São José de Arimatéia

Era um rico
proprietário de minas de zinco e chamado “o conselheiro” por Lucas
(luc23:50). Foi ele que após a crucificação solicitou a Podécio Pilatos o corpo
de Jesus para um enterro adequado e este consentiu.
Ele teria enrolado o corpo de Jesus em linho e ervas e colocando num túmulo
numa rocha do lado de uma colina, túmulo este que ele José teria mandado fazer
para si próprio. Diz ainda a lenda que ele ficou com o Cálice usado na ultima
ceia e que é conhecido com o Sagrado Gral, e com alguns espinhos que ele tirou
da testa de Jesus ao retira-lo da cruz e ainda que teriam caído em José sangue
e suor de Jesus ao retira-lo da cruz. Parte deste sangue teria caído também no
cajado que ele usava para andar (muito comum na época), hoje chamado de báculo
de um bispo e bordão de um peregrino.

Diz a
tradição que ao chegar na Inglaterra José fincou seu bordão na terra em
Gastonbury e o mesmo se enraizou e tornou-se uma arvore de espinhos e dava
flores no dia de Natal. Esta arvore estaria viva até os dias de hoje e pode ser
visto pelos turistas em
Gastonbury.

José foi uma figura imensamente popular na cristandade e no
novo testamento ele foi chamado de ” homem virtuoso e direito”(Lc
23:50) e o homem “que estava esperando o reino de Deus” (Mc 15:43) e
descrito ainda como sendo “secretamente um discípulo de Jesus “. De
acordo com o Evangelho apócrifo de Nicodemus, ele ajudou a estabelecer a
comunidade de Lídia.

Ele também
era uma figura proeminente nas lendas que rodearam o Sagrado Gral e apareceu no
romance do 13? século de Robert Barron como José de Arimathea, e no décimo
segundo século na lenda contada por Willian de Malmesbury da chegada de José na
Inglaterra com o Sagrado Gral e a construção da primeira igreja na ilha em Gastonbury. O Sagrado
Gral foi escondido e tem um importante papel no folclore inglês e no épico
nacional do Rei Arthur e os cavaleiros da Távola Redonda, que o procuraram sem
sucesso.

Outra
versão diz que ele seria parente distante de Jesus, que teria obtido fortuna
com as minas de zinco em Cornwall e que eram amigos desde a infância e que
quando eram adolescentes teria levado Jesus para conhecer as minas. Este fato é
o pano de fundo do poema “Jerusalém “de Willian Blake (1757-1827).

Ele é o
padroeiro dos mineiros, coveiros e diretores de funerais.

Na arte
litúrgica da igreja ele é apresentado com um velho carregando um pote de óleo
(na época usava-se passar óleo e ervas no corpo dos mortos antes de enrolá-los
em linho para serem enterrados) ou com um cajado florido.

A sua festa
é celebrada no dia 17 de março.

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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