6 chaves para entender o dramático caso de Alfie Evans

Segundo o ACI Digital (15/03/2018), Alfie Evans é um menino de apenas 22 meses que tem uma condição neurológica degenerativa e que está passando por uma luta difícil para sobreviver na Inglaterra; um caso que chamou a atenção de todo o mundo.

A seguir, confira 6 chaves para entender o caso dramático:

1. Um tribunal ordenou desconectar o seu suporte vital

Em 20 de fevereiro, um tribunal ordenou, após o pedido dos médicos que cuidam de Alfie e contra o desejo dos pais do menino, desconectar o suporte que o mantém vivo no Alder Hey Children’s Hospital em Liverpool, na Inglaterra.

Os médicos dizem que Alfie permanece em “estado vegetativo” e que os esforços adicionais são inúteis para mantê-lo vivo.

O juiz Anthony Hayden decidiu que “agora Alfie precisa de cuidados paliativos de boa qualidade”, por isso “necessita de paz, tranquilidade e estabilidade, para que possa concluir a sua vida como a viveu”.

2. Os pais apelaram da decisão

Os pais de Alfie, Tom Evans e Kate James, apelaram da decisão e um segundo tribunal rechaçou o seu pedido em 6 de março.

Um dos três juízes que tomou a decisão assinalou o seguinte: “Para ser justos com os pais que estão esperando, deveria deixar claro desde o princípio, que o seu pedido foi rejeitado”.

King disse que uma ressonância magnética em novembro de 2017 mostrou que 70% da matéria no cérebro de Alfie havia sido destruída.

3. Recurso ante o Supremo Tribunal

Os pais de Alfie apresentaram um recurso ante o Supremo Tribunal contra a decisão da Corte de Apelação.

Os três juízes responsáveis pelo caso divulgarão a decisão no decorrer da próxima semana.

A ‘BBC’ informou que uma porta-voz do tribunal assinalou que “a corte está ciente da urgência deste tema” e indicou que pedirão à família e ao hospital “para compartilharem as suas posições”.

4. O “exército de Alfie”

A luta pela vida de Alfie chamou a atenção de todo o mundo, com dezenas de milhares de pessoas formando o “Exército de Alfie” nas redes sociais.

“Neste momento, Alfie não está pronto e nós não estamos prontos para deixá-lo morrer”, disse à ‘BBC’ Tom Evans, pai de Alfie.

Embora os médicos tenham descrito a condição da criança como intratável, seus pais estão pedindo a transferência do filho ao Hospital Pediátrico Bambino Gesú, em Roma, mais conhecido como Hospital do Papa.

5. Se ele morrer será um herói

Tom Evans afirmou que “se Alfie morrer na viagem, morrerá como um herói. Morrerá como um soldado”.

“Ele merece viver, merece ser levado a outro lugar e que possa ter qualquer opção. Eu sempre tenho esperança”, destacou.

“Eles estão lutando para ter mais alguns meses para continuar procurando opções. Esta é uma posição que milhões de pais em todo o mundo adotariam. Ele morrerá lutando, mas morrerá como um herói. Milhões de pessoas considerarão uma morte nobre e heroica”, afirmou o advogado da família.

6. A semelhança com o caso de Charlie Gard

O caso de Evans se assemelha ao de Charlie Gard, um menino inglês que tinha uma doença terminal e faleceu em julho de 2017, depois que desconectaram o seu suporte vital, também contra a vontade de seus pais.

Gard tinha 11 meses e esteve no centro de um debate legal, de meses de duração. Os médicos do Hospital Great Ormond Street, que cuidaram de Gard, também foram ao tribunal a fim de desconectar o seu suporte vital.

Fonte: http://www.acidigital.com/noticias/6-chaves-para-entender-o-dramatico-caso-de-alfie-evans-19520/

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Sobre Prof. Felipe Aquino

O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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