Perito explica à luz da história os presentes dos Reis Magos ao menino Jesus

ppmagos05012014O site ACI/Europa Press informou nesta segunda-feira (06/01/14) que o Professor de História do Oriente Médio da Universidade CEU – San Pablo, da Espanha, Hipólito Sanchiz, explicou que os três presentes que obsequiaram os Reis Magos ao Menino Jesus não foram escolhidos ao acaso, e explicou que o ouro era um presente para Jesus como Rei –pois era um presente destinado a nobres e monarcas–, o incenso era um presente para o Jesus como Deus –pois esta resina se queimava diante dos deuses– e a mirra, para Jesus como homem –pois com ela se embalsamava os mortos–.

Assim, Sanchiz explica que o ouro, o incenso e a mirra que os Reis do Oriente entregaram ao menino Jesus em Belém estavam associados a certos conceitos e rituais, além do fato de que os três poderiam ser equiparados ao que hoje seriam considerados produtos “caros” e de “luxo”.

Concretamente, em relação ao ouro, o perito considera que pode este ser estimado “como presente régio, destinado a um rei” e recorda que em Mateus 2,2 se faz referência a que os Reis Magos chegaram ao Presépio em busca do nascimento do “Rei dos Judeus”, por isso a presença do aspecto régio da visita.

Por sua parte, a simbologia do incenso é “muito clara” para Sanchiz, pois faz referência ao caráter divino de Cristo, já que na religião judia e nas pagãs, o incenso se queimava apenas diante dos deuses, muitas vezes como sacrifício, e, de fato as igrejas católica e ortodoxa seguem empregando-o em sua liturgia.

Em todo caso, ele admite certa diversidade de critério na hora de determinar de qual tipo de incenso se tratava, pois, enquanto que Vulgata aparece o término ‘thus’, que significa incenso, na versão grega de São Mateo se emprega a palavra ‘olívano’, que é um tipo de incenso, “uma substância gomosa composta de diversas resinas que ao queimar-se proporcionava um suave aroma”.

Em relação à mirra –substância aromática feita com a resina da árvore da mirra–, Sanchiz vê duas possíveis explicações pois a mirra se utilizava como anestésico –normalmente mesclada com vinho– e se pode interpretar como que o Senhor devia tirar a dor ao mundo”. Mas também a mirra era empregada para embalsamar os mortos, e por isso poderia representar “um anúncio de sua paixão e uma alegoria de que Jesus como homem estava sujeito à morte”.

Fonte: http://www.acidigital.com/noticia.php?id=26509

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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