Valor da Patrística para a Teologia

sanbernardo-visionO termo teológico “Patrística” estende-se à era de atuação dos Padres da Igreja, sua época e suas obras, especificamente entre os séculos II ao séc. VII. E reflete sobre todo o trabalho que realizaram estes homens, nas áreas dogmática, doutrinária, exegética, filosófica e teológica. Os Padres da Igreja encontram-se entre as mais importantes figuras da Igreja, pelo notável empenho que tiveram além de suas colaborações as perspectivas doutrinárias da Teologia. No período Patrístico consolida-se a doutrina da Igreja em seus aspectos fundamentais, vencem-se as heresias e as controvérsias doutrinárias que ameaçavam a integridade da fé e a continuidade da Igreja.

Esta era é encabeça por homens movidos pela providência Divina para auxilio da Igreja em momentos difíceis, foram os verdadeiros Guardas do Deposito de fé, a Tradição. As testemunhas mais próximas e fieis da Tradição “da qual os Padres da Igreja são as testemunhas sempre atuais” assim se proclama o Catecismo (CIC nº 688).O_alvorecer_menor

Defenderam teses complexas que versavam sobre questões como: a Divindade plena de Cristo, as duas naturezas de sua pessoa, sua união hipostática a maternidade divina de Maria, a sua virgindade perpétua, o primado de Pedro, o primado da Sé Romana, a necessidade universal da Graça, a Santíssima Trindade a qual brilhou a luz dos Padres Capadocios, os santíssimos sacramentos, entre muitas outras questões, que as Escrituras em sua base não respondem explicitamente, foram eles que repercutiram durante anos, décadas essas questões iluminados pelas Escrituras e pela Tradição Apostólica, exerceram também muita referência nas futuras resoluções quanto a escolha e na comprovação dos escritos neo-testamentarios canônicos que hoje compõem a Bíblia.

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Você sabe o que é Patrística?

Patrologia e Patrística: Âmbito e definições

O objetivo desta seção é, portanto aprofundar os ensinamentos desses grandes teólogos da Igreja, e assim reverenciar as suas vidas e tudo o que fizeram pela fé católica com a exposição de varias obras da vasta literatura Patrística.

A Literatura Patrística (Escritos dos Pais da Igreja) compõe altíssima importância para o Cristianismo, nestas verificamos em que a Igreja primitiva pregava e observava como crença, qual foi à fé dos primeiros cristãos e sobre a continuidade desta fé, são as a provas mais sagazes do Cristianismo historicamente, seus ensinos, exortações e tratados representam notoriedade para a Igreja.

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A Literatura Patrística divide-se basicamente em três períodos:

Padres do Período Ante-Niceno: Anterior ao primeiro grande Concílio Ecumênico de Niceia (324 d.C). Geralmente compreende os escritos produzidos entre o I e Início do IV Séculos.escoladafei

Período Niceno: Período referentes à época do concílio e imediatamente posteriores ao Concílio Ecumênico de Nicéia (324 d.C). Composto dos escritos surgidos entre o início do IV Século até o final deste. Período em que surgem os primeiros grandes sistemas filosóficos do Cristianismo e das grandes sistematizações teológicas.

Período Pós-Niceno: Corresponde ao o V ao VIII Séculos, em que se reelaboram as doutrinas já formuladas pelo Magistério da Igreja, também estiveram em pauta algumas outras preocupações de caráter eclesiológico e moral no Ocidente.

Fonte: http://www.veritatis.com.br

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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