Qual é a chave para interpretar a Sagrada Escritura?

Quando, numa pequena cidade da Judeia, nasceu um Menino e foi reclinado numa pobre manjedoura, chegou a um auge a manifestação de Deus aos homens. A Palavra Se fez carne e habitou entre nós. Firme era “o misterioso desígnio de sua vontade, que em sua benevolência formara desde sempre”, o desígnio de “reunir em Cristo todas as coisas, as dos Céus e as da Terra” (cf. Ef 1, 9-10).

Como foram os primórdios da realização dos desejos do Redentor?

Os Padres Apologistas: primeiros teólogos da Igreja

Os autores cristãos subsequentes à geração que colaborou diretamente com os Apóstolos viveram num período de intensas perseguições, e pari passu coube-lhes enfrentar árduas disputas doutrinárias. Ditas oposições, forjadas nos ambientes ainda intoxicados pelo paganismo da época, tentavam colocar obstáculos ao anúncio das verdades reveladas na Sagrada Escritura e de modo particular no Evangelho.

Naquela quadra histórica, célebres intelectuais como São Justino, Santo Irineu, Santo Hipólito de Roma, Tertuliano, Orígenes, São Panteno, São Cipriano, São Clemente de Alexandria, São Luciano e tantos outros, puseram sua pena, sua ciência e sobretudo o ardor de sua Fé a serviço de Nosso Senhor Jesus Cristo. Esses doutos evangelizadores se opuseram com talento à empáfia intelectual dos gnósticos, às impugnações capciosas e à dialética petulante dos heresiarcas e dos filósofos pagãos.

Demonstrando com rigor de lógica a perfeita coerência do Antigo com o Novo Testamento, afirmaram que as profecias messiânicas têm sua plena realização na divina Pessoa de Jesus Cristo, o Redentor, e que a filosofia, por ser uma ciência meramente humana, nunca havia alcançado a verdade a não ser parcialmente e entrelaçada com erros. O Cristianismo, pelo contrário, apresentava a verdade inteira, pelo fato de ter vindo à Terra Quem era “o Caminho, a Verdade e a Vida”.1

Por seu zelo pela doutrina teológica da Igreja, esses cultos propagadores do Evangelho foram reconhecidos com o título de “Padres Apologistas”, os quais com sua lúcida “demonstração da Fé […] colocaram os fundamentos da ciência de Deus. São, portanto, os primeiros teólogos da Igreja”.2

Imbricamento entre Fé e Razão

Qual o motivo de esboçar um tão longínquo quadro histórico? Se reconhecemos o feliz acerto do adágio latino “Historia magistra vitæ et testis temporum – a História é a mestra da vida e testemunha dos tempos”, com toda propriedade podemos afirmar junto com o Beato João Paulo II, que a História da Igreja é “magistra vitæ christianæ – mestra da vida cristã”.3

Assim sendo, não deve nos surpreender o fato de que as vicissitudes históricas e os debates enfrentados em outros tempos pelos filhos da Igreja projetem luzes e constituam valiosos antecedentes para analisarmos os atuais desafios eclesiais. Em concreto, a complexa trama de sofismas, tecida com o intuito de desacreditar a divindade de Jesus Cristo, exigiu dos Padres Apologistas uma argumentação rigorosamente acadêmica segundo os cânones da retórica grega vigentes. Deste modo, legaram eles à Igreja um valioso patrimônio para a estruturação do seu acervo doutrinário e o incremento da Fé cristã.

Mais ainda, através de seu discurso deixaram assente perante a História do Cristianismo a necessidade de um imbricamento entre o conhecimento conferido pela Fé (cognitio fidei) e o conferido pela Razão (scientia rationis). Esta harmonia será condição sine qua non para uma perfeita interpretação das Sagradas Escrituras à luz da Teologia.

Indispensável harmonia entre exegese e Teologia

Hoje a problemática da interpretação da Sagrada Escritura, não obstante os séculos transcorridos, renova-se em suas linhas mestras no âmbito tocante a certos estudos acadêmicos que aplicam seus métodos exegéticos à Bíblia. Com efeito, está isto no cerne de diversos ensinamentos proferidos pelo Papa Bento XVI nos últimos meses, e, mais especialmente, em sua Exortação Apostólica Pós-Sinodal Verbum Domini, sobre a Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja.

Para situar-nos nesta importante temática, é necessário ter presente, como explica o Papa, que no Sínodo dos Bispos “os Padres reconheceram, com alegria, o crescimento do estudo da Palavra de Deus na Igreja ao longo dos últimos decênios”.4 A transcendência deste crescimento é destacada pela Verbum Domini, utilizando palavras da Encíclica Providentissimus Deus, de Leão XIII: “O estudo da Sagrada Escritura deve ser como que a alma da sagrada Teologia”.5

Este enunciado põe em relevo a indispensável harmonia que deve existir entre exegese e Teologia, chave fundamental para uma correta interpretação da Sagrada Escritura. Mais ainda, “da relação fecunda entre exegese e Teologia depende, em grande parte, a eficácia pastoral da ação da Igreja e da vida espiritual dos fiéis”.6

A este propósito, Bento XVI manifesta sua apreensão pelo fato de, em certos âmbitos acadêmicos, mesmo nos mais elevados, observar-se “o grave risco de um dualismo que se gera ao abordar as Sagradas Escrituras”. Dualismo que infelizmente “leva a exegese e a Teologia a comportarem- se como estranhas”.7

Na ótica do Papa, o divórcio entre Fé e Razão, exegese e Teologia, é incoerente. Em outros termos, quando “a exegese não é Teologia, a Escritura não pode ser a alma da Teologia e, vice-versa, onde a Teologia não é essencialmente interpretação da Escritura na Igreja, esta Teologia já não tem fundamento”.8

Regras para uma exegese adequada da Sagrada Escritura

Por um lado, como a Sagrada Escritura narra acontecimentos históricos reais, seu estudo deve ser feito com os métodos de uma séria investigação histórica.9 Por outro, o texto bíblico contém palavras divinas em linguagem humana e, portanto, é preciso analisá-lo a partir da mente de Deus.

Para uma acertada hermenêutica, é necessário seguir uma regra fundamental: interpretar as palavras no mesmo espírito com o qual foram escritas.10 E para isso ser possível, o Pontífice indicou ao Sínodo três critérios fundamentais:

1) Deve-se interpretar o texto tendo presente a unidade de toda a Escritura Sagrada (exegese canônica), em cujo centro está Nosso Senhor Jesus Cristo.11

2) Também é necessário ter presente a Tradição viva da Igreja. “Consoante um adágio dos Padres, ‘Sacra Scriptura principalius est in corde Ecclesiæ quam in materialibus instrumentis scripta – A Sagrada Escritura está escrita mais no coração da Igreja do que nos instrumentos materiais’. Com efeito, a Igreja leva em sua Tradição a memória viva da Palavra de Deus, e é o Espírito Santo quem lhe dá a interpretação espiritual da Escritura”.12

3) Por fim, é preciso observar a analogia da Fé. Ou seja, a coesão das verdades da Fé entre si e sua relação com o todo da Revelação;13 todas as partes da Sagrada Escritura se esclarecem e se coordenam mutuamente. Somente assim, acrescenta o Papa, “é possível falar de uma exegese teológica, de uma exegese adequada” do Livro Sagrado.14

As consequências de uma hermenêutica secularizada

As expressões exegese teológica e exegese adequada põem em evidência o ponto fundamental da problemática por ele enunciada. Embora os Padres sinodais tenham reconhecido que o aperfeiçoamento da metodologia histórico-crítica aportou inegáveis benefícios à exegese, não se pode afirmar o mesmo quanto aos aspectos teológicos.

A tendência a analisar as sagradas escrituras desvinculando os aspectos histórico-críticos da dimensão teológica levou o Papa Bento XVI a apresentar um elenco das consequências mais preocupantes que isto traz, mostrando como a ausência de uma interpretação à luz da Fé acaba por dar origem a uma “hermenêutica secularizada, positivista, cuja chave fundamental é a convicção de que o Divino não aparece na história humana. […] Consequentemente propõem-se interpretações que negam a historicidade dos elementos divinos”.15

Assim, por exemplo, parafraseando a interrogação dirigida por Jesus aos seus discípulos (Mt 16, 13), pode-se perguntar: “Na opinião de certos peritos da ciência bíblica, quem é o Filho do Homem?”. E em resposta se apresentará ante nossos olhos uma miscelânea de teses pretendendo definir, com fundamento naturalista, quem foi Jesus.

Por brevidade, enunciamos aqui apenas alguns dos erros surgidos nos últimos trinta anos a este propósito. As conclusões de certos trabalhos acadêmicos asseguram que Jesus foi um profeta escatológico preocupado pela restauração das doze tribos (Sanders); um homem carismático que realizou gestos taumatúrgicos (Vermes); um mestre subversivo ou, se se quiser, um guru revolucionário (Borg); um camponês hebreu de tendências filosóficas cínicas (Crossan); um filósofo cínico (Mark, Downing); um revolucionário social pacifista (Horsley e Theissen); um judeu que outorgou preeminência à lei mosaica radicalizando suas exigências, mas de modo especial o amor ao próximo (Flusser); um fariseu partidário de Hillel (H. Falk); um rabino idealista (B. Chilton); ou um mago que utilizou conjuros secretos para curar enfermos e liberar endemoniados (Morton Smith).16

Não faltam os autores que negam a instituição da Sagrada Eucaristia e da própria Ressurreição! Segundo certa corrente de acadêmicos, os seguidores mais íntimos de Jesus escreveram os Evangelhos com o objetivo de idealizar a figura do Mestre, e os milagres e acontecimentos surpreendentes narrados por eles não passariam de fatos míticos sem base concreta na realidade. Pois, em síntese, o ponto focal das teses baseadas numa hermenêutica filosófica-secularizada consiste em afirmar que o Filho da Santíssima Virgem Maria não teve noção de sua divindade e, portanto, morreu sem acreditar que era o Cristo e o Fundador da Igreja. Qual Jesus devemos escolher? O guru revolucionário? O camponês cínico? O mago dos conjuros? O rabino hillelista? Ou devemos aguardar outra teoria que ainda nos ensine quem foi Ele?

Conclusões exegéticas que questionam verdades da Fé

Neste contexto, onde duas concepções hermenêuticas se entrechocam, o que no fundo está em jogo na compreensão da Sagrada Escritura, segundo as palavras do Papa, é a correta relação entre a Fé e a Razão.17

As conclusões exegéticas obtidas pela hermenêutica secularizada obedecem a uma visão naturalista do universo, a uma filosofia positivista e a preconceitos racionalistas; e são apresentadas como fruto de um moderno espírito científico, sendo a este título “assepticamente” liberadas do “jugo” dos dogmas e, sobretudo, de um “rígido” Magistério Eclesiástico. Em consequência, seus expoentes não aceitam a possibilidade de um Deus que intervém na História e ao mesmo tempo Se revela à humanidade. E questionam, com isso, verdades da Fé pregadas pela Tradição da Igreja.

Para eles, os acontecimentos descritos na Bíblia, em especial no Evangelho, não podem ter sucedido como são narrados. Procuram negar as mais categóricas afirmações, como esta de São Paulo: “Quando se completou o tempo previsto, Deus enviou seu filho, nascido de mulher, nascido sujeito à Lei, para resgatar os que eram sujeitos à Lei, e todos recebermos a dignidade de filhos. E a prova de que sois filhos é que Deus enviou aos nossos corações o Espírito do seu Filho que clama: ‘Abá, Pai!'” (Gal 4, 4-6).

Considerando esta realidade, se comprova que o fato destes métodos exegéticos conterem um definido substractum filosófico, leva seus seguidores a desconhecer que “as coisas reveladas por Deus, contidas e manifestadas na Sagrada Escritura, foram escritas por inspiração do Espírito Santo”, que os Livros Sagrados do Antigo e do Novo Testamento “têm Deus por autor, e como tais foram confiados à própria Igreja”.18

Em síntese, os princípios desta hermenêutica secularizada são incompatíveis com a proclamação da Santa Igreja segundo a qual os livros da Bíblia, declarados por ela como canônicos, com certeza, de modo fiel e sem erro, contêm as verdades dispostas por Deus para a nossa salvação.

Inspiração e verdade da Sagrada Escritura

Na verdade, se queremos pensar numa adequada interpretação da Sagrada Escritura, devemos nos unir à Santa Igreja: “É precisamente a fé da Igreja que reconhece na Bíblia a Palavra de Deus; como admiravelmente diz Santo Agostinho, ‘não acreditaria no Evangelho se não me movesse a isso a autoridade da Igreja Católica'”.19

Este é o quid de toda a questão, em vista do qual o Santo Padre, acolhendo o pedido dos Padres do XII Sínodo, encomendou à Pontifícia Comissão Bíblica a elaboração de um estudo sobre Inspiração e Verdade da Bíblia.

O debate doutrinal sobre a Inspiração trará à luz tópicos tão essenciais como a “natureza íntima” e o “significado decisivo e distintivo” da Sagrada Escritura, isto é, sua qualidade de Palavra de Deus.20 Sem este pressuposto a leitura do Escrito Sagrado se transforma em “curiosidade histórica”, “pura historiografia”, “história da literatura”21 ou, se se quiser, em “arqueologia”.22

Simultaneamente, a reflexão sobre o tema da Verdade da Sagrada Escritura trará um acréscimo para a vida de toda a Igreja, pois se aprofundará a ideia de que o texto sagrado é constituído por palavras inspiradas, onde o próprio Deus faz ouvir a sua voz por meio dos hagiógrafos, profetas, apóstolos e evangelistas.
A hermenêutica da Fé se apoia no valor ontológico da razão

Analisada
a transcendência da problemática, comprova-se que a hermenêutica com a
qual a Igreja em todos os tempos abordou a Sagrada Escritura, possui a
excelência de uma tradição viva e dinâmica de quase dois mil anos de
existência. O pressuposto fundamental é uma adesão enlevada e amorosa à
Palavra de Deus, em virtude do Dom inestimável da Fé. Portanto, uma
exegese que deseje abordar de modo adequado a Sagrada Escritura “deve
reconhecer que a Fé da Igreja é aquela forma de ‘simpatia’ sem a qual o
texto não se abre. Deve reconhecer essa Fé como uma hermenêutica, como
lugar da compreensão, que não violenta dogmaticamente a Bíblia, mas lhe
oferece a única possibilidade de ser ela mesma”.23

Mas, junto com
esta simpatia, qualidade eminente da hermenêutica da Fé, deve-se
acrescentar que esta, em sua dimensão mais genuína, não se confunde com
uma concepção crédula, cega e sentimental, carente de juízo crítico.
Pelo contrário, a hermenêutica da Fé tem como ponto de partida um
rationabile obsequium. Quer dizer, o ser humano – em sua qualidade de
criatura e fazendo uso das faculdades da razão e da vontade – reconhece
com humildade sua contingência e dependência em relação a Deus, adora-O e
outorga seu assentimento amoroso às verdades sobrenaturais por Ele
reveladas.

Em outras palavras, um católico fiel adere ao
Magistério da Igreja, não pela emoção ou pelos sentimentos que as
verdades da Religião possam provocar: ele crê apoiado no valor
ontológico da razão, faculdade pela qual examina e pondera essas
revelações e, com o auxílio da graça, as aceita como dignas de ser
cridas. Pari passu, reconhece que “por vontade de Cristo, a Igreja
Católica é mestra da verdade, e tem por encargo dar a conhecer e ensinar
autenticamente a Verdade que é Cristo, e ao mesmo tempo declara e
confirma, com a sua autoridade, os princípios de ordem moral que dimanam
da natureza humana”.24

As duas asas pelas quais o espírito humano se eleva à verdade

Por
estes motivos, é oportuno recordar o ensinamento expresso pelo
Bem-aventurado João Paulo II, nas palavras iniciais da célebre encíclica
Fides et ratio: “A fé e a razão (fides et ratio) constituem como que as
duas asas pelas quais o espírito humano se eleva para a contemplação da
verdade”.25 Com elas o Pontífice sintetizou os fundamentos da Doutrina
Católica a respeito do autêntico conúbio que deve reger as relações da
Fé com o entendimento humano.

De fato, a Fé sem a Razão degenera
em fideísmo, que põe as verdades da Religião num plano distinto do
racional, sobre a base da mera sensibilidade ou das emoções desprovidas
de reflexão. Dita doutrina26 não faz senão esvaziar a Fé de
objetividade. Por sua vez, a capacidade de raciocinar dissociada da Fé,
desemboca no racionalismo, o qual atribui “à razão natural aquilo que se
pode conhecer apenas pela luz da fé”.27 Por este motivo, ambas as
correntes foram motivo de censura por parte da Igreja.

Comprova-se
assim que a hermenêutica da Fé, com a qual a Igreja lê a Sagrada
Escritura, tem seus fundamentos num sólido patrimônio
histórico-espiritual referendado ao longo de quase dois mil anos por
virtuosos testemunhos de vida, lúcidos ensinamentos e até pelo
derramamento do próprio sangue, no martírio: “Realmente, a interpretação
mais profunda da Escritura provém precisamente daqueles que se deixaram
plasmar pela Palavra de Deus, através da sua escuta, leitura e
meditação assídua”.28 Ou seja, dos santos. Trata-se de uma plêiade de
homens e mulheres, canonizados ou não, que junto a ilustres Padres da
Igreja, sábios Doutores, intrépidos Confessores, valorosos Mártires e
inocentes Virgens proclamaram com sua vida e sua palavra este princípio
essencial: uma correta hermenêutica da Sagrada Escritura deve estar
sempre em concordância com a Fé professada pela Igreja Católica de todos
os tempos.29 Como afirma o Papa Bento XVI, “a santidade na Igreja
representa uma hermenêutica da Escritura da qual ninguém pode
prescindir. O Espírito Santo que inspirou os autores sagrados é o mesmo
que anima os Santos a darem a vida pelo Evangelho. Entrar na sua escola
constitui um caminho seguro para efetuar uma hermenêutica viva e eficaz
da Palavra de Deus”.30

Declaração ufana da unidade de Jesus

Assim
pensaram, assim creram e assim argumentaram os primeiros teólogos da
Igreja, os Padres Apologistas. Neste sentido, deve-se recordar que o
nome de ?????? ??????? (Jesus Cristo), com o qual a Igreja nascente
começou a denominar o Homem-Deus, corresponde à declaração ufana da
unidade de Jesus, o Homem Verdadeiro, e Cristo, o Deus Verdadeiro.

Desde
aqueles dias até hoje, esta verdade foi proclamada por inúmeros filhos
da Igreja os quais, a exemplo do Divino Mestre, não duvidaram em
enfrentar perseguições e isolamentos, chegando até ao martírio. Seu
testemunho admirável atravessa os séculos e se apresenta ao mundo atual
como uma verdadeira hermenêutica vivificante da Fé. A todos eles, sejam
dirigidas nossas súplicas para que um dia também nós, depois de termos
combatido o bom combate, completado a carreira e guardado a Fé (cf. II
Tim 4, 7), mereçamos pela graça de Deus ser admitidos na Pátria Celeste.

Por Pe. Leonardo Barraza, EP

(Revista Arautos do Evangelho, Agosto/2012, n. 128, p. 18 à 25)

Notas:
1 Cf. ALTANER, Berthold; STUIBER, Alfred. Patrología. São Paulo: Paulus, 2004, p.71.
2 QUASTEN, Johannes. Patrologia. Madrid: BAC, 2002, v.I, p.182.
3 BEATO JOÃO PAULO II. Mensagem ao Presidente do Pontifício Comitê das Ciências Históricas, 17/4/2004, n.6.
4 BENTO XVI. Exortação Apostólica Pós-Sinodal Verbum Domini, n.31.
5 Idem, ibidem.
6 Idem, ibidem.
7 Idem, n.35.
8 Idem, n.35, c.
9 Cf. BENTO XVI. Discurso na XII Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos,de 14/10/2008.
10 Idem.
11
“Por muito diferentes que sejam os livros que a compõem, a Escritura é
una, em razão da unidade do desígnio de Deus, de que Jesus Cristo é o
centro e o coração, aberto desde a sua Páscoa” (CCE 112).
12 Idem, 113.
13 Cf. Idem, 114.
14 BENTO XVI. Discurso na XII Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, de 14/10/2008.
15 BENTO XVI. Verbum Domini, n.35.
16 Este elenco é apresentado por BARBAGLIO, Giuseppe.Gesù ebreo di Galilea: indagine storica. Bologna: EDB, 2002, p.35.
17 Cf. BENTO XVI. Verbum Domini, n.36.
18 CONCÍLIO VATICANO II. Dei Verbum, n.11.
19 BENTO XVI. Verbum Domini, n.29.
20 Cf. BENTO XVI. Mensagem à Assembleia Plenária da Pontifícia Comissão Bíblica, de 2/5/2011.
21 BENTO XVI. Verbum Domini, n.19 e 35.
22 MESSORI, Vittorio; RATZINGER, Joseph. Rapporto sulla Fede. Milano: Paoline, 1985, p.83.
23 RATZINGER, Joseph. La interpretación bíblica em conflicto. In: RATZINGER, Joseph; SÁNCHEZ NAVARRO, Luis; GRANADOS,
Carlos et Al. Escritura e interpretación bíblica: Los fundamentos de la interpretación bíblica. Madrid: Palabra, 2003, p.54.
24 CONCÍLIO VATICANO II. Dignitatis humanæ, n.14.
25 BEATO JOÃO PAULO II. Fides et ratio, exórdio.
26 BENTO XVI. Verbum Domini, n.44.
27 BEATO JOÃO PAULO II. Fides et ratio, n.52.
28 BENTO XVI. Verbum Domini, n.48.
29 Cf. Idem, n.30.
30 Idem, n.49.

Fonte: http://www.gaudiumpress.org/content/40017-Qual-e-a-chave-para-interpretar-a-Sagrada-Escritura-

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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