas, sim, de separar os crentes dos não crentes”.

E suas declarações, Bento XVI usou a palavra “desmundanização” e comentou que ela vem do vocabulário filosófico e talve não seja totalmente adequada. “A palavra desmundanização indica a parte negativa do movimento que me preocupa”, mas, “o aspecto positivo não é suficientemente expresso pelo termo”.

Fonte: https://www.acidigital.com/noticias/a-igreja-deve-deixar-de-ser-mundana-diz-bento-xvi-99485

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Sobre Prof. Felipe Aquino

O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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