Perguntas e respostas rápidas

VATICANOPAPAComo responder a algumas “inverdades” que são espalhadas sobre os Papas?

Nas discussões sobre o Papado, surgem questões comuns que exigem apenas respostas curtas, pois, simplesmente, se tratam de inverdades. Na maioria dos casos, são mal-entendidos, lendas populares e outras coisas semelhantes.

1. Os católicos acham que o Papa não tem pecados.razoesmenor

Não, nós não achamos isso. O atual Papa se confessa, pelo menos uma vez por semana, bem como o fizeram os últimos Papas da história recente. É presumível que eles confessem seus pecados, pois, do contrário, o sacramento não seria válido. Não é bom confessarmos as próprias virtudes de uma pessoa ou os pecados de outra. No Novo Testamento, Pedro mostrou-se ser um pecador e, no mínimo, isso não diminui a sua autoridade.

2. Os católicos acham que o Papa não comete erros.

Não, não achamos isso. Como todas as pessoas, os Papas têm um conhecimento imperfeito, além de outras limitações humanas. No seu dia a dia, os Papas cometem erros, como todos nós. Alguns desses erros são pequenos como enganar-se no degrau de uma escada. Outros erros têm graves consequências como falhar num problema de diploma internacional. A graça da infalibilidade Papal diz respeito somente a assuntos de fé e moral cristãs.

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3. Os católicos inventaram a ideia da infalibilidade no século XIX.

De fato, esta doutrina foi formulada nesta época, mas estava fundamentada na Igreja desde o começo, como no primeiro século, quando São Clemente de Roma, um discípulo de Pedro e Paulo disse que o Espírito Santo falava através dele. Também os protestantes acreditam que Deus dotou certos homens de infalibilidade, quando, por exemplo, Ele inspirou os autores sagrados para escrever as Escrituras. Com o dom da infalibilidade, os Apóstolos e Evangelistas escreveram obras que eram isentas de erros. E todos nós estamos de acordo sobre isso. Católicos e Protestantes discordam apenas sobre se o carisma da infalibilidade foi estendido para além da primeira geração de cristãos.

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4. A autoridade Papal foi desacreditada e penalizada pelo comportamento de maus Papas.

Não foi. Em sua própria época, Jesus enfrentou uma religiosidade corrupta estabelecida; mas Ele sempre afirmou a Sua autoridade dada por Deus em matéria de doutrina e prática religiosa: “Os doutores da Lei e os fariseus têm autoridade para interpretar a Lei de Moisés. Por isso, vocês devem fazer e observar tudo o que eles dizem. Mas não imitem suas ações, pois eles falam e não praticam” (Mt 23,2-3). Mesmo Caifás, o sumo sacerdote perverso, não podia ajudar, mas pronunciou uma profecia infalível, enquanto tramava o assassinato de Jesus (cf. Jo 11,49-51). Devemos ter a certeza de saber que em dois mil anos, muito poucos Papas abusaram de seu poder. Dentre 266 homens até hoje, houve apenas uma pequena parte de desonestos – e Deus nunca permitiu que esses osdogmasdafdesonestos ensinassem algum erro em matéria de fé e de moral.

5. Se o Papado fosse realmente o que os católicos dizem ser, não teria havido nenhum Papa ruim.

Não é verdade. Jesus deu aos Apóstolos a graça da autoridade. Ele mesmo escolheu os Doze. No entanto, Ele sabia que um deles O haveria de trair. Se o Apostolado foi, de fato, o que Jesus disse que era, como poderia haver um mau Apóstolo? Jesus deixa cada um livre para escolher entre o bem ou o mal, mesmo aqueles a quem Ele chama para o sagrado ofício.

Trecho retirado do livro: Razões Para Crer, Scott Hahn. Editora Cléofas

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    Sobre Prof. Felipe Aquino

    O Prof. Felipe Aquino é doutor em Engenharia Mecânica pela UNESP e mestre na mesma área pela UNIFEI. Foi diretor geral da FAENQUIL (atual EEL-USP) durante 20 anos e atualmente é Professor de História da Igreja do “Instituto de Teologia Bento XVI” da Diocese de Lorena e da Canção Nova. Cavaleiro da Ordem de São Gregório Magno, título concedido pelo Papa Bento XVI, em 06/02/2012. Foi casado durante 40 anos e é pai de cinco filhos. Na TV Canção Nova, apresenta o programa “Escola da Fé” e “Pergunte e Responderemos”, na Rádio apresenta o programa “No Coração da Igreja”. Nos finais de semana prega encontros de aprofundamento em todo o Brasil e no exterior. Escreveu 73 livros de formação católica pelas editoras Cléofas, Loyola e Canção Nova.
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