Tribunal polonês rejeita proposta que pretendia retirar crucifixo da sede do Parlamento

polonesviewO site Gaudium Press informou nesta segunda-feira (16/12/13) que o Tribunal de Varsóvia, Polônia, rejeitou uma proposta apresentada por um grupo político que visava eliminar o crucifixo da Sala do Parlamento polonês, por ser “um elemento religioso”.

O Crucifixo foi instalado no Parlamento por iniciativa de um grupo de deputados crentes como mostra do fim do comunismo e do retorno aos valores católicos ao país.

“Ainda que a Cruz seja um símbolo religioso, não se pode ignorar sua importância como símbolo de identidade nacional e da cultura polonesa”, alegou o Tribunal de Varsóvia, estabelecendo que o crucifixo permanecerá na Sala do Parlamento polonês, pois sua presença “não viola nenhuma lei” e porque este é um símbolo da identidade do país.

De acordo com o L’Osservatore Romano, a decisão colocará um ponto final ao procedimento iniciado em 2011 pelo Movimento Político Liberal Palikot. O Movimento no entanto anunciou que levará o caso para a Corte da Europa dos Direitos Humanos, insistindo que a presença do crucifixo “viola os direitos de liberdade de consciência e religião”.

A magistratura polonesa decretou que dentro do âmbito da identidade nacional, o crucifixo prevalece como símbolo histórico-cultural, já que mais de 90% da povoação do país é católica.

Fonte: http://www.gaudiumpress.org/content/53971

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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