São Domingos

Domingos
Gusmão ou São Dominic fundador da
Ordem dos Dominicanos.

Filho de
Felix de Guzman , ele nasceu em Calaruega, Espanha em 1170.
Começou a estudar na Universidade de Palencia e se tornou um franciscano e
decano da Catedral de Osma em 1199. Em 1203 Domingos acompanhado do Beato Diego
de Azevedo foi para o sul da França para pregar contra os hereges Albifensianos
e reformar o monastério local. Domingos abriu um convento em Prouille para
mulheres convertidas. Os padres encarregados do convento formaram o núcleo da
nova ordem. Em 1208 Peter de Castelnau, o núncio papal foi morto pelos
Albigencianos. O Papa Inocencio III em imediatamente iniciou uma cruzada para
terminar com a heresia Simão IV de Monfort e comandou uma campanha de sete anos
sem sucesso.
Domingos e 6 outros companheiros fundaram a nova Ordem. No quarto Consilho
Geral de Lateran em Roma, em 1215,
a Ordem não conseguiu a aprovação papal, mas no ano
seguinte, o Papa Honorius III deu finalmente a aprovação e sua benção a nova
Ordem.
Domingos passou os últimos anos de sua vida organizando a Ordem Ele viajou
através da Itália, França e Espanha Os dominicanos tinham os costumes e
tradições das demais ordens, mas davam especial interesse aos estudos e
pesquisas intelectuais e assim atraiam para a ordem os grandes eruditos. Os
dominicanos observavam o ceticismo da época e tinham um grande zelo ao pregar
para o homem comum.
Ele fundou, com São Francisco de Assis, os “Mendicantes”uma nova
aventura para expandir o apelo da igreja.
Diz a tradição que a Virgem Maria para ele apareceu e o ensinou a orar o
Rosário. Assim ele é considerado por muitos como o criador desta linda oração.
Os dominicanos são os guardiões do Rosário e as mudanças, raríssimas, devem
ter a sua aprovação e naturalmente a devida Bula Papal. Em outubro de 2002 ao
Rosário está sendo acrescentados 5 novos mistérios (os luminosos) a serem
orados no “terço” das quintas feiras.

São
Domingos fez o seu primeiro Concílio da “Ordem do Pregadores” em
Bolonha, Itália em 1220.Ele morreu logo depois em 8 de agosto do ano seguinte.
É considerado um dos grande incentivadores do Rosário. Foi canonizado em 1234.
Ele é mostrado na liturgia católica segurando um lírio e é acompanhado de um
cão ou um globo em fogo. O
seu halo tem uma estrela para distingui-lo dos demais.

A sua festa é celebrada no dia 8 de agosto.

Nossa
Senhora do Rosario é quase sempre mostrada com dois santos a seu lado:
SãoDomingos e Santa Catarina de Siena.

O Rosário:
Cumpre lembrar que cada terço tem 5 misterios lembrando as 5 chagas de Jesus e
cada mistério tem 10 Aves Marias lembrando os 10 mandamentos. Os mistérios são:

misterios de alegria, que lembram Jesus no humilde lar de Maria de Nazaré.

misterios
de dor,que lembram a dura caminhada de Jesus Cristo para o Calvário.

misterios
da glória, que lembram Jesus vencendo a morte para salvar toda humanidade.

e os novos
misterios luminosos que são os seguintes:

1º Batismo
do Senhor no Jordão

2º Bodas de
Caná

3º A
proclamação do Reino

4º A
Transfiguração

5º A
Instituição da Eucaristia

Assim agora
o terço deverá ser orado contemplando:

Segunda e
Sábado = mistérios da Alegria (mistérios gozosos)

Terça e
Sexta = mistérios da Dor (mistérios dolorosos)

Quarta e
Domingo = mistérios da Glória (mistérios gloriosos)

Quinta =
mistérios da Luz (mistérios luminosos)

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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