Piercing e tatuagem

tatuagemMuitos leitores têm-nos interrogado a respeito dos chamados piercings, de tatuagem e outros sinais impressos no corpo de certos jovens. A moda tem-se alastrado, deixando os pais perplexos ao verem os filhos enveredar por tais caminhos.

Fale primeiramente a medicina a tal propósito:

Os agentes da saúde chamam a atenção para o perigo de transmitirem por tal via doenças graves como as hepatites e até mesmo a AIDS. Isto acontece porque frequentemente os que realizam o piercing, a tatuagem ou a automutilação do corpo não tomam as necessárias cautelas higiênicas: verifica-se que um adolescente sobre cinco é assim contagiado, ao passo que as adolescentes são duas vezes mais afetadas. Os piercings costumam ser fixados em partes do corpo muito impróprias, a saber: na língua ou nos órgãos genitais. Seis ou sete anéis fixados através do pavilhão da orelha podem acarretar necrose da cartilagem.

Outra moda, ligada à anterior, é a dependência em relação à televisão; há quem se sinta dominado pelo constante desejo de assistir à televisão, sofrendo certas consequências de um vício que aliena ou equivale a uma “quase droga”.

O adolescente acaba por viver num mundo paralelo ao real e vir a sofrer gravíssimos distúrbios psiquiátricos.

Do ponto de vista ético, a prática dos piercings e afins só pode ser rejeitada, pois contribui para afetar negativamente o corpo e a saúde dos usuários. A lei de Deus manda preservar a vida. Talvez alguém veja nessas modas a maneira de se proclamar membro de alguma facção ou discípulo de um grande Mestre. – Em resposta diremos: o fim não justifica os meios. A integridade corporal e a saúde não devem ser sacrificadas a modismos inconsistentes.

Aos pais compete incutir aos filhos uma escala de valores tal que lhes permita aspirar acima de modismos e ondas do momento, que prejudicam o autêntico desenvolvimento físico e moral dos adolescentes.

Revista: “PERGUNTE E RESPONDEREMOS
D. Estêvão Bettencourt, osb
Nº 533 – Ano: 2006 – p. 512

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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