Um grande desafio (a começar, para os jovens)

O casamento religioso detém uma sabedoria milenar. “Este mistério é grande: eu me refiro a Cristo e à Igreja” (Ef 5, 32). A união “no Senhor” vem do paraíso, dos primeiros pais.  É vontade do Criador. Mas o mundo moderno está perdendo essa graça divina. Vejam só.  Numa das nossas Paróquias, nos idos de 1980, o número de casamentos era de uma média de 300/ano. Hoje se reduziram a uns 40. Ninguém imagine que os noivos só buscam mais as igrejas mais bonitas. Nestas também a diminuição foi drástica.  Hoje, sem deixar sequer um sobrenome certo para os filhos, a maioria dos jovens se ajuntam. Antigamente se dizia sem rebuços: se amasiavam.  Pelas leis da Igreja, esse casal vive em situação de pecado. Portanto, sua Eucaristia não é legítima. Chegaremos a um tempo em que haverá poucas Comunhões Eucarísticas autênticas. Os casais de união apenas consensual,tem a tendência de se tornarem as habituais. Eis que nessa situação, não foi “Deus que os uniu”. Logo, não dando certo, se pode iniciar legalmente outra experiência, sem dor de consciência.

Gostaria de saber o que a nova geração sente para com o sacramento do matrimônio.  Por que muitos acham desnecessário casar na Igreja? Os jovens se amam de fato, quando não querem se comprometer definitivamente com a  outra pessoa? A vida sexual, sem a bênção do Senhor, não lhes causa remorso e sentimento de pecado?  Acham suficiente fazer um frágil acordo, sem a presença da comunidade? Um lar sem a presença sacramental de Cristo,é considerado suficientemente sério? Os filhos podem se sentir seguros, quando os pais não arriscam dar o seu “sim” um ao outro? O casal sem sacramento do matrimônio, levando vida sexual normal, podem se sentir católicos praticantes? Pois bem. Eu gostaria de entabolar uma conversa sincera com os jovens, e também com os adultos, sobre esses assuntos. Fazer uma conversa livre. Minha intenção não é repreender, mas compreender. Para os que tem conceitos familiares incompletos, eu quero lhes apresentar as belezas da doutrina cristã. Vejam aqui embaixo o meu endereço eletrônico. Vamos abrir o jogo e conversar.


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Dom Aloísio Roque Oppermann scj
Arcebispo de Uberaba, MG

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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