Por que tantos estupros?

Estou assustado com o aumento do número de estupros em nosso país. A TV Bandeirantes (27 de julho de 2012) mostrou um caso em que, dentro de casa, uma esposa foi violentada na frente do esposo, amarrado. Que absurdo! Insanidade!

Não há como não perguntar quais as causas de tanta violência aliada com imoralidade, desrespeito e crueldade. Só comecei a ouvir a palavra “estupro” depois de jovem, porque na minha infância e adolescência eu nunca tinha ouvido falar nessa palavra. Não havia casos de estupro; ao menos não se falava disso.

Penso que as causas são muitas; entre elas, certamente, a falta de mais policiamento ostensivo; mas como garantir que a polícia seja onipresente; especialmente nos locais mais escondidos? Não há policiais suficientes. Não podemos, portanto, jogar a culpa nas costas da polícia. Penso que nem mesmo se houvesse um policial em cada rua os estupros não seriam eliminados.

O problema mais profundo dessa insanidade é certamente a falta de educação das pessoas, especialmente a falta de formação moral. E de quem é a culpa? Antes de tudo da destruição das famílias. Quantas crianças e jovens crescem sem a mínima educação cívica, moral e religiosa, porque não têm família; não tem um pai que lhe dê uma boa educação, que corrija seus erros e incentive as virtudes. A proliferação do divórcio, a facilidade com que se adultera, o incitamento ao sexo “fácil e seguro”, etc., destruíram muitas famílias e deixaram muitos jovens sem a mínima formação moral.

Como disse o Papa João Paulo II, muitas pessoas vivem como se Deus não existisse; então, a moral divina fica desprezada, o sexo usado apenas como meio de prazer, sem compromisso, ainda que alcançado com violência e crime. O Papa Bento XVI disse também que o homem moderno “construiu um mundo repleto de prazer, glória e tecnologia, mas que não tem lugar para Deus”. Suas leis são desprezadas e pisoteadas. Assim, o sexto e nono Mandamentos, sagrados, são completamente violentados. O sexo acintoso está em toda parte como nunca visto antes. Há um sexismo desumano e bestial, incentivado de muitas maneiras; e, sem dúvida, fomenta os estupros. A internet jorra o mais vil sexo despudorado; as revistas eróticas estão transbordando nas bancas de revistas; a educação sexual deturpada incentiva a prática sexual antes do casamento e incentiva os jovens a irem ao seu encontro com a farta distribuição de camisinhas; e agora ainda há a distribuição da pílula abortiva do dia seguinte que estimula ainda mais uma libido já extremamente excitada. A televisão, em muitos programas explora de muitas maneiras o sexo libertino, seja em atividades de auditório, seja em novelas, filmes, etc… O sexo vil se tornou objeto de consumo, de IBOPE, e de promoção de muitos.

O que podemos esperar de tudo isso?

Os jovens e adultos equilibrados, educados e, especialmente os que contam com a graça de Deus, conseguem, mesmo  neste mar de lama e iniquidade, com grande esforço, viver uma moralidade sadia e uma vida sexual harmoniosa, casta, seja casado ou solteiro. Mas, muitos estão fora dessa realidade, e vivem abandonados ao pecado da carne, e ainda motivados de muitas maneiras por uma sociedade e governo que estimulam, incentivam e aplaudem o desprezo à castidade e à pureza.

O que esperar disso? Estupros, meninas grávidas, abortos, crimes sexuais, bestialidades…  Penso que Sodoma, Gomorra, Roma e Pompeia se envergonhariam do que vemos hoje.

A sociedade calca aos pés a Lei Sagrada de Deus, zomba do que é sagrado, profana a moral e mergulha nas trevas do pecado, da morte e do desespero.

Prof. Felipe Aquino

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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