Vaticano nomeia Conselho Curador para a AIS

Roma, 23 de maio de 2012 (ACIDIGITAL) Na continuação do processo de elevação da associação internacional “Ajuda à Igreja que Sofre” (AIS) ao status de fundação pontifícia, tal como proposto pelo Papa Bento XVI, foi constituído nesta terça-feira, 22, Roma, o organismo de coordenação superior da Fundação chamado Conselho Curador.

O Presidente do Conselho é o Cardeal Mauro Piacenza, Prefeito da Congregação para o Clero e que já havia sido nomeado pelo Papa também como Presidente da Ajuda à Igreja que Sofre. O Presidente Executivo da AIS, Johannes Freiherr Heereman, assume agora também o cargo de vice-presidente do Conselho Curador. O recém-instituído Conselho inclui ainda sete bispos e outros seis especialistas que serão nomeados em breve para ajudar a AIS a ter um trabalho cada vez mais presente nas comunidades mais necessitadas.

Assim, os Membros do Conselho Curador da Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) são: o Secretário da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, o Arcebispo Joseph Augustine Di Noia (EUA); o secretário da Congregação para a Evangelização dos Povos, o Arcebispo Hon Tai-Fa (China); o decano do “Tribunal da Rota Romana”, o Bispo Antoni Stankiewicz (Polônia); o Secretário do Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização, o Arcebispo José Octavio Ruiz Arenas (Colômbia); o Bispo de Eichstätt, Gregor Maria Hanke (Alemanha), o Bispo de Versalhes, Eric Aumonier (França); e o Bispo de Tivoli, Mauro Parmeggiani (Itália).

Após a morte do fundador da AIS, o sacerdote holandês Werenfried van Straaten, conhecido como o “Padre Toucinho”, que ganhou o apelido graças aos seus constantes apelos aos fazendeiros flamengos por contribuições de comida para os refugiados alemães depois da II Guerra Mundial, o Papa Bento XVI, que quando era cardeal foi do círculo de doadores da AIS, realizou há dois anos uma “reconstituição institucional” desta organização caritativa católica. A Obra foi então convertida numa fundação autônoma de direito pontifício e civil do Estado do Vaticano com nova estrutura de gestão.

A sede administrativa da “Ajuda à Igreja que Sofre” continua a ser em Königstein, na Alemanha, mas a Fundação tem escritórios em 17 países, além da sede legal no Vaticano. Sua finalidade continua a mesma: “prestar auxílio de caráter religioso e material a nível mundial naquelas regiões onde a Igreja é perseguida ou onde, no cumprimento da sua missão, encontra situações de emergência humanitária ou onde os seus membros mais necessitados sofrem”.

Outras tarefas da Fundação são o apoio ao trabalho pastoral de sacerdotes e religiosos, bem como a promoção de diversas iniciativas de caráter religioso, como a formação de catequistas ou mesmo a doação de barcos para sacerdotes que vivem em missão pelos rios do Amazonas.

Uma característica fundamental da Fundação é o fato de os benfeitores constituírem uma família espiritual unida com a Igreja sofredora através da oração e do sacrifício. Nos mais de 5000 projetos de auxílio aprovados anualmente a Ajuda à Igreja que Sofre dá particular atenção à Igreja dos países onde cristãos correm risco de vida para praticar a sua fé.

O Presidente Executivo, Johannes Freiherr Heereman, encarregado desde novembro da coordenação e da gerência operativa da Obra com os seus 17 escritórios ao redor do mundo, salientou que a “Ajuda à Igreja que Sofre” é uma obra de amor ao próximo. Heereman disse ainda estar convencido de que a “Ajuda à Igreja que Sofre” irá sair reforçada deste processo de renovação, tanto a nível espiritual como estrutural. A reestruturação simplifica a procura de decisões e contribuirá para um emprego mais eficaz e orientado dos fundos doados.

Financiada inteiramente com doações particulares a “Ajuda à Igreja que Sofre” apoia projetos em mais de 140 países de todos os continentes, incluindo o Brasil, onde mais de 500 projetos são aprovados anualmente.

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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