Silêncios e palavras que iluminam a vida de Maria

Apresentado em Roma novo livro do cardeal Lajolo

ROMA, quinta-feira, 14 de abril de 2011 (ZENIT.org) – Um livro com mais de 200 páginas para contar as poucas palavras de Maria, ou melhor, como indica o título, suas palavras e seus silêncios: esta foi a explicação dada ontem pelo cardeal Giovanni Lajolo, presidente do Governo do Estado da Cidade do Vaticano, na apresentação em Roma de seu livro: “Maria. Silêncios e palavras”.

O cardeal, com muita simplicidade, comentou como teve a ideia de escrever este livro, afirmando que não é uma vida de Maria, nem uma exegese, nem um tratado de mariologia, tampouco um livro de ascética. “Mariologia sim – indicou o purpurado -, mas não no sentido de uma teologia elaborada sobre o mistério dessa mulher.”

“Eu tentei simplesmente – acrescentou – apresentar estas palavras e silêncios que manifestam a relação de Maria com as pessoas com quem ela fala ou se comunica.”

Porque, “em última análise, a relação interpessoal é a coisa mais importante. É verdade que prevalece o ser, mas a felicidade não é o que sabemos que somos, mas aquilo que nós somos, e isso aparece nas relações com as outras pessoas. Se observarmos, os nossos silêncios estão repletos de relações pessoais, com os acontecimentos, com o que temos de fazer, ou evitar o que nos espera. Então, quais são essas relações? E assim eu me aventurei nesta análise.”

O livro aborda três tipos de silêncio: o primeiro, impenetrável. Quando Maria está grávida e a situação criada com São José. Se Maria dizia que era obra do Espírito Santo, São José teria pedido alguma prova. E o deixou na maior angústia, porque “só Deus poderia encontrar a solução para a dificuldade em que ela se encontrava”.

Depois, o silêncio transparente, óbvio. Maria era uma mulher normal, como nós, exceto no pecado. Por exemplo, com São José no matrimônio virginal que, no entanto, era um matrimônio em si.

E em terceiro lugar, o silêncio penetrante, como quando ela tentava entender: depois das palavras de Simeão. Ou depois de encontrar Jesus no templo. Ou que mistério tinha com Jesus em suas mãos?

O autor conclui: “Muitos silêncios, porque o mistério de Maria é envolto em grande silêncio. Porque é o Senhor, no meio da noite, quem quis descer até o seu povo. E palavras, porque Maria é a Mãe do Verbo”.

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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