13 dados que talvez não conhecesse sobre a vida de Santa Teresa Benedita da Cruz

Neste dia 9 de agosto, é celebrada a festa de Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein, por seu nome de batismo), cujo testemunho de conversão do judaísmo ao catolicismo comoveu milhares de fiéis.

A seguir, apresentamos 13 dados sobre sua inspiradora vida de fé, marcada pelo intelecto e sua caridade nos campos de concentração.

1. Desde criança, mostrou seu intelecto superior

Sua irmã Erna Biberstein-Stein escreveu que, quando Edith era pequena, “tinha uma memória formidável e retinha tudo”, e que durante o ensino infantil, “destacava-se intelectualmente em relação a todas as crianças”.

Por isso, ingressou na escola antes do costume da época, onde “obteve resultados brilhantes”.

2. Foi escolhida em vez de um dos filósofos mais brilhantes do século XX

Em sua juventude, Edith estudou História e Filosofia na Universidade de Gottiengen. Seus trabalhos impressionaram tanto seu professor Edmund Husserl, que a escolheu como sua assistente de cátedra em vez de Martin Heidegger, um dos pensadores e filósofos mais influentes do século XX.

3. Serviu na Cruz Vermelha

Durante a Primeira Guerra Mundial, a santa se alistou na Cruz Vermelha para servir como enfermeira em um hospital austríaco, até que este foi fechado em 1916.

“Ali, como em todas as partes, trabalhou com toda a alma, sendo estimada tanto pelos feridos como pelas companheiras e superiores”, indicou sua irmã Erna.

4. Escrevia poesias para seus entes queridos

Erna afirmou que o dia de seu casamento com Hans Biberstein, em 1920, Edith compôs “belas poesias para todas as sobrinhas e sobrinhos. Nelas reviviam as experiências mais placentárias de nossos anos estudantis e de nossa infância”.

5. Santa Teresa de Jesus influenciou sua conversão

Durante sua adolescência, Edith se afastou do judaísmo, religião professada por sua família. Em 1921, conheceu uma viúva que a fez se aproximar de Deus e começou a ler a biografia de Santa Teresa de Jesus.

Depois de atravessar uma profunda crise, ela decidiu se batizar na Igreja Católica.

6. Sua passagem do judaísmo ao catolicismo foi dura para sua família

Erna relatou que Edith lhe confiou sua decisão de se converter ao catolicismo e lhe pediu que contasse a sua mãe.

“Esta decisão significava um duro golpe para quem era uma autêntica crente judia e considerava como apostasia que Edith aceitasse outra religião. Também foi difícil para nós, mas tínhamos tanta confiança no convencimento interior de Edith, que aceitamos sua passagem muito apesar de nós mesmos, depois de ter tentado de forma vã dissuadi-la por causa de nossa mãe”, indicou.

Edith foi batizada em 1922.

7. Ingressou no Carmelo aos 42 anos

A santa passou os anos seguinte trabalhando como professora, escrevendo livros e recebendo propostas para ensinar em várias universidades, incluindo na América do Sul, mas sentiu o chamado do Senhor.

Depois de um processo de discernimento vocacional, ingressou no Carmelo em 1934 e adotou o nome de Teresa Benedita da Cruz. Nessa época, tinha 42 anos e era uma intelectual famosa.

8. Sua irmã também se converteu ao catolicismo

Sua irmã Rosa também se converteu ao catolicismo. Naquela época, a situação dos judeus na Alemanha piorou e tanto ela como Edith foram levadas a uma comunidade carmelita na Holanda.

Rosa serviu como irmã leiga.

9. Negou-se a ir para a Suíça sem sua irmã

Os nazistas começaram a deter os judeus na Holanda e, para se proteger, Edith pediu um visto para Suíça, para se mudar com sua irmã Rosa ao Convento das Carmelitas de Le Paquier. Disseram-lhe que podiam aceitar somente ela, mas não Rosa.

Edith decidiu ficar com sua irmã e empregou seu tempo a terminar de escrever “A Ciência da Cruz”.

10. Escreveu um livro sobre o valor da mulher

Edith Stein foi uma das primeiras mulheres a obter doutorado em Filosofia e se destacou por seu brilhante intelecto em um campo que tradicionalmente tinha sido dominado por homens.

Antes de ingressar na vida religiosa, a santa deu conferências sobre o valor e o aporte da mulher para a sociedade contemporânea. Seu pensamento sobre o tema está plasmado no livro “A mulher: Sua natureza e missão”.

11. Os nazistas a prenderam por sua origem judia

Devido à sua origem judia, Edith foi presa em 2 de agosto de 1942 pelos nazistas quem invadiram o Carmelo de Echt e a levaram junto com Rosa.

Um testemunho narrou que a santa segurou a mão de sua irmã e lhe disse: “Vem Rosa, vamos por nossa gente”.

12. Esteve em dois campos de concentração

Edith e Rosa foram levadas ao campo de concentração de Westerbork. Ali, a santa dava consolo e ajudava os prisioneiros, que viviam em condições desumanas e em meio a constantes humilhações por parte dos nazistas.

O testemunho de serenidade e caridade de Edith foi relatado por presos.

Durante a madrugada de 7 de agosto de 1942, a santa foi levada em um trem junto com outros mil presos ao campo de concentração de Auschwitz, na Polônia.

13. Morreu na câmara de gás e ofereceu seu martírio pela conversão da Alemanha

Edith Stein chegou a Auschwitz em 9 de agosto de 1942 e imediatamente foi conduzida à câmara de gás.

A mártir ofereceu sua vida pela salvação das almas, a libertação de seu povo e a conversão da Alemanha.

Foi canonizada em 1998 por São João Paulo II, que a chamou de “mártir por amor”.

Fonte: https://www.acidigital.com/noticias/13-dados-que-talvez-nao-conhecesse-sobre-a-vida-de-santa-teresa-benedita-da-cruz-58678

Sobre Prof. Felipe Aquino

O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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