Você conhece os 36 Doutores da nossa Igreja?

doutoresdaigrejaO que é um Doutor da Igreja?

Doutor da Igreja é aquele cristão ou aquela cristã que se distinguiu por notório saber teológico em qualquer época da história. Os Doutores da Igreja são homens e mulheres ilustres que, pela sua santidade, pela ortodoxia de sua fé, e principalmente pelo eminente sa­ber teológico, atestado por escritos vários, foram honrados com tal título por desígnio da Igreja.

Qual a diferença entre Doutor e Padre da Igreja?

Os Doutores se assemelham aos Padres da Igreja (Patrística), dos quais tam­bém diferem. Padres da Igreja são aqueles cristãos (Bispos, presbíteros, diáconos ou leigos) que contribuíram eficazmente para a reta formulação das ver­dades da fé (SS. Trindade, Encarnação do Verbo, Igreja, Sacramentos. ..) nos tempos dos grandes debates e heresias. O seu período se encerra em 604 (com a morte de S. Gregório Magno) no Ocidente e em 749 (com a morte de S. João Damasceno) no Oriente. Para que alguém seja considerado Padre da Igreja, requer-se antiguidade (até os séculos VII/VIII), ao passo que isto não ocorre com um Doutor. Para os Padres da Igreja, basta o reconhecimento concreto, não explicitado, da Igreja, ao passo que para os Doutores se requer uma proclamação explicita feita por um Papa ou por um Concílio. Para os Padres, não se requer um saber extraordinário, ao passo que para um Doutor se exige um saber de grande vulto. Por conseguinte, o que caracteriza um Padre da Igreja é princi­palmente a sua antiguidade; ao contrário, o Doutor se identifica, principalmente, pelo seu saber notório. No entanto, isto também não impede que haja Padres da Igreja que também sejam Doutores, como é o caso de S. Ambrósio, S. Agostinho, S. Jerônimo, S. Gregório Magno, entre outros.

Atualmente, nossa Igreja, possui 36 santos declarados doutores, sendo o último nomeado o monge Gregório de Narek, em setembro de 2015. Conheça-os e procure estudar mais sobre a vida e obra deles:

(Nome, função, ano de falecimento, país de origem e principais obras)escola_santos_doutores

1) Hilário de Poitiers, Bispo, 367, França (A Trindade; Comentário aos Salmos; Comentário a S. Mateus);

2) Atanásio, Bispo, 373, Egito (A Encarnação do Verbo; Apologia Contra os Arianos);

3) Efrém, Diácono, 378, Síria (Comentários a Bíblia, Poemas de Nísibe);

4) Basílio, Bispo, 379, Turquia (Tratado do Espírito Santo);

5) Cirílio, Bispo, 386, Palestina (Catequeses; Jerusalém);

6) Gregório Nazianzeno, Bispo, 390, Turquia (Homilias; Cartas,Versos);

7) Ambrósio, Bispo, 397, Itália (Comentário do Evangelho de Lucas; Tratado da Virgindade);

8) João Crisóstomo, Bispo, 407, Turquia (O Sacerdócio; Homilias, Cartas);

9) Jerônimo, Monge, 419, lugoslávia (Vulgata);

10) Agostinho, Bispo, 430, Argélia (Confissões; Cidade de Deus; A Trindade; Cartas);

11) Cirilo de Alexandria, Bispo, 444, Egito (Comentário de S. João; Contra Nestório);

12) Pedro Crisólogo, Bispo, 450, Itália (Homilias);

13) Leão Magno, Papa, 461, Itália (Homilias; Cartas);

14) Gregório Magno, Papa, 604, Itália (Moral; Diálogos);

15) Isidoro de Sevila, Bispo, 636, Espanha (Etimologias);

16) Beda, o Venerável, Monge, 735, Inglaterra (História Eclesiástica dos Anglos);

17) João Damasceno, Monge, 749, Síria (Contra os Iconoclastas);

18) Pedro Damião, Cardeal, 1072, Itália (O Livro de Sodoma; Vida de S. Romualdo; Sermões);

19) Anselmo, Bispo, 1109, Inglaterra (Monologion; Proslogion; A Verdade; Cartas);

20) Bernardo, Abade, 1153, França (A Graça; Para Eugênio III; Sermões sobre o Cântico dos Cânticos);

21) Antônio de Pádua, Frade, 1231, Portugal (Sermões);

22) Tomás de Aquino, Frade, 1274, Itália (Suma Teológica; Contra Gentiles; Com. de Pedro Lombardo);

23) Boaventura, Cardeal, 1274 Itália (Apologia dos Pobres; Itinerário do Espírito a Deus);

24) Alberto Magno, Bispo, 1280, Alemanha. (38 vol.s sobre Ciência, Teologia, Filosofia, Bíblia);

25) Catarina de Sena, Religiosa, 1380, Itália (Diálogo, Cartas);

26) Teresa de Ávila, Monja, 1582, Espanha (Autobiografia; Caminho da Perfeição; Castelo Interior ou As Moradas);

27) João da Cruz, Frade, 1591, Espanha (Cântico Espiritual; Subida do Carmelo; Noite Obscura);

28) Pedro Canísio, Padre, 1597, Alemanha (Catecismo); ensinamentos_dos_santos

29) Lourenço de Brindisi, Frade, 1619, Itália (Comentário do Gênesis; Sermões);

30) Roberto Belarmino, Cardeal, 1621, Itália (Controvérsias);

31) Francisco De Sales, Bispo, 1622, França (Introdução à vida devota; Tratado do Amor de Deus);

32) Afonso Maria de Ligório, Bispo, 1787, Itpalia (Prática de amar a Jesus Cristo; A oração);

33) Teresa de Lisieux, Monja, 1897, França (Autobiografia);

34) João de Ávila, Presbítero, 1569, Espanha (Audi, filia; Epistolário Espiritual para todos os Estados; O Conhecimento de Si Mesmo; Tratado sobre o Sacerdócio);

35) Santa Hildegarda de Bingen, 1179, Alemanha (Trilogia Liber scivias Domini, Liber Vitae Meritorum, Liber Divinorum Operum);

36) Gregório de Narek, Monge, 1005, Armênia (O Livro das Lamentações ou Narek).

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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