Sobre a visão beatífica em Jesus (Parte 2)

A visão é uma imagem que torna objetivo, postulando a imediatez. Ora, o relato evangélico não coloca Jesus numa linha de visão beatificante, mas de kenosis inclusive na sua realidade espiritual. Aliás, a própria liberdade humana do Cristo supõe certo desconhecimento, um espaço humano para que Jesus possa viver humanamente nossa condição de ser histórico. A visão beatífica seria a abolição desse mesmo espaço humano. E que não se venha argumentar que a alma de Jesus teria níveis diversos, postulando-se no seu ápice um gozo da visão beatífica, enquanto a parte mais baixa permaneceria sujeita ao sofrimento! Uma tal psicologia em diversos andares é completamente artificial, além de não explicar nada, já que a visão realmente beatífica invade, por natureza, a inteira psicologia humana da pessoa[25]. Não é a toa que S. Tomás é obrigado a postular a suspensão de tal visão para admitir o sofrimento real na alma de Jesus. K. Rahner explica de modo muito convincente que a filiação divina é a disposição fundamental da alma de Jesus, o pólo subjetivo, atemático da consciência humana de si mesmo, que gera, fundamenta e explica suas atitudes mais concretas. Esta disposição, reflexo da união hipostática na sua consciência humana, não deve ser concebida segundo um modelo de saber objetivo ou de uma consciência absolutamente clara de si mesmo. A filiação divina, dado fundamental presente ao pólo subjetivo da consciência do Cristo, é vivenciada de modo não reflexivo e atemático. É o que acontece com a pessoa humana enquanto dado fundamental de si própria: ela não é uma realidade para além das suas atividades, objetiva, temática, exterior, a quem o sujeito poderia apreender de modo independente destas mesmas atividades. Ao contrário, ela dá-se e explicita-se paulatinamente exatamente nas atividades.

No caso do Cristo, a consciência imediata da filiação divina não é dada tematicamente, a não ser por ocasião do encontro com o outro e com o mundo: as representações, a língua, os costumes e idéias da época e do meio ambiente são a matéria dada no meio da qual se realiza sua própria auto-interpretação. Pense-se, aqui, na experiência belíssima do homem Jesus descobrindo-se no contato com as Sagradas Escrituras dos judeus[26]. Portanto, Jesus é verdadeiramente um ser histórico, no sentido em que o dado fundamental da sua consciência objetiva (sua pessoa ou filiação divina) está sujeito a uma consciência reflexiva progressiva. Esta consciência humana de Jesus não se eleva jamais, aqui, à coincidência perfeita com o dado fundamental de sua própria existência, não mais do que o faz a pessoa humana a respeito de si mesma.

Essa hipótese deixa para trás o mito da consciência pura e apresenta o Cristo num modo que corresponde à verdade de sua humanidade, tal como no-lo apresentam os evangelhos! Não comete o erro de projetar na kénosis pré-pascal a glória do Senhor Ressuscitado. Jesus se defronta aqui com o mistério de sua morte, na obscuridade da consciência humana. Em tal obscuridade, porém, permanece a certeza fundamental que não cessa, mas traduze-se em atitudes desde a mais tenra idade: sua Filiação. Assim, toda a sua psicologia e manifestações humanas são marcadas e provocadas por essa atitude filial, disposição fundamental que se identifica com o Eu do Filho eterno traduzido numa consciência humana limitada e sujeita a contínuo desenvolvimento.

Resumindo: segundo grande parte dos teólogos atuais, deve-se, por fidelidade ao dado bíblico, rejeitar a afirmação de uma visão beatífica em Jesus. Ele, na sua vida humana, teve, no entanto, uma visão imediata do Pai – visão atemática, implicada na consciência subjetiva da sua filiação divina. Assim, ele era subjetivamente consciente da sua identidade pessoal de Filho de Deus. Ou, se se preferir: o Verbo era autoconsciente de modo humano[27]!

Tal visão imediata é distinta da visão beatífica porque:

1) Trata-se de uma relação subjetiva, interpessoal e imediata do Filho feito homem com o Pai e não a visão objetiva do Deus trino por parte de uma pessoa humana. O “tu” do Filho é o Pai, não a Trindade, objeto de uma visão de um homem!

2) A visão imediata não comporta a fruição beatífica: o Jesus terreno permanece a caminho para o Pai, no estado knótico. A visão imediata por parte de Jesus somente tornar-se-á beatífica na glória do Ressuscitado.

3) A auto-consciência de Jesus e a visão imediata do Pai são passíveis de crescimento e desenvolvimento, de modo que sua psicologia é sujeita às leis da psicologia humana e da atividade espiritual de uma pessoa.

4) Também não é necessário admitir que tal visão imediata seja onicompreensiva: Jesus sabia tudo quanto era necessário saber para o exercício de sua missão salvífica, inclusive o significado de sua morte de cruz. Os teólogos discutem se este último tipo de conhecimento provém da própria visão imediata ou de um conhecimento infuso. Não entro agora nesta questão[28].

II – Quanto à descida de Jesus aos infernos

Também neste caso, como na questão da visão beatífica, é absolutamente necessária uma hermenêutica cuidadosa dos textos da Escritura. O magistério não se pronuncia sobre o tema, a não ser para ensinar que Cristo desceu aos infernos. A representação de um descensus nos termos de uma pregação aos mortos no sentido estrito não pertence ao ensinamento da Igreja e é passível de uma ulterior interpretação. A teologia atual tem procurado uma compreensão mais profunda do mistério do descensus.

Começarei, portanto, por apresentar a reflexão de alguns teólogos atuais sobre o tema. Posteriormente, procurarei fazer uma breve hermenêutica do texto magisterial e litúrgico apresentado pelo Catecismo, nos nn. 632-635.[29] Assim, teremos condições de avaliar se uma apresentação mais atual do descensus infringe ou não o princípio precioso da lex orandi, lex credendi!

Há um consenso entre os teólogos que o descensus é parte integrante da fé da Igreja, testemunhado pelo Novo Testamento e pela Tradição eclesial mais antiga, apesar de ter entrado nos Símbolos tardiamente, pelo século IV. O problema reside na determinação do significado deste artigo de fé. É opinião comum hoje que ele reveste um duplo significado:

1. Jesus morreu realmente. Sua morte não foi um simples ato de morrer, mas um entrar numa ou deixar-se tragar por uma situação de derrelição, de cadáver, de inteira passividade e inércia. Jesus experimentou a nossa morte, a angústia humana pela derrota da morte. Sua entrada no reino dos mortos não pode ser concebida como um triunfo, estritamente falando. Tal triunfo dar-se-á somente na Ressurreição[30].

2. Por experimentar a nossa morte, solidário conosco e em obediência ao Pai, Jesus faz-se solidário na nossa não-solidariedade mortal e, assim, transforma a situação de sem-esperança numa aurora de ressurreição, de vitória sobre as cadeias da morte e de tudo quanto ela significa: “Jesus, na sua morte e por sua ressurreição verdadeiramente se solidariza com os mortos, fundando assim a verdadeira solidariedade entre os homens mais além da morte”[31].

É consenso, hoje, compreender as várias descrições da descida aos infernos como mitos, que desejam exprimir tão somente estas duas convicções de fé da Igreja. A verdade que exprimem é perene; o modo de exprimi-la, não! Todos os autores citados na nota 29, sem exceção alguma, são deste parecer!

Aliás, a própria fundamentação do descensus na 1Pd 3,19s; 4,6 é, hoje, fortemente posta em dúvida. Segundo autorizados exegetas, a Epístola de Pedro não fala de uma descida, mas de uma subida. As expressões “Restituído à vida segundo o Espírito” e “Ele foi pregar até aos espíritos…”[32] referem-se ao Cristo ressuscitado e não à alma humana de Jesus. O texto quer referir-se à subida de Cristo à glória, evento que é salvação para os que nele creram e condenação para os perversos[33]. O referido texto quer simplesmente ensinar que o Cristo ressuscitado, com toda a sua personalidade histórica e divina, decide o destino de toda a humanidade, independente do tempo e do espaço[34]. Outra reveladora descoberta da exegese atual é que a afirmação do descensus na exegese da mais antiga tradição da Igreja baseava-se principalmente em outros textos, como Mt 12,40 e Rm 10,7. Posteriormente, estes textos foram suplantados pela Primeira de Pedro que, interpretada como referindo-se à descida aos infernos, muito contribuiu para a mitologização na compreensão deste artigo da nossa fé[35].

Assim, não se deve pensar o descensus como uma atividade de Cristo no além-túmulo, como nas descrições mitológicas. Von Balthasar e, sobretudo, Ch. Duquoc mostram de modo muito convincente como a sobriedade do Novo Testamento no tocante ao nosso tema foi mitologizada pela Igreja Antiga[36]. Assim sendo, os teólogos contemporâneos procuram redescobrir, numa linguagem que supere o mito, a perene mensagem deste artigo da nossa fé. É o que faz, por exemplo, de modo comovente J. Ratzinger, atual Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé: “Desceu ao reino dos mortos”: esta frase parece exatamente designar a amarga verdade da nossa hora, o mergulho de Deus no mutismo, no profundo silêncio do ausente. (…) O artigo de fé concernente à descida do Senhor aos Infernos recorda-nos como da revelação cristã não faça parte somente a palavra de Deus, mas também o silêncio de Deus. Deus não é somente palavra compreensível que flui para nós; é, ao invés, também a Causa silenciosa e inacessível, incompreensível e indomável, que se nos subtrai. É verdade que no cristianismo tem-se um primado do Logos, da Palavra sobre o silêncio: Deus, efetivamente, falou. Mas não devemos, por isso, esquecer a verdade do perene escondimento de Deus. Somente quando o experimentamos como Silêncio, podemos esperar perceber também a sua Palavra, que emerge envolvida no silencioso mistério. A cristologia procede além da cruz, que é o momento perceptível do amor divino, para mergulhar na morte, no silêncio e no escondimento de Deus”[37].

Como se pode observar, por trás de uma linguagem mítica, pode haver uma perene riqueza trazida à luz por uma leitura inteligente do dado revelado.

O texto litúrgico de extrema beleza, que a Igreja sabiamente apresenta no Sábado Santo, numa linguagem mítica, deseja exatamente afirmar os dois pontos supracitados: (1) Cristo morreu como nós e (2) sua entrada neste status mortis é salvadora; salvadora, não no sentido que ele faça algo, positivamente, mas no sentido que sua morte por obediência e em inteira liberdade, é albor e penhor da ressurreição. Sua descida, neste sentido, é salvífica, é evangélica (enquanto anunciadora de uma boa nova)!

Como podemos observar, nem de longe uma apresentação mais atual do descensus fere a lex orandi ou a lex credendi Ecclesiae. Também os textos patrísticos e eucológicos são passíveis de uma hermenêutica que saiba contextualizá-los!

***
Notas:

[1] Denz 3645-47

[2] Encíclica Mystici Corporis, Denz. 3812

[3] Encíclica Haurietes Aquas, Denz 3924

[4] K. Rahner, Jesucristo, in Sacramentum Mundi, vol. 4, Barcelona, 1984, col. 65; C.I. González, Ele é a nossa salvação. Cristologia e soteriologia, S. Paulo, 1992, p.389. Este último Autor afirma textualmente que se trata de um ponto obscuro da cristologia “nunca definido pelo Magistério da Igreja”. Seja-me permitido observar que esta obra é patrocinada pelo CELAM na coleção “Textos Básicos para Seminários Latino-americanos”. Uma pergunta: estariam os bispos latino-americanos permitindo e ensinando algo contrário ao magistério?

[5] B. Forte, Jesus de Nazaré, História de Deus, Deus da História, S. Paulo, 1985, p. 214.

[6] Denz 1655-58; 1783-1818 e 1619-20; 1814-15

[7] J. Galot, Chi sei tu, o Cristo?, Firenze, 1984, pp. 327s; M. Serenthà, Jesus Cristo ontem, hoje e sempre. Ensaio de Cristologia, S. Paulo, 1986, pp.561s.

[8] Citado por C.I.González, op. cit., p. 392.

[9] O texto da declaração do Santo Ofício encontra-se na p. 1 deste trabalho.

[10] K. Adam, O Cristo da Fé, 1962, S. Paulo, pp. 307s.

[11] J. Dupuis, Introduzione alla Cristologia, Casale Monferrato, 1993, p. 178.

[12] Catequese na Audiência Geral de 30.XI.1988

[13] J. Ratzinger, Natura e Compito della Teologia, Milano, 1993, p. 100.

[14] Vale a pena, a propósito, ouvir J. Ratzinger, Il Nuovo Popolo di Dio, Brescia, 1971, p.158: “Será possível e necessária uma crítica a pronunciamentos papais na medida em que falte a esses a fundamentação na Escritura e no credo, na fé da Igreja universal. Onde não existe nem unanimidade da Igreja universal nem um claro testemunho das fontes, aí não é possível uma decisão empenhante e vinculante. Se esta existisse formalmente, faltar-lhe-iam as condições indispensáveis e dever-se-ia, por isso, levantar-se o problema acerca de sua legitimidade.” Como se pode perceber, uma afirmação papal numa catequese sem maiores pretensões magisteriais está longe de ter uma autoridade vinculante indiscutível!

[15] É o mesmo J. Ratzinger quem observa com muita propriedade que o Concílio Vaticano II superou a “teologia de encíclicas”, aquela forma anêmica de teologia na qual o auditus fidei parecia resumir-se e limitar-se às últimas declarações do magistério papal. O futuro Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé reconhece a pobreza de uma tendência, muito comum antes e durante o Concílio, de reduzir a teologia a ser repetição e sistematização das manifestações magisteriais (cf. El Nuevo Pueblo de Dios, Barcelona, 1972, pp. 318s).

[16] J. Dupuis, op. cit., p. 177.

[17] Denz 1000

[18] B. Sesboüé, Pedagogia do Cristo. Elementos de Cristologia Fundamental, S. Paulo, 1997, p. 174. O Autor cita dois documentos recentes: (1) o da Pontifícia Comissão Bíblica, no estudo chamado De Sacra Scriptura et Christologia, Cinisello Balsamo, 1987, pp. 44s. 98ss. Aí se reconhece um desenvolvimento da consciência de si mesmo em Jesus e se interpreta tal consciência a partir de testemunhos evangélicos sobre sua relação filial e (2) o da Comissão Teológica Internacional, intitulado De Iesu autoconscientia quam scilicet ipse de se ipso et de sua missione habuit, Vaticano, 1988, pp. 560-593. Neste estudo da CTI, aborda-se igualmente o problema da consciência de Jesus a partir de sua relação filial. Nenhum dos dois documentos menciona a visão beatífica.

[19] Summa Theologiae III, q. 9, a. 2.

[20] Ibidem, q. 10, a. 1

[21] Ibidem, q. 11, a. 2.

[22] C.I. González, op. cit., pp. 389s.

[23] R. Blázquez, Quem é Jesus de Nazaré? in K. Neufeld, Problemas e perspectivas de Teologia Dogmática, S. Paulo, 1993, p. 273.

[24] E. Gutwenger, Ciência e consciência de Cristo, in Concilum (1) 1966, p. 77. O grande inspirador de uma nova impostação para a presente questão foi K. Rahner na sua obra Saggi de cristologia e mariologia, Roma, 1965, pp. 199-238. Numerosos teólogos seguem a solução por ele proposta. Por exemplo, além dos já citados neste trabalho: Ch. Duquoc, Cristologia, Ensaio dogmático I, S. Paulo, 1992, pp. 290-293 e G. O’Collins, Gesù Oggi. Linee Fondamentali di Cristologia, Cinisello Balsamo, 1993, pp. 275-278. Outros, ainda que não sigam Rahner, impostam, como ele, a questão do ponto de vista da subjetividade. É o caso de H. U. von Balthasar, La foi du Christ, cinq approches christologiques, Paris, 1968, pp. 181-182.

[25] J. Dupuis, op. cit., p. 177

[26] A propósito, o inesquecível Dom Jean Leclerq deixou páginas belíssimas sobre o tema provocante de como Jesus teria feito a lectio divina. O monge beneditino deixa-nos encantados ao conjeturar como o Senhor Jesus foi descobrindo tematicamente sua identidade filial e sua missão na obediência filial e na disponibilidade à vontade do Pai.

[27] J. Dupuis, op. cit., p. 179.

[28] Ibidem, pp.180s.

[29] A representação da descida é retirada do belíssimo texto do Ofício das Leituras do Sábado Santo. Trata-se de uma Homilia para o Grande Sábado, de um autor do século IV.

[30] H. U. von Balthasar, Mysterium Paschale, in Mysterium Salutis, vol. 6, Brescia, 1971, pp.289s. 301. 306. 309s; K. Rahner, Sulla Teologia della Morte, Brescia, 1966, p. 54; W. Kasper, Jesus, el Cristo, Salamanca, 1989; J. Ratzinger, Introduzione al Cristianesimo, Brescia, 1969, pp.240; Ch. Duquoc, op. cit, vol. 2, p. 57; A. Amato, Gesù il Signore, Bologna, 1991, p. 439s; M. Serenthà, op. cit., pp. 444ss.

[31] W. Kasper, op. cit., p. 279.

[32] Sigo a feliz tradução da TEB.

[33] S. Cipriani, Insegna la Prima Lettera di Pietro “la discesa agli infere”?, in Communio n. 55 (1981) p. 15; W. J. Dalton, Christ’s Proclamation to the Spirits. A Study of 1Peter 3,18-4,6, Roma, 1965.

[34] A Amato, op. cit., p. 438.

[35] Ibidem, pp. 438s.

[36] H. U. von Balthasar, op. cit., pp. 292-294; Ch. Duquoc, op. cit., vol. II. pp. 49-56.

[37] Introduzione al…, pp. 240s. Este mesmo Ratzinger afirma positivamente que este artigo de fé “convida insistentemente à demitização” (p. 238).

Fonte: http://www.padrehenrique.com

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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