Série Teologia do Corpo: Parte 5

tumblr_ltylfe6yZf1r1mataTeologia do Corpo e Castidade

Infelizmente, hoje se tem um conceito muito deformado sobre a castidade; alguns pensam que castidade é não ter vida sexual, e não é isso; castidade é ter vida sexual sim, mas correta, de acordo com o sábio plano de Deus.

A Igreja ensina que “o prazer sexual é moralmente desordenado quando é buscado por si mesmo, isolado das finalidades de procriação e de união do casal unido em matrimônio. Qualquer que seja o motivo, o uso deliberado  da faculdade sexual fora das relações conjugais normais contradiz sua finalidade” (§2351).

O mundo moderno, que busca a realização apenas no consumismo, no prazer e na ostentação, perdeu o valor da castidade, o seu brilho e a sua grandeza; é preciso que isso seja resgatado. A lâmpada da pureza e da virgindade foi escondida sob a mesa e apagadas do candelabro. O mundo olha hoje a castidade como algo que “cheira a bolor”, mas se esquece que foi exatamente do bolor que Alexandre Fleming descobriu a penicilina, que salvou milhões de vidas. A redescoberta da castidade poderá fazer o mesmo hoje.

A Teologia do Corpo, de certa forma pode-se dizer que é a “teologia da castidade”, a beleza do relacionamento sexual dentro do plano de Deus. Vale a pena refletir no que dizia o Mahatma Gandhi, que libertou a Índia, e que não era cristão, mas amava Jesus:

“A castidade não é uma cultura de estufa… A castidade é uma das maiores disciplinas, sem a qual a mente não pode alcançar a firmeza necessária”.

“A vida sem castidade parece-me vazia e animalesca”.

“Um homem entregue aos prazeres perde o seu vigor, torna-se efeminado e vive cheio de medo. A mente daquele que segue as paixões baixas é incapaz de qualquer grande esforço”. (Tomás Tochi, “Gandhi, mensagem para hoje”, Ed. Mundo 3, SP, pp. 105ss,1974).

Santo Agostinho dizia: “se queres ser feliz, sê casto”. Como dizia John Spalding, sabemos que “as civilizações não perecem por falta de cultura e de ciência, mas por falta de princípios morais”. Um homem só é digno deste nome quando aprende a submeter o seu corpo e os seus instintos à sua vontade. Diz o livro dos Provérbios, que vale mais um homem que domina a si mesmo do que aquele que conquista uma cidade.cpa_brilho_da_castidade

O Catecismo da Igreja mostra a grandeza da castidade: “A castidade significa a integração correta da sexualidade na pessoa e, com isso, a unidade interior do homem em seu ser corporal e espiritual. A sexualidade, na qual se exprime a pertença do homem ao mundo corporal e biológico, torna-se pessoal e verdadeiramente humana quando é integrada na relação de pessoa a pessoa, na doação mútua integral e temporalmente ilimitada do homem e da mulher” (§2337). A virtude da castidade comporta, portanto, a integridade da pessoa e a integralidade da doação. A pessoa casta mantém a integridade das forças vitais de amor depositadas nela. Esta integridade garante a unidade da pessoa e se opõe a todo comportamento que venha feri-la; não tolera nem a vida dupla nem a linguagem dupla.

Prof. Felipe Aquino

Compartilhe!

    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
    Adicionar a favoritos link permanente.