Pio XII não se calou

PIUS WASN’T
SILENTO jornal New
York Times publicou em março pp. a seguinte carta do leitor William A. Donohue
a respeito do pretenso silêncio do Papa Pio XII frente à perseguição dos judeus
movida pelos nazistas:

Pius Wasn’t
Silent

To the
Editor:

Your March
18 editorial on the Vatican document on the Holocaust chastises Pope John Paul
II for defending ‘”the silence of Pope Pius XII during the Third Reich”

If Pius was
“silent” during the Holocaust, why did this newspaper congratulate
him on Dec. 25,1941, for being ‘” lonely voice in the silence and darkness
enveloping Europe this Christmas”?

And why did
it editorialize the following year that Pius “is a lonely voice crying out of
the silence of a continent”?

WILLIAM A. DONOHUE

New York, March 18, 1998

The writer is president of the Catholic
League

for Religious and Civil Rights.

Em tradução
portuguesa:

“Ao Editor,

O seu
editorial de 18 de março a respeito do documento do Vaticano referente ao
Holocausto censura o Papa João Paulo IO por defender “o silêncio do Papa Pio
XII durante o 3º Reich”.

Se Pio se
calou durante o Holocausto, por que é que esse jornal se congratulou com ele em
25 de dezembro de 1941 por ser ele a única voz no silêncio e nas trevas que
envolvem a Europa neste Natal” ?

E por que
publicou no ano seguinte outro editorial dizendo que Pio “é a única voz que
clama no silêncio de um continente” ?

WILLIAM A. DONOHUE

Nova lorque, 18 de março de 1998

O
missivista é presidente da Liga Católica em prol dos Direitos Religiosos e
Civis”.

Esta breve
noticia é muito importante, porque evidencia como se faz a onda de um
preconceito, devido este à peça de Rolf Hochhut “Der Stellvertreter”
(O Representante) apresentada em 1963, dezoito anos após o término da segunda
guerra mundial. Durante dezoito anos, judeus e não judeus reconhe­ceram em Pio XII o corajoso e
prudente defensor dos direitos humanos.

Estevão Bettencourt
O.S.B.

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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