Recordam impacto da fertilização in vitro na mortalidade de embriões

SAN JOSÉ, 14 Out. 10 (ACI)
.- Um perito geneticista assinalou aos costa-riquenhos as conseqüências de
permitir a prática da fertilização in vitro (FIV) e recordou que estas técnicas
implicam a morte de milhares de embriões em todo mundo.
Alejandro Leal, especialista em Genética Humana Molecular, escreveu o artigo
“Fertilização in vitro e pressões”, difundido pelo jornal local La
Nación.

Leal explicou que a FIV “vulnera o direito à vida dos embriões” e
“é uma técnica arriscada para a saúde da mulher e do feto”, ante as
tentativas da Comissão Interamericana de Direitos humanos de abrir de novo as
portas para esta prática na Costa Rica.

O geneticista assinalou que “cientificamente está demonstrada a imensa
mortalidade de embriões nesse procedimento, o qual vulnera o direito à vida
resguardado nos artigos 21 da Constituição Política e 4 da Convenção
Americana”.

Leal recordou que só entre os anos 2004 e 2005 o Centro de Fertilidade de Yale
produziu 2.252 embriões e só nasceram 326.

Nesse ano, na Europa se transferiram ao menos 486.981 embriões e nasceram
49.634 crianças.
“Assim, o 90% dos embriões morreram; isto, sem contemplar os embriões
congelados e descartados”, acrescentou.

Do mesmo modo, o perito recordou que a prevalência de má formações congênitas
aumenta com a FIV. Na Finlândia, um estudo revelou que as crianças concebidas
no FIV têm um risco 5,6 vezes maior de parto prematuro, 6,2 vezes maior de
baixíssimo peso ao nascer, 9,8 vezes maior de baixo peso ao nascer, 2,4 vezes
maior de enfermidade neonatal, 3,2 vezes maior de hospitalização e 4 vezes
maior de má formações cardíacas.

O perito admitiu que “a incapacidade de ter um filho próprio desafia os
instintos mais básicos do ser humano. Muitos dos afetados estão dispostos a
provar qualquer tecnologia, sem importar quão especulativa ou arriscada que
seja. Alguns médicos, por simpatia, tendem a dar falsas esperanças; também se
dão pressões comerciais para propor certos tratamentos”.

Para Leal, “a Comissão Interamericana de Direitos humanos deu mais valor
ao desejo do adulto com problemas de infertilidade, que à vida e dignidade dos
embriões, e os altos riscos na saúde das pessoas nascidas através da FIV. A
Comissão esqueceu o Princípio do Interesse Superior do Menor e do Princípio In Dubio
Pro Vita, amplamente desenvolvidos pela Corte Interamericana de Direitos
humanos”.

“Em função do amparo à vida humana, o Estado costa-riquenho, antes que
ceder a uma mera recomendação, deve re-emprender com novos brios a luta contra
a FIV -quer dizer, a favor da vida humana em seus inícios- ante a
Corte Interamericana de Direitos humanos”, acrescentou.

 

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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