6 práticas que não devem ser realizadas nas missas durante a Quaresma

Como em outros tempos litúrgicos, a Quaresma, que começou no dia 17 de fevereiro, tem suas normas litúrgicas e, nesse sentido, há práticas que a Igreja Católica indica que não devem ser realizadas nestes 40 dias de preparação espiritual para a Páscoa.

A seguir, apresentamos seis práticas que devem ser evitadas durante a Quaresma

1. Tocar música instrumental durante a Missa

Em algumas paróquias, costuma-se tocar música instrumental em alguns momentos da Santa Missa sem que ninguém esteja cantando. Embora esta prática não seja proibida durante outros tempos litúrgicos, na Quaresma, com algumas exceções, não deve ser realizada.

Segundo o numeral 313 da Instrução Geral do Missal Romano: “No tempo da Quaresma só é permitido o toque do órgão e dos outros instrumentos musicais para sustentar o canto. Exceptuam-se, porém, o domingo Laetare (IV da Quaresma), as solenidades e as festas”.

2. Cantar ou recitar o “Glória”

O ponto número 53 da Instrução Geral do Missal Romano afirma que “o Glória, é um hino antiquíssimo e venerável, pelo qual a Igreja, congregada no Espírito Santo, glorifica e suplica a Deus Pai e ao Cordeiro”.

” É cantado ou recitado aos domingos” na Missa; com exceção dos domingos do “Advento e da Quaresma” e “nas solenidades e festas e ainda em celebrações especiais mais solenes”.

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3. Cantar ou recitar o Aleluia antes do Evangelho

O Aleluia é uma aclamação os fiéis recitamos antes de ler o Evangelho para professar a nossa fé e acolher e saudar o Senhor que nos falará.

Esta prática ocorre durante todo o ano, com exceção do Tempo da Quaresma.

De acordo com o ponto 62 da Instrução Geral do Missal Romano: “O Aleluia é cantado em todo o tempo, exceto na Quaresma. O Versículo é tomado do lecionário ou do Gradual”.

“No Tempo da Quaresma, no lugar do Aleluia, canta-se o versículo antes do Evangelho proposto no lecionário. Pode-se cantar também um segundo salmo ou trato, como se encontra no Gradual”, acrescenta.

4. Colocar flores no altar

Durante a maior parte do ano, o altar é decorado com flores. Esta prática, que envolve colocar flores com moderação ao redor e não na mesa do altar, não se realiza na Quaresma com certas exceções.

De acordo com o ponto 305 da Instrução Geral do Missal Romano: “No Tempo da Quaresma é proibido ornamentar com flores o altar. Excetuam-se, porém, o domingo “Laetare” (IV na Quaresma), solenidades e festas”.

5. Esvaziar as fontes de água benta

Jimmy Akin escreveu no National Catholic Register que, nos últimos anos, algumas paróquias tiraram água benta das fontes batismais durante a Quaresma, e algumas até as encheram com areia.

Explicou que realizaram esta prática para comunicar a ideia de que este tempo de aridez espiritual é uma experiência de “deserto”, que antecede a Páscoa, na qual as pessoas se abstêm de usar o sacramental da água benta. No entanto, esta prática não é permitida pela Igreja Católica.

A Congregação para o Culto Divino especificou que a água benta só pode ser removida das fontes nos dias do Tríduo Pascal, mas apenas para preparar a bênção da água na Vigília Pascal. Esta prática é realizada nos dias em que a Eucaristia não é celebrada; ou seja, sexta-feira e sábado santo.

Esclareceu que “não é permitido retirar Água Benta das fontes durante o tempo da Quaresma” por dois motivos:

“A legislação litúrgica vigente não prevê esta inovação, que além de ser praeter legem [fora da lei] é contrária a uma compreensão equilibrada do tempo da Quaresma, que, embora seja verdadeiramente um tempo de penitência, é também um tempo rico no simbolismo da água e do Batismo, constantemente evocado nos textos litúrgicos”.

Além disso, a Igreja encoraja os fiéis a “fazer uso frequente dos sacramentos e sacramentais” o tempo todo, incluindo a Quaresma. “O ‘jejum’ e a ‘abstinência’ que os fiéis abraçam neste momento não se estendem à abstenção dos sacramentos ou dos sacramentais da Igreja”, sublinhou.

Durante a pandemia Covid-19, igrejas em todo o mundo retiraram água benta de suas fontes para prevenir o contágio do vírus.

6. Cobrir cruzes e estátuas com véus antes do tempo

Segundo Akin, nos últimos anos algumas paróquias nos Estados Unidos tamparam ou removeram cruzes e estátuas no início da Quaresma. No entanto, convém lembrar que essa prática se realiza a partir do quinto domingo da Quaresma, que é o domingo anterior ao Domingo de Ramos, data que dá início à Semana Santa.

Segundo a Congregação para o Culto Divino “o costume de cobrir as cruzes e as imagens das igrejas, a partir do domingo V da Quaresma, pode ser preservado, segundo o critério da Conferência dos Bispos. As cruzes permanecem cobertas até depois da celebração da Paixão do Senhor, na Sexta-Feira Santa, e as imagens até o início da Vigília Pascal”, destacou.

Publicado originalmente em ACI Prensa. Traduzido e adaptado por Nathália Queiroz.

Fonte: http://www.acidigital.com/noticias/6-praticas-que-nao-devem-ser-realizadas-nas-missas-durante-a-quaresma-13749

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Sobre Prof. Felipe Aquino

O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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