Um livro muito oportuno: Raízes Históricas e Filosóficas do Ateísmo Contemporâneo

raizes_historicas_e_filosoficasO Dr. Francis Collins, médico, químico e físico, coordenador do maior Projeto de biotecnologia do mundo, que decodificou o Genoma Humano em 2003, disse com todas as letras que “o ateísmo é a opção mais irracional”, sobretudo contra a razão.

No entanto, propaga-se, principalmente nos meios universitários, um ateísmo cada vez mais agressivo à religião e “a tudo que leva o nome de Deus” (2 Ts 2,4). Quer se banir Deus da sociedade a todo custo, como se a religião fosse a causa dos males deste mundo, e não a sua falta. Procura-se zombar daquele que tem fé, menospreza-se a Revelação bíblica como se fosse mera crendice. O Cardeal Poupard disse que: “A descrença deixou de ser um fenômeno reduzido a alguns poucos indivíduos para converter-se em um fenômeno de massa”.

É moda hoje nas universidades ler filósofos ateus como Nietzsche, o propagador da “Morte de Deus”, Jean P. Sartre, Marcuse, Marx,  Schopenhauer, Feuerbach, etc.. Eles consideravam a religiosidade como uma inconsciente projeção, como se Deus não fosse senão “uma ilusão do homem”, uma compensação de sua miséria e uma fuga de sua realidade. Mas nenhum deles explicou a Criação. Um mundo sem Deus é desumano, egoísta, individualista, hedonista. Daí a famosa frase do filósofo ateu Jean-Paul Sartre: “o inferno são os outros”. O homem deixa de ser irmão para se converter em obstáculo, em opositor, concorrente.

É incrível como os arautos do ateísmo moderno,  desconhecem os escritos cristãos de sábios como São Tomas de Aquino, Santo Agostinho, Santo Anselmo, Santo Alberto Magno, São Leão Magno, São Gregório Magno,  Chesterton, Edith Stein, Paul Johnson, Daniel-Rops, Paul Claudel, Frossard, C.S. Lewis, Peter Sewald, Vittorio Messori, Pio XII, João XXIII, João Paulo II, Paulo VI, Bento XVI… só para citar alguns. Seriam eles inocentes úteis, atrás de um “delírio” chamado Deus, como quis Richard Dawkins?

O ateísmo hoje faz escola. Dezenas de livros sobre o ateísmo registram o maior crescimento da História. O primeiro é do zoólogo britânico Richard Dawkins: “The God Delusion” (A Ilusão de Deus). Sam Harris: “Letter to a Christian Nation” (Carta a uma Nação Cristã), um desafio à fé cristã, uma crítica racional da religião. Daniel Dennett: “Breaking the Spell”. A “Sociedade dos Céticos” edita uma revista mensal com a quinta maior tiragem entre as publicações especializadas do país.

Fruto dessa mentalidade o México viu a morte de centenas de cristãos, durante a chamada Guerra de Cristiada, em 1926 e a Espanha conheceu milhares de mártires na Guerra espanhola de 1930. Da mesma forma os nazistas assassinaram cerca de vinte milhões  e os  comunistas  mais de 100 milhões (Livro Negro do Comunismo, Stephan Courtois). Segundo o professor R.J. Rummel, da Universidade do Havaí, foram mortos mais de  262 milhões.

Mas, de onde vem tudo isso? As raízes do ateísmo são antigas e profundas. Dr. Lúcio Flavio Vasconcellos Naves escreveu um livro que muito ajuda a entender o fenômeno, RAÍZES HISTÓRICAS E FILOSÓFICAS DO ATEÍSMO CONTEMPORÂNEO. Um livro simples, mas profundo que a Editora Cléofas está disponibilizando em seu site (http://goo.gl/jCXDeL).

Prof. Felipe Aquino

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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