São Bernardo

Conhecido
também como São Bernardo Claraval

Ele nasceu
no castelo dos Fontaines de Dijon na França, filho de Tescelin Sorrel e Aleth
de Montbard. Ele era o terceiro de uma família de sete filhos Bernardo estudou
em Châtillon e com a morte de sua mãe decidiu entrar na vida religiosa. Em 1112
ele persuadiu quatro de seus irmãos e 27 parentes e amigos a entrarem para o
Monastério Cisterciano de Cîteaux que tinha sido fundado em 1098 e estava sob a
brilhante liderança do Abade São Stefhen Harding. Terminado o seu noviciado
Bernardo foi enviado com 12 monges para fundar um monastério em Langres. Esta
abadia tornou-se Clairvaux , a casa mãe das 68 abadias Cistercianas. Sua
reputação com escolástico e santo se espalhou e Bernardo foi o consultor de papas
e monarcas. Em 1140 São Bernardo começou a pregar e a e a fazer vários milagres
e a defender a fé. O controvertido teólogo e filósofo Peter Albélard enfrentou
questões de Bernardo sobre racionalismo e promoções do racionalismo humano.
Bernardo ensinou a certeza da fé e da tradicional autoridade como antídotos da
heresia. Ele foi um instrumento na condenação de Abélard pelo Consílho de Sens.
Em 1142 Bernardo testemunhou a coroação de um dos seus alunos como Papa Eugênio
III (1145-1153) e foi o autor do tratado “De Consideratione” , onde o
seu antigo aluno apontava as atitudes e os deveres de um pontífice e as
dificuldades que poderia enfrentar.
Este mesmo Papa enviou São Bernardo para Laguedoc, no sul da frança , para
converter o membros locais da heresia Abinense. Em 1146 ele pregou contra os
Pogron do Reno e ainda foi a favor da Segunda Cruzada do Rei Luiz VIII de
França. Ele ficou muito doente e morreu em Clairvaux em 20 de agosto 1153.
Considerado por muitos como o segundo fundador dos Cirtercianos ele dominou o
cenário político e religioso da Europa Ocidental.
Seu escritos místicos incluem “De Diligendo Dei” , que lança os
fundamentos do misticismo medieval. O seu “Tratado do Amor de Deus” e
o seu “De Consideratione” são considerados tesouros da Fé. Mais de
300 dos seus sermões foram escritos e estão devidamente preservados e escreveu
mais de 500 cartas, todas demonstrando sua fé no Divino Infante e na Virgem
Maria.
Pela sua brilhante contribuição a teologia ele é chamado de “O Doutor
Melífluo”. Bernardo foi canonizado em 1174 e declarado Doutor da Igreja em
1830. Na arte litúrgica da Igreja seu símbolo é um cão branco e é apresentado
com um habito Cisterciense, com uma visão da Virgem Maria.
Suas relíquias foram trasladadas de Clairvaux em 1790 para a igreja
Ville-sous-la Ferte, enquanto sua cabeça foi entesourada em um Santuário na
Catedral de Troyes.
Ele é o patrono dos Cistercianos, de Gibraltar e Ligúria e é ainda é o
padroeiro da Catedral de Speyer na Alemanha, dos criadores de abelhas e dos
fabricantes de velas.

Sua festa é
celebrada no dia 20 de agosto.

NA: Cumpre
notar que é de São Bernardo uma das mais lindas orações dirigidas a Nossa
Senhora do Perpétuo Socorro que reproduzimos a seguir:

“Ó
Piíssima Virgem Maria, jamais se ouvi dizer que algum daqueles que a vós tem
recorrido e implorado a vossa assistência foste por vós abandonado. Animado eu
com igual confiança, Ó Virgem das virgens, a vós como mãe recorro, e gemendo
debaixo dos meus pecados, me prostro a vossos pés. Não desprezeis as minhas súplicas,
Ó mãe do Verbo encarnado, mas ouvi-as favoravelmente, e dignai-vos a
atender-me. Amem”

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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