10 informações sobre Pierre Toussaint, ex-escravo a caminho da santidade

Segundo o ACI (29/06/2021), no dia 30 de junho comemora-se o 168º aniversário da morte de Pierre Toussaint, ex-escravo que foi proclamado venerável. Para celebrar esse acontecimento seguem dez dados sobre a vida e obra de um dos personagens mais fascinantes do catolicismo nos Estados Unidos:

1. Nasceu escravo e tornou-se livre

O venerável Pierre Toussaint nasceu escravo em 27 de junho de 1766, no Haiti, mas tornou-se um homem livre em Nova York, nos Estados Unidos. Morreu em 30 de junho de 1853, aos 87 anos, sendo considerado o homem mais querido da cidade pela sua exemplar vida católica.

2. Ajudou financeiramente a viúva de seu antigo senhor

Foi trazido como escravo do Haiti a Nova York pela família Bérard. Depois da morte do seu senhor, o venerável Toussaint apoiou financeiramente a viúva de Bérard, por caridade cristã, até que ela se casasse novamente.

3. Trabalhou como barbeiro

Aos 20 anos, ainda escravizado pela família Bérard, aprendeu a cortar cabelo. Tornou-se o barbeiro preferido e, em consequência, confidente da alta sociedade de Nova York.

4. Teve grande profissionalismo e qualidade humana

O venerável Toussaint era muito apreciado pelos seus clientes por suas habilidades profissionais, mas sobretudo porque sempre escutava os problemas de cada um com profunda empatia e com uma perspectiva sobrenatural.

5. Rejeitava a fofoca

Era muito apreciado por honrar a confiança que os seus clientes depositavam nele e se absteve corajosamente das fofocas, em especial quando o instavam a murmurar. “Sou barbeiro, não um jornal de notícias”, respondeu uma vez a um cliente fofoqueiro.

6. Ajudava os pobres e doentes

O venerável Toussaint uniu-se à Sociedade do Santíssimo Sacramento e à Sociedade da Beneficência na Igreja de São Pedro, sua paróquia em Manhattan. Fazia generosas doações e visitava pessoalmente os doentes e os pobres.

7. Compartilhou sua riqueza com as crianças órfãs

O venerável Toussaint e sua esposa Juliette conseguiram ter seu próprio negócio e construíram um significativo patrimônio. Compartilhavam com os mais necessitados, especialmente com as obras católicas relacionadas ao cuidado dos órfãos, sem se importar com o racismo. Toussaint foi um dos principais angariadores de recursos para o orfanato de Santa Elizabeth Ann Seton, em Nova York, embora o centro só acolhesse crianças brancas.

8. Apoiou a primeira comunidade de irmãs negras

O venerável Toussaint foi um generoso doador e apoiador do orfanato da Congregação das Irmãs Oblatas da Providência, a primeira comunidade de irmãs negras dos EUA.

9. Foi o primeiro leigo a ser enterrado na catedral de São Patrício

Em 1991, o cardeal John Joseph O’Connor iniciou o processo oficial para a sua beatificação e fez com que o seu cadáver fosse exumado e transferido para a catedral de São Patrício, em Nova York, onde foi enterrado. Assim, o venerável Toussaint teve a grande honra de tornar-se o primeiro leigo a ser sepultado na cripta sob o altar principal da igreja mais importante da cidade.

10. Foi declarado venerável por um pontífice santo

Em 1996, o papa São João Paulo II declarou venerável Pierre Toussaint e, com isso, reconheceu a sua vivência e prática das virtudes cristãs em grau heroico, ou seja, de forma excepcional e exemplar.

Fonte: https://www.acidigital.com/noticias/10-informacoes-sobre-pierre-toussaint-ex-escravo-a-caminho-da-santidade-26466

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Sobre Prof. Felipe Aquino

O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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